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Terça-feira, Maio 29, 2012

Pois é...mas lá custar, custa!



Quinta-feira, Maio 24, 2012

DEPOIS DE MAYAKOVSKY - para ler com atenção!Simbolo de resistência aos nazis


MAYAKOVSKY poeta russo que se suicidou após a revolução de Lenin-escreveu assim ainda nos principios do sec XX:
Na primeira noite eles aproximaram-se e colheram uma flor do nosso jardim; e nós não dissemos nada...
Na 2ª noite já não se escondem, pisam as flores, matam o nosso cão e não dissemos nada...
Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho na nossa casa, rouba-nos a lua e fazendo-nos conhecer o medo, arrancando-nos a voz da garganta. E porque não dizemos nada, já não podemos dizer nada...
Primeiro levaram os negros, mas não me importei com isso, porque não sou negro;
Depois os operários, mas não me importei com isso porque não era operário,
Depois prenderam os miseráveis, mas não me importei, porque não sou miserável;
Depois agarraram uns desempregados, mas como tenho emprego, também não me importei;
Agora estão me levando, mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém, ninguém se importará comigo.

(Berthold Brecht)
(1898 - 1956)

Terça-feira, Maio 22, 2012

É assim mêmo, ó compadre!



Segunda-feira, Maio 21, 2012

PERGUNTA INCÓMODA...MAS PERTINENTE



Domingo, Maio 13, 2012

Ah grande Camões!



Quarta-feira, Maio 09, 2012

Os mundos tocam-se?


No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebés. O primeiro pergunta ao outro:
Tu acreditas na vida após o nascimento?
Certamente que sim. Algo tem de haver depois de nascermos! Talvez estejamos aqui, principalmente, porque precisamos de nos preparar para o que seremos mais tarde.

Tolice, não há vida após o nascimento. E se houvesse como seria ela? ...
Eu cá não sei, mas certamente haverá mais luz lá do que aqui... Talvez caminhemos com os nossos próprios pés e comamos com a boca.

Isso é absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca é totalmente ridículo! O cordão umbilical alimenta-nos. Estou convencido de que a vida após o nascimento não existe, pois o cordão umbilical é muito curto!
Olha, eu penso de outro modo. Penso que há algo depois do nascimento, talvez um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui...

Mas nunca ninguém voltou de lá, para nos falar sobre isso!? O parto é o fim da vida. E a vida, afinal, nada mais é do que a angústia prolongada na escuridão.
Bem, eu não sei exactamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamã e ela cuidará de nós.

Mamã? Tu acreditas na mamã? E onde está ela?
Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela é que nós vivemos. Sem ela nada disto existiria!

Eu não acredito. Nunca vi nenhuma mamã, pelo que não existe mamã nenhuma!
Eu acredito. E sabes porquê? Porque às vezes, quando estamos em silêncio, ouço-a cantar e sinto como ela afaga o nosso mundo. E também penso que a nossa vida só será "real"depois de termos nascido. Nesse momento tomará nova dimensão. Aqui, onde estamos agora, apenas estamos a preparar-nos para essa outra vida...

MANIFESTAÇÕES....



Terça-feira, Maio 08, 2012

Millor Fernandes-dê 2 cliques sobre a imagem para ler melhor




Ministro das Finanças




Segunda-feira, Maio 07, 2012

Esta está muito boa!!!!!!

*Acordo Ortográfico...*



*Versão Normal (anterior ao acordo):*



O cágado está de facto na praia. ****


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*Versão Acordo Ortográfico:* ****


O cagado está de fato na praia. ****


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Lindo! Agora expliquem a diferença às criancinhas... ****


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Terça-feira, Abril 24, 2012

UM POEMA DE JOSÉ JORGE LETRIA

Quando se ouviu um tiro na Praça Syntagma,


logo houve quem dissesse: “É a polícia que ataca !”.

Mas não, Dimitris Christoulas trazia consigo a arma,

a carta de despedida, a dor sem nome, a bravura,

e vinha só, sem medo, ele que já vivera os tempos

de silêncio e chumbo do terror dos coronéis.

Mas nessa altura era jovem e tinha esperança.

Agora tudo isso findara, mas não a dignidade,

que essa, por não ter preço, não se rende nem desiste.



Dimitris Christoulas podia ser apenas um pai cansado,

um avô sem alento para sorrir, um irmão mais velho,

um vizinho tão cansado de sofrer. Mas era muito mais

do que isso. Era a personagem que faltava

a esta tragédia grega que nem Sófocles ou Édipo

se lembraram de escrever, por ser muito mais próxima

da vida do que da imaginação de quem efabula.

Ouviu-se o tiro, seco e certeiro, e tudo terminou ali

para começar logo no instante seguinte sob a forma

de revolta que não encontra nas bocas

as palavras certas para conquistar a rua.

Quando assim acontece, o silêncio derruba muralhas.

Aos jovens, que podiam ser seus filhos e netos,

o mártir da Praça Syntagma pediu apenas

para não se renderem, para não se limitarem

a ser unidades estatísticas na humilhação de uma pátria. Não lhes pediu para imitarem o seu gesto,

mas sim que evitassem a sua trágica repetição.

E eles ouviram-no e choraram por ele, e com ele,

sabendo-o já a salvo da humilhação

de deambular pelas lixeiras para não morrer de fome.



Até os deuses, na sua olímpica distância,

se perfilaram de assombro ante a coragem deste gesto.

Até os deuses sentiram desprezo, maior do que é costume, pela ignomínia de quem se vende

para tornar ainda maior a riqueza de quem manda.

A Dimitris bastou um só disparo, limpo e breve,

para resumir a fogo toda a razão que lhe ia na alma. Estava livre. Tornara-se herói de tragédia

enquanto a Primavera namorava a bela Atenas,

deusa tantas vezes idolatrada e venerada.

Assim se despedia um homem de bem,

com a coragem moral de quem o destino não vence.



Quando o tiro ecoou na praça de todas as revoltas,

Dimitris Christoulas deixou voar uma pomba,

uma borboleta, uma gaivota triste do Pireu

e disse, com um aceno: “Eu continuo aqui,

de pé firme, porque nada tem a força de um homem

quando chega a hora de mostrar que tem razão”.

Depois vieram nuvens, flores e lágrimas,

súplicas, gritos e preces, e o mártir da Syntagma,

tão terreno e finito como qualquer homem com fome,

ergueu-se nos ares e abraçou a multidão com ternura.



José Jorge Letria



6 de Abril de 2012

Sexta-feira, Abril 20, 2012

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