quinta-feira, janeiro 27, 2011

A VIDA SEM...

A vida sem engenheiros eletrotécnicos


A vida sem engenheiros mecânicos


A vida sem engenheiros civis



A vida sem engenheiros de telecomunicações


A vida sem engenheiro informáticos


vida sem engenheiros ambientais


A vida sem o Socras...

Um paraíso....



quarta-feira, janeiro 26, 2011

CRÓNICA DE BAPTISTAS BASTOS


Mário Soares foi o vencedor das eleições. A astúcia e a imaginação do velho estadista permitiram que Fernando Nobre, metáfora de uma humanidade sem ressentimento, lhe servisse às maravilhas para ajustar contas. É a maior jogada política dos últimos tempos. Um pouco maquiavélica. Mas nasce da radical satisfação que Mário Soares tem de si mesmo, e de não gostar de levar desaforo para casa. Removeu Alegre para os fojos e fez com que Cavaco deixasse de ser tema sem se transformar em problema. O algarvio regressa a Belém empurrado pelos acasos da fortuna, pelos equívocos da época, pelo cansaço generalizado dos portugueses e pelos desentendimentos das esquerdas (tomando esta definição com todas as precauções recomendáveis). Vai, também, um pouco sacudido pelo que do seu carácter foi revelado. Cavaco não possui o estofo de um Presidente, nem um estilo que o dissimulasse. Foi o pior primeiro-ministro e o mais inepto Chefe do Estado da democracia. Baço, desajeitado, inculto sem cura, preconceituoso, assaltado por pequenas vinganças e latentes ódios, ele é o representante típico de um Portugal rançoso, supersticioso e ignorante, que tarda em deixar a indolência preguiçosa. Nada fez para ser o que tem sido. Já o escrevi, e repito: foi um incidente à espera de acontecer. Na galeria de presidentes com que, até agora, fomos presenteados, apenas encontro um seu equivalente: Américo Tomás. E, como este, perigoso. Pode praticar malfeitorias? Não duvido. Sobre ser portador daqueles adornos é uma criatura desprovida de convicções, de ideologia, de grandeza e de compaixão. Recupero o lamento de Herculano: "Isto dá vontade de morrer!"

«Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV: as lições aprendem-se...


Colbert

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço…
Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado… o Estado, esse, é diferente! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se…Todos os Estados o fazem!
Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros…
Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: Sim, é impossível…
Colbert: E então os ricos?
Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: Então como havemos de fazer?
Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos… É um reservatório inesgotável…»

Cardeal Mazarino

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Portugal e os cidadãos de primeira- por António de Sousa Duarte


As mortes de Vítor Alves, capitão de Abril, e do cronista cor-de-rosa Carlos Castro mostram algumas evidências sobre o país
Separadas por escassas horas, as mortes do coronel Vítor Alves, "capitão de Abril", e do cronista "cor-de-rosa" Carlos Castro tiveram o condão de fazer notar uma vez mais algumas evidências sobre Portugal e os portugueses que nunca será de mais destacar. Na verdade, mesmo admitindo as macabras circunstâncias em que Castro foi assassinado e os requintes de malvadez de que foi aparentemente vítima, não parece normal que tal facto tenha merecido tão esmagadoramente maior espaço mediático do que o desaparecimento de um dos principais símbolos da Revolução do 25 de Abril de 1974 e destacado operacional da construção do processo democrático.

Vítor Alves faleceu Domingo, cerca de 36 horas depois da morte, em Nova Iorque, de um colunista social conhecido por se dedicar há décadas a analisar os factos da actualidade "cor-de-rosa" nacional. Considerado em muitas das biografias espontâneas que dele nos últimos dias chegaram ao nosso conhecimento como "um cidadão de primeira", Vítor Alves foi um homem probo, sério, rigoroso, sensível que contribuiu de forma decisiva - antes e depois do dia 25 de Abril de 74 - para o actual regime democrático em Portugal. Vítor Alves, que integrou, com Vasco Lourenço e Otelo Saraiva de Carvalho, a comissão coordenadora e executiva do MFA (Movimento das Forças Armadas), foi o autor do primeiro comunicado dirigido à população no dia 25 de Abril e o militar que foi o porta-voz do Movimento. Mas as exéquias mediáticas de Vítor Alves foram curtas, muito curtas, se levarmos em conta a importância do seu legado e o impacte informativo que outros factos da actualidade suscitaram e de que é exemplo, sublinho, a vaga noticiosa relativa à morte de Carlos Castro.


O País trocou "um cidadão de primeira" por uma "história de segunda", mas o desiderato é positivo: chancela-se a morte do militar, político, ministro e conselheiro da Revolução em rodapés a correr e baixos de página e atribuem-se honras de Estado... mediático ao assassinato do cronista (não cronista social como alguns lhe chamam, como se Carlos Castro e Fernão Lopes fossem páginas do mesmo livro...) e às incidências macrotrágicas em que foi encontrado o seu corpo após alegada tortura, castração e assassinato. Mas a responsabilidade de todo este "estado a que - de novo e citando Salgueiro Maia - chegámos" não é do povo. Porque não é o povo que edita jornais, blocos noticiosos, telejornais ou sites. Nem é o povo o responsável por Marcelo Rebelo de Sousa ter dedicado ontem, no Jornal da TVI, mais tempo de antena à morte de Carlos Castro do que ao desaparecimento de Vítor Alves.

Ex-jornalista, consultor de comunicação, doutorando em Ciência Política

VALE MUITO A PENA LER! TODOS FAZEMOS ALGUNS DESTES ERROS...





ARTIGO DE OPINIÃO

A DEVIDA COMÉDIA
Miguel Carvalho
Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um
pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo

Criancinhas

A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em
festim de chocolate.

A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às
litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito
como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe
o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.

A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la
porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com
os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à
frente na mota, no popó e numas férias à maneira. 
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência
meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em
sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são
«uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha
que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica
traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.

Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as
criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter
do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem
dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho
sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na
casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas
ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas,
das famílias no fio da navalha?
Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao
hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos
congressos e debates para nos entretermos.

Artigo publicado na revista VISÂO online

sábado, janeiro 15, 2011

BOM FIM DE SEMANA!



Um velho senhor tinha um bonito lago na sua enorme herdade.

Depois de algum tempo sem ir ao local, decidiu naquele dia ir dar uma
olhada geral para ver se estava tudo em ordem.

Pegou num balde para aproveitar o passeio e trazer umas frutas as árvores
pelo caminho,

e ao aproximar-se do lago, escutou vozes femininas, animadas,
divertidas...

Então viu um grupo de jovens mulheres a tomar banho no lago, completamente
nuas.

Chegou mais perto e, com isso, todas elas fugiram para a parte mais funda
do lago, deixando apenas a cabeça fora de água.

Uma das mulheres gritou:

- Não saimos daqui enquanto o senhor não for embora!

O velho respondeu:

- Calma moças, eu não vim até aqui para as ver a nadar ou para as ver sair
nuas do lago!

Levantando o balde, ele disse:

- Eu só vim dar comida ao crocodilo...

AH!AH! AH!

AH!AH! AH!AH!AH! AH!AH!AH! AH!AH!AH! AH!AH!AH! AH!AH!AH! AH!AH!AH! AH!


(Experiência e Astúcia, sempre triunfarão sobre a Imaturidade e o
Entusiasmo...)

sexta-feira, janeiro 14, 2011

E ASSIM FOI CRIADA A HUMANIDADE...


Quando Deus criou Adão e Eva, disse aos dois:

- Tenho dois presentes para distribuir entre vocês: um é para fazer xixi em pé e..... Adão, ansiosíssimo, interrompeu, gritando:

- Eu! Eu! Eu! Eu! Eu quero, por favor.. Senhor, por favor, por favor, sim? Me facilitaria a vida substancialmente! Por favor! Por favor! Por Favor!

Eva concordou e disse que essas coisas não tinham importância para ela.

Então, Deus presenteou Adão.

Adão ficou maravilhado. Gritava de alegria e corria pelo jardim do Éden fazendo xixi em todas as árvores. Correu pela praia fazendo
desenhos com seu xixi na areia. Brincava de chafariz. Acendia uma fogueirinha e brincava de bombeiro....




Deus e Eva contemplavam o homem louco de felicidade, até que Eva perguntou à Deus:
- E.... Qual é o outro presente?
Deus respondeu: -
Cérebro, Eva, cérebro .

OBRIGADA , EVA POR TER ESPERADO MAIS UM POUCO.......
NÓS MULHERES AGRADECEMOS ATÉ HOJE!

quarta-feira, janeiro 12, 2011


AS FILOSOFIAS DE WOODY ALLEN!


As vantagens do nudismo saltam aos olhos.
A maconha causa perda de memória e outra coisa que não lembro.
Morrer é como dormir, mas sem levantar-se para fazer xixi.
A inactividade sexual é perigosa
e pode produzir cornos.
Hoje em dia a fidelidade só se vê em equipamento de som.
O negócio mais exposto a quebra é
a venda de cristaleiras.
Alguns casamentos acabam bem, outros duram toda a vida.
O casamento é como a caderneta de poupança, de tanto pôr e tirar perdem-se os rendimentos.
O diabético não pode fazer lua-de-mel.
Quando tudo sobe,
o que baixa é a roupa íntima.
Temos que trabalhar 8 horas
e dormir 8 horas,
mas não as mesmas.
Os japoneses não olham,
espiam.
Qual o animal que depois de morto dá muitas voltas?
O frango assado.
Quando um médico erra,
o melhor é colocar terra por cima.
A música japonesa
é uma tortura chinesa.
O eco sempre tem a última palavra.
Nos aviões,
o tempo passa a voar.
Os mosquitos morrem entre aplausos.
O meu pai vendeu a farmácia porque já não havia remédio.
Os japoneses querem abrir os seus olhos ao mundo.
Solucionar problemas económicos
é fácil: basta ter dinheiro.
Desfrute o dia,
até que um imbecil o estrague.
Ama uns sobre outros.
Faça o bem sem olhar a quem.
É curioso chamar-se sexo oral a uma prática em que o que se não pode fazer é falar.
Bígamo, é um idiota ao quadrado.
O mágico fez um gesto e desapareceu a fome, fez outro e desapareceu a injustiça, fez um terceiro e desapareceram as guerras. O político fez um gesto e desapareceu o mágico.
Best wishes for all of you
WOODY ALLEN




terça-feira, janeiro 11, 2011

domingo, janeiro 09, 2011

A VIDA É BREVE...



Ver este vídeo, muito bem feito, dá para pensar nisso e, se calhar, aproveitarmos melhor a nossa vidinha enquanto por cá andamos...

Beijinhos a todos e...pensem nisso!

terça-feira, dezembro 28, 2010

Bispo recusa comenda no Senado em protesto contra reajuste de parlamentares


Uma solenidade de entrega de comenda no Senado terminou em constrangimento para os parlamentares que estavam em plenário. Em protesto contra o reajuste de 61,8% concedido a deputados e senadores na semana passada, o bispo de Limoeiro do Norte (CE), Dom Manuel Edmilson Cruz, recusou-se a receber a Comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara.
Em discurso, ele destacou a realidade da população mais carente, obrigada a enfrentar as filas dos hospitais da rede pública. “Não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta”.
Ao recusar a comenda, o bispo foi taxativo: “A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. De seguro, sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la”. Nesse momento, quando a sessão era presidida por Inácio Arruda (PCdoB-CE), autor da homenagem, o público aplaudiu a decisão.
Após a recusa formal, o bispo cearense acrescentou que “ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho”. Ele acrescentou que o reajuste dos parlamentares deve guardar sempre “a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e o da aposentadoria”.
Dom Edmilson Cruz afirmou que assumia a postura “com humildade, sem a pretensão de dar lições a pessoas tão competentes e tão boas”. Diante da situação criada, o senador José Nery (PSOL-PA) cumprimentou o bispo pela atitude considerada “coerente” com o que pensa.
“Entendemos o gesto, o grito e a exigência de dom Edmilson Cruz que, em sua fala, diz que veio aqui, mas recusará a comenda. Também exige que o Congresso Nacional reavalie a decisão que tomou em relação ao salário de seus parlamentares”, acrescentou o senador paraense.
O protesto contra o reajuste dos parlamentares não se resumiu, no entanto, à manifestação do bispo. Cerca de 130 estudantes secundaristas e universitários de Brasília foram barrados na entrada principal do Congresso quando preparavam-se para protestar contra a decisão tomada na semana passada pelos parlamentares.
Da Agência O Globo

segunda-feira, dezembro 27, 2010

ISTO É UM MUST...OS ANOS 50 E 60...LINDO---


“Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas".
(Jornal das Moças, 1957)



"Se desconfiar de infidelidade do marido,
a esposa deve redobrar os carinhos
e provas de afecto,
sem questioná-lo nunca".
(Revista Claudia, 1962)




“Desordem na casa de banho, desperta no marido
vontade de ir tomar banho fora de casa".
(Jornal das Moças, 1965)


"A mulher deve fazer o marido
descansar nas horas vagas,
servindo-lhe uma cerveja bem gelada.
Nada de incomodá-lo com serviços
ou notícias domésticas".
(Jornal das Moças, 1959)

"O noivado longo é um perigo,
mas nunca sugira o matrimónio.
ELE é quem decide - sempre".
(Revista Querida, 1953)


"A mulher deve fazer o marido
descansar nas horas vagas,
servindo-lhe uma cerveja bem gelada.
Nada de incomodá-lo com serviços
ou notícias domésticas".
(Jornal das Moças, 1959)


"Se o seu marido fuma,
não discuta pelo simples facto
de deixar cair cinza no tapete.
Espalhe cinzeiros por toda a casa".

(Jornal das Moças, 1957)

"O noivado longo é um perigo,
mas nunca sugira o matrimónio.
ELE é quem decide - sempre".
(Revista Querida, 1953)





"Sempre que o marido sair com os amigos
e chegar a altas horas da noite,
espere-o linda, perfumada e dócil".
(Jornal das Moças, 1958)

"É fundamental manter sempre
uma aparência impecável diante do marido".
(Jornal das Moças, 1957)



"A esposa deve vestir-se depois de casada,
com a mesma elegância de solteira,
pois é preciso lembrar-se de que a caça já foi feita,
mas é preciso mantê-la bem presa."
(Jornal das Moças, 1955)


E para terminar...a cereja em cima do bolo
"O lugar de mulher é no lar.
O trabalho fora de casa masculiniza".
(Revista Querida, 1955)


CONCLUSÃO:
Já não se editam
revistas instrutivas
como antigamente.

domingo, dezembro 12, 2010

MOVIMENTO ANTI-POPOTA, LEOPOLDINA E ARREDONDAMENTOS!!!


É extraordinário como é fácil fazer grande caridade com o dinheiro dos outros!!! Pedem-nos "apenas" dois euros e fazem-nos o favor de doar um para a caridade. Claro que quem aparece a doar no final vários milhares são os donos dos grandes armazéns... com o nosso dinheiro!Reparem no que diz o site de um desses supermercados: "Nestes últimos três anos conseguimos angariar (...) um montante superior a um milhão de euros, "... Extraordinário realmente, sobretudo se pensar que esse milhão de euros foi automaticamente deduzido dos impostos desta empresa.... Como se fosse dinheiro deles e não nosso.Se querem dar para caridade dêm directamente... ou se eu vos pedir vocês dão-me a mim para eu poder doar?! Então porque dão aos Modelos, Continentes, e Wortens? Eles têm obrigação e responsabilidade social a cumprir! Exijam-na!


Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV - A história repete-se


Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...
*
Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!
*
Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?
*
Mazarino: Criam-se outros.
*
Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
*
Mazarino: Sim, é impossível.
*
Colbert: E então os ricos?
*
Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
*
Colbert: Então como havemos de fazer?
*
Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável.

sábado, dezembro 04, 2010

Um amigo meu comprou um frigorífico novo e para se livrar do velho,
colocou-o em frente do prédio, no passeio, com o aviso:
"Grátis e a funcionar. Se quiser, pode levar".
O frigorífico ficou três dias no passeio sem receber um olhar dos
passantes.
Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta.
Parecia bom de mais para ser verdade e mudou o aviso:
"Frigorífico à venda por 50,00 €. No dia seguinte, tinha sido
roubado!
Cuidado! Este tipo de gente vota!
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Ao visitar uma casa para alugar, o meu irmão perguntou à agente
imobiliária para que lado era o Norte, porque não queria que o sol
o acordasse todas as manhãs. A agente perguntou: "O sol nasce no Norte?"
Quando o meu irmão lhe explicou que o sol nasce a Nascente
(aliás, daí o nome e que há muito tempo que isso acontece!) ela
disse: "Eu não estou actualizada a respeito destes assuntos".
Ela também vota!
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Trabalhei uns anos num centro de atendimento a clientes em Ponta Delgada
- Açores. Um dia, recebi um telefonema de um sujeito que
perguntou em que horário o centro de atendimento estava aberto.
Eu respondi: "O número que o senhor discou está disponível 24 horas
por dia, 7 dias por semana." Ele então perguntou: "Pelo horário de
Lisboa ou pelo horário de Ponta Delgada?" Para acabar logo com o
assunto, respondi: "Horário do Brasil."
Ele vota!
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Um colega e eu estávamos a almoçar no self-service da empresa, quando
ouvimos uma das assistentes administrativas falar a respeito das
queimaduras de sol que ela tinha, por ter ido de carro para o litoral.
Estava num descapotável, por isso, "não pensou que ficasse queimada,
pois o carro estava em movimento."
Ela também vota!
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A minha cunhada tem uma ferramenta salva-vidas no carro, para cortar o
cinto de segurança, se ela ficar presa nele. Ela guarda a ferramenta
no porta-bagagens!
A minha cunhada também vota!
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Uns amigos e eu fomos comprar cerveja para uma festa e notámos que as
grades tinham desconto de 10%. Como era uma festa grande,
comprámos 2 grades. O caixa multiplicou 10% por 2 e fez-nos um desconto
de 20%.
Ele também vota!
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Saí com um amigo e vimos uma mulher com uma argola no nariz, ligada a um
brinco, por meio de uma corrente. O meu amigo disse: "
Será que a corrente não dá um puxão cada vez que ela vira a cabeça?"
Expliquei-lhe que o nariz e a orelha de uma pessoa permanecem
à mesma distância, independentemente da pessoa virar a cabeça ou
não.
O meu amigo também vota!
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Ao chegar de avião, as minhas malas nunca mais apareciam na área de
recolha da bagagem. Fui então ao sector da bagagem extraviada
e disse à mulher que as minhas malas não tinham aparecido. Ela sorriu
e disse-me para não me preocupar, porque ela era uma profissional
treinada e eu estava em boas mãos."Agora diga-me, perguntou ela... o seu
avião já chegou?"
Ela também vota!
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À espera de ser atendido numa pizzaria observei um homem a pedir uma
pizza para levar. Ele estava sozinho e o empregado perguntou se
ele preferia que a pizza fosse cortada em 4 pedaços ou em 6. Ele pensou
algum tempo, antes de responder: "Corte em 4 pedaços; acho
que não estou com fome suficiente para comer 6 pedaços."
Isso mesmo, ele também vota!

quinta-feira, dezembro 02, 2010

1871 ou 2010?


Em as “FARPAS” de Eça de Queirós

escrito em 1871
"Nós estamos num estado comparável sómente à Grécia:
mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica,
mesmo abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito.
Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que
pela sua decadência progressiva, poderá... vir a ser riscado do mapa da Europa.
Citam-se a par, a Grécia e Portugal".
“O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada,
os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão
e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: o país está perdido!”

segunda-feira, novembro 29, 2010

FELIZ ANIVERSÁRIO ANDRÉ MOA!




DO ÍNTIMO NEGRUME DA MONTANHA
IRROMPE E RASGA A TERRA
COM ÍMPETOS AMNIÓTICOS DE REGRESSO
AO MATERNAL E ORIGINÁRIO MAR.

EM COMPLEXA AGITAÇÃO VITAL SE MULTIPLICA
E LOGO O UNO SE FAZ MÚLTIPLO
E O INDIVÍDUO ALCANÇA DIMENSÃO UNIVERSAL.

NO SINGULAR DAS ÁGUAS O LAGO.
NA SOLIDÃO ESTAGNANTE O CHARCO.
NA INTEGRAÇÃO DO TODO EM TUDO
A JUSTIFICAÇÃO DO RIO
O ESPLENDOR DA FÚRIA E DO CAUDAL.





PARA NAVEGAR A VIDA O HOMEM
FAZ-SE RIO FAZ-SE BARCO.
AMARRADO AO LEME GANHA ASAS
E A DIMENSÃO DE UM DEUS
QUE SONHA E SE EMBRIAGA
COM O AZULADO MOSTO DO DISTANTE MAR.

O RIO HOMEM DILUI-SE EM HUMANIDADE
E FAZ-SE AO MAR.


(André Moa)




que possas ainda contar muitos, meu amigo!


Dad




Ver Blog:




sexta-feira, novembro 19, 2010

DEFINIÇÕES...


"Recessão é quando o vizinho perde o seu emprego,
depressão quando perdes o teu,
e recuperação quando Sócrates perder o dele"

domingo, novembro 14, 2010

Comportamento dos pilares...


Daí o que se vê por aqui...

Saudades de casa...é lindo!


Este leãozinho foi recolhido, na selva,
por um casal que tomou conta dele
enquanto foi crescendo.
Ao tornar-se adulto, os donos tiveram necessidade de o
colocar num zoológico, pois era impraticável
continuar em casa deles.
Este video relata por imagens a alegria do animal
quando o casal o vai visitar ao zoológico.
É comovente ver as manifestações de
carinho do leão que agora já é adulto!

sexta-feira, novembro 12, 2010

Os novos cavalos da GNR...

Finalmente o Governo começou a reduzir as despesas do Estado.


Estes são os novos cavalos da GNR.