UM ESPAÇO DEDICADO À PINTURA E À ESCRITA ESPAÇO DE PARTILHA COM TODOS OS MEUS AMIGOS DE TODOS OS CANTOS DESTA NOSSA TERRA, DIGO, PLANETA TERRA, POIS, POR ENQUANTO, AINDA SÓ SONHO COM AS OUTRAS GALÁXIAS...E FICO COM OS PÉS FIRMES POR AQUI...
Este texto foi-me enviado pelo Pedro! É lindo e espero que gostem muito, tanto como eu gostei. Neste dia, resolvi publicá-lo! Obrigada Pedro e beijinhossssssssss
Lá estava ele em mais uma chatíssima aula. Aliás, uma aula totalmente desprovida de interesse, sem qualquer aplicação prática ou sequer necessária no futuro. Desde a primeira aula (ou chamar-lhe-emos tortura?) que o seu único objectivo era a frequência no final de Janeiro. E depositava todas as suas esperanças de passar em apontamentos alheios e num livrinho mágico que acreditava ser mais precioso que todas as vezes em que ia a essa aula. O problema não era a aula (não se ponham com essas conclusões precipitadas que os ditos adultos gostam muito de tirar, não sei se por estarem cansados da vida, desiludidos com ela ou se nem chegaram a aprender como dela tirar proveito...). A aula pode ser uma coisa tão divertida e estimulante como uma conversa de café com os amigos... Tudo depende do professor (nem tudo... é claro que sem o nosso esforço e a nossa contribuição a aula nunca poderá resultar... aliás, como em muitas coisas na vida). Professor que, sem uma explicação plausível, se viu promovido a figura fulcral de uma aula. E, aproveitando-se da sua situação (muitas vezes até em desespero de causa), singulariza-a, tornando-a um espaço fechado e reservado, onde poucos ou nenhuns se conseguem imiscuir. O professor desempenha uma posição tão importante como a do aluno, embora com maior destaque. Tanto o professor, com a sua sabedoria académica e a sua mais larga experiência de vida como o aluno, com a sua vivacidade, a sua perspectiva inovadora e a sua ânsia pragmática são peças fundamentais da aula. Mas como estava a dizer, este professor insiste em não “acessibilizar” as suas aulas. Ao empregar um discurso de extrema densidade e de uma abstracção ainda maior, por maior interesse e empenho que ponha na sua contribuição para a aula só consegue falhar. Ao seu desespero e frustração seguem-se o total alheamento e a própria alergia à aula. Infelizmente esta é a realidade de muitas aulas. E o maior problema da Educação. Mesmo sem condições, sem dinheiro, sem apoios, sem incentivo, muitas vezes sem nada, o professor deve fazer o seu melhor. Deve dar o máximo para, se falhar, saber que falhou não por si mas por outros factores. Deve dar o seu melhor, o seu contributo para melhorar o estado das coisas. É a sua forma de cumprir a sua missão, de honrar-se a si mesmo e aos que beneficiarão do seu esforço como ser humano e racional. E como não havia nada de mais interessante a fazer durante a aula e havia que rentabilizar o tempo começou a escrevinhar um conto...
O rapaz que ouvia canções de sonhar
Era uma vez uma morsa chamada Shibolet. Shibolet vivia no Pólo Norte, juntamente com a sua numerosa família: o seu irmão Peirce, a sua irmã Pregnância, o seu pai Análogon e a sua mãe Sémeion. Como estava farto do frio do Pólo Norte, Shibolet resolveu partir em busca do calor e de novas paragens. Partiu então em direcção ao Sul. Desceu pela Gronelândia e deparou-se com o mar vastíssimo. Como ultrapassar tal barreira? Viu então que havia carreiras regulares da TransAtlântico, entre a Gronelândia e Reykjavik, na Islândia. Decidiu-se e embarcou. No barco encontrou muita gente. Uma gaivota inglesa, que se chamava Gladys, foi a primeira que o cumprimentou. Disse-lhe que conhecia aquela travessia como as penas das suas asas, já que estava sempre a fazê-la. Isto porque, uma vez saída de Dover, a sua terra natal, limítrofe com Calais, no verdadeiro Velho Continente, Gladys perdeu-se nas Highlands e foi parar à Islândia. A partir daí tudo esqueceu e andava desorientada naquele barco, de Reykjavik para a Gronelândia, da Gronelândia para Reykjavik,... A segunda criatura que Shibolet conheceu foi um gafanhoto bem verdinho chamado Tomé. Enrolado num cachecol vermelho, gorro enfiado na cabeça, Tomé tiritava de frio. Mas, como dizia, amiúde, o frio, nem que fosse um glaciar maior do que o mundo, nunca o venceria, nunca venceria o seu sonho de atravessar o planeta de norte a sul, qual Willy Fogg da nossa era. Nascido no seio de uma família da alta burguesia, Tomé queria conhecer o mundo tal como ele é; não apenas da janela dourada do seu palácio. Um sonho e um desafio nobres. Nobres de valor moral... e nobres de valor monetário. Mas quem mais o fascinou foi Wicca, uma loba de olhos cristalinos, mais profundamente azuis do que um coral do Cabo Espichel. Wicca nasceu em Budapeste, mais propriamente em Buda. Paradoxalmente desiludida e esperançosa com a queda do Comunismo, Wicca partia agora em busca da felicidade; mas uma felicidade que ela não sabia muito bem o que era. Já tinha ido à Austrália, à Grande Barreira dos Corais (donde, quem sabe, lhe ficou a profundidade do azul dos seus olhos), já tinha ido à Índia, local muito na moda para retiros espirituais, já tinha ido à Patagónia, ao chamado “fim do mundo”, e tal como o nome indica, nada encontrou. E agora estava aqui, vinda do Estreito de Bering, onde tentara perceber se o Capitalismo e o Comunismo, aí tão próximos, eram realmente tão diferentes nas suas ambições. E é a partir daqui que a viagem de Shibolet ganha um novo significado. Aliado à busca, ao conhecimento do mundo, surge agora o desejo de encontrar essa tal felicidade. Soube que a partir daí não mais abandonaria Wicca. E entretanto chegámos a Reykjavik. O barco atracou e Shibolet, Wicca, Gladys e Tomé saltaram para o cais, juntamente com meia dúzia de passageiros. A primeira imagem da cidade era a de um caldeirão, daqueles que estamos habituados a imaginar quando ouvimos histórias de bruxas. O fumo das chaminés, das furnas, das caldeiras criavam essa atmosfera. Mas era o calor que emanava das casas em choque com o frio que fazia aquela fumarada toda. “Anda daí!”, disse-lhe Wicca. “Onde vamos?”. “Segue-me e confia em mim!”. Chegaram a um sítio que lembrava uma banheira gigante, com água borbulhante e esverdeada. Wicca mergulhou e ficou a olhar para Shibolet. “Então? Não me digas que tens frio! Ou medo...”. Dominado por uma fúria juvenil Shibolet saltou violentamente para a água. E então olha à sua volta e vislumbra altas montanhas cobertas de neve, com o topo envolvido em misteriosas nuvens. O céu está escuro, carregado, prestes a rebentar em trovões e relâmpagos. Um estrondo ribomba, estremecendo as entranhas da Terra, e chuva gelada e cortante começa a cair. Mas Shibolet está mergulhado numa atmosfera de calor sufocantemente macio, e o quente vence finalmente o frio. De repente Wicca mergulha e não volta à superfície. Preocupado e em pânico, Shibolet vai ao fundo. Sente que lhe puxam a perna e por momentos hesita: deverei resistir e emergir para a vida ou deixar-me ir e furar para a morte, em busca de um novo mundo? Invadido pelo desejo do desconhecido, mas preparado para o pior, deixa que o fundo o leve. Fechando os olhos com força vê o universo de estrelas brilhantes à sua frente, estrelas que progressivamente se apagam até o breu dominar. Com as pálpebras doridas, abrindo primeiro o olho esquerdo e depois o direito, Shibolet ouve a voz de Wicca a chamá-lo. Um cheiro a mar sobe-lhe pelas narinas, lembrando-lhe a sua casa e a sua família no Pólo Norte, e acolhedores raios de sol acordam-no de vez. Recortada pela luz solar Wicca estava à sua frente. “Segue-me e confia em mim!”. E correm ao longo da beira-mar. Correm quilómetros e quilómetros, sem que a praia acabasse. Finalmente chegam a uma gruta gigantesca, com uma entrada proporcionalmente inversa. Shibolet ia desafiar Wicca a entrarem, mas mal iniciou a sua frase já a loba tinha desaparecido no interior da rocha. Seguiu-a. O interior da gruta era constituído por uma espécie de hall de entrada, bastante largo e alto. No topo uma abertura permitia a comunicação com o mundo exterior e a passagem de luz. As paredes deste hall estavam revestidas por arbustos verdejantes, o que tornava a atmosfera bem fresca. Os raios brilhantes de sol que invadiam a sala de repente esfumaram-se, dando lugar a uma copiosa chuva. Shibolet e Wicca, como que impelidos por uma mola, dirigiram-se rapidamente para o centro do hall, onde podiam receber a água pura. Sentiam o líquido fluir pelos seus corpos e nunca se haviam sentido tão puros, tão próximos da Natureza, tão próximos da sua verdadeira essência. Durante alguns minutos a chuva continuou a cair, até que, aos poucos, foi abrandando, parando por completo. Um silêncio apenas cortado pela água a escorrer pelo verde das paredes, que dava origem a pingos que caíam como setas no chão da gruta, dominava a atmosfera. “Vamos.”, disse Wicca. Caminharam, e caminharam, e caminharam pelas galerias da gruta. Por fim acederam a uma sala em tudo semelhante ao hall de entrada, com a diferença residindo na abertura para o exterior, que era agora gigante, permitindo vislumbrar um deserto vastíssimo. Saíram. Dois camelos estavam a saciar a sede e a acumular reservas num pequeno oásis que existia à saída da gruta. “Já montaste um camelo?”. “Eu nem sei o que é um camelo, Wicca...”. “Então segue-me.”. Já acomodados no dorso de um camelo seguiram a sua viagem. O ar começou a encher-se de um fumo negro e pestilento que a eles se agarrava. No horizonte começaram a surgir várias chaminés fumegantes. “Chegámos a Ulaanbaatar, a capital da Mongólia”, esclareceu Wicca. Uma nuvem espessa e negra envolvia a cidade. Ao chegarem deparou-se-lhes um emaranhado de ruas, cujas fachadas dos prédios, escurecidas e gordurosas, não escondiam o interior decadente de uma das mais pobres nações do mundo. Os oleodutos, com o início da exploração do petróleo, começaram a invadir e a modificar a fisionomia da cidade há poucos anos, tornando-a ainda mais metálica e suja. Ao deparar-se com esta “natureza morta”, uns dos locais da Terra onde podemos vislumbrar o fim do mundo, Shibolet aprende o que não é a felicidade mas sim a miséria, e até onde o homem pode descer na perspectiva de uma salvação económica, nem que essa seja apenas uma magra e tímida hipótese. Ao vaguear pelas ruas, na sua maior parte vazias, mas por vezes cruzadas por seres “mortos-vivos”, sem alma nem espírito, sem rumo nem orientação, encontram um jovem enrolado em vestes tradicionais, recostado a uma fachada do que fora outrora o Banco Nacional da Mongólia, cujos vidros partidos enfatizavam a ruína a que a cidade e a nação mongóis tinham chegado. O jovem ouvia música através de um walkman, luxo da cultura e economia ocidentais. “Como te chamas?”. “Neste país já todos perdemos o nosso nome. De que serve ele se não há ninguém para entoá-lo, dar-lhe vida? Aqui não interessa como se chamam as coisas ou as pessoas. Aqui o que interessa saber é se amanhã estaremos cá...”. “O que ouves?”. “A única coisa que me faz não estar aqui, que me faz viajar pelo mundo perfeito; tomar banho numa praia de areia fina e branca, percorrer uma gruta, viajar pelo mar, conhecer o topo do mundo, enfim... A única coisa que me faz viver. Verdadeiramente!” Já refeito do choque que foi a estadia na cidade negra de Ulaanbataar e depois de deixarem o rapaz que ouvia canções de sonhar Shibolet apercebeu-se o quanto afortunado era. Sentiu-se ligado ao rapaz que ouvia canções de sonhar. O rapaz que ouvia canções de sonhar vivera o mundo nos seus sonhos na sua imaginação. Também Shibolet tinha vivido o mundo. Verdadeiramente. Só que não o tinha percebido. Uma vontade irrefreável apoderou-se do seu espírito: queria voltar ao Pólo Norte. Aí também poderia viver o mundo, através da sua imaginação. Poderia ir aonde quisesse, e de cada vez que visitasse certo sítio poderia imaginá-lo diferente na próxima vez que lá voltasse. Um mundo infinitamente mais vasto estava ao seu alcance. De volta a Reykjavik e às carreiras da TransAtlântico Shibolet reencontrou Gladys, sempre de trás para diante e de diante para trás. Encontrou também Tomé, que regressava a casa cansado e desiludido. Afinal o mundo não era tão perfeito como sempre lho tinham dito. Decidido a fazer algo regressava a casa para se despedir da família e de todos aqueles que lhe tinham incutido a imagem de um mundo mágico mas irreal. Queria despedir-se dessa gente e encetar um novo caminho. Estava convencido. Iria candidatar-se e ser o próximo Presidente dos Estados Unidos da América! Já em casa Shibolet viveu angustiado por nunca poder viver as coisas na sua plenitude, mas ao mesmo tempo completamente feliz por estar sempre a descobrir algo de novo, por estar sempre a fazer erros e a aprender com eles. Aliás, nada lhe dava mais prazer do que fazer algo pela segunda vez, onde pudesse aplicar o que tinha aprendido primariamente. De Wicca nunca mais ouviu falar. No entanto sentia que ela tinha encontrado o que sempre buscara, que ela estava feliz. Shibolet e Wicca nunca mais se viram nesta vida terrena, embora tivessem permanecido ligados para sempre. Pedro Marques
Do meu Amigo André Moa transcrevo um poema dedicado a este dia, 25 de Abril de 1974, dia especial, que continua bem gravado no nosso coração! PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA!!!! A PALAVRA REVOLUÇÃO
Com nove letras se escreve Com nove letras se diz A ideia Revolução Que o povo do meu país Gravou já no coração. Esta palavra de amor Só a soletra e percebe Só a defende quem for Solidário em qualquer parte Cidadão a tempo inteiro Com vontade engenho e arte E coração prazenteiro. Quem a escreve sem erre E lhe chama evolução Não passa de almocreve Da contra – revolução. Já o Caetano flanava A bandeira evolução Mas só na continuidade. A essa o povo diz: Não! Para evoluir é preciso Saltar muros ir em frente Em busca do paraíso Na terra para toda a gente.
Sem erre a evolução Não nos traz nada de novo. Cravo Abril Revolução! É este o grito do Povo. Evolução? Com certeza! Para pôr o país no são Só cravos à portuguesa: Flor de Abril Revolução! Semente fermento e pão De um povo que se quer livre Do jugo da opressão Pois que só livre se vive. Escrita no pensamento Na mente no coração Nada apaga nem o tempo A ideia Revolução. Povo e Alegria aos molhos Sorrisos Cravos aos mil Razão de ser Luz dos olhos Revolução Mês de Abril Liberdade Amor Paixão Abraços Democracia Paz e pão Revolução É esta a Hora Este o Dia!
Este artista plástico, russo, desenhou, anatómicamente, uma mulher de dentro para fora. Vejam o trabalho interessantissimo! Basta clicar no link abaixo. http://fcmx.net/vec/v.php?i=003702
Havia uma pedra, bela e grande.Um dia, alguém passou por ali e vendo a pedra, pôs-se a contemplá-la.Ficou por um longo tempo olhando os contornos da pedra,as flores que a rodeavam e o sol que parecia deixá-la mais bonita.Disse para si mesmo: esta é a Pedra do Mestre.Posso Vê-lo sentado sobre ela a sorrir para mim.E entrou em êxtase rapidamente.Foi quando outra pessoa chegou e lhe falou:Estou há algum tempo a observar-te, de frente para esta pedra, e penso:o que pode levar alguém sorrir por tanto tempo a uma pedra e, sinceramente, não encontro um justo motivo que possa me convencer de que não estejas perdendo teu tempo.Ele voltou-se para o estranho que invadira o seu momento com o Mestre:Pois bem. Fico também pensando em algo:O que pode levar alguém a perder seu tempo tão precioso querendo entender algo que está somente para ser sentido.Eu olho para a pedra e vejo Deus.Eu olho para a pedra e sinto Deus.Tu olhas para a mesma pedra, mas nada vês e com tua mente julgas o que não estás sentindo.Para tornar-te um sábio, meu amigo, é preciso que vejas e sintas com o coração.Só assim poderás ver, mesmo numa pedra, a presença de Deus a abençoar-te. Ás vezes, hoje por exemplo, foi mesmo dificil para mim ver a presença de Deus no Conclave de Roma, desilusão, expectactivas a mais?... digo eu!
Depois de uma doença tão prolongada e sofrida o Papa morreu A Igreja Católica está de luto mas espera com esperança que o Sucessor de João Paulo II para além de continuador do seu trabalho possa dar voz àqueles que dentro da sua igreja clamam por reformas grandes e pela sua modernização, ficando mais perto das realidades do mundo em que vivemos! Tomara que assim possa ser!
Habitaste nas cidades, mas sempre te vi,acompanhada de deuses e duendes, caminhando na areia,na orla de espuma, entre as ondas do mar. Por isso apenas adormecida te vejo, Princesa do olhar de lume e de brancura. A escuridão as tuas liras desvendaram, seus fios de seda perscrutaram e os seus segredos de luz guardaram. Em ti, as brisas respiraram o seu fulgor mais doce, e, nos caramanchões, as glicínias desabrocharam. No mar, na sua infinitude, as algas desfrutaram o seu fulgor mais azul, as conchas, os búzios deixaram os seus recados,a lua dedilhou as suas pérolas, o vento desnudou a sua cintura de limos e Terpsícore dançou. Habitaste as cidades, mas sempre te vi rodeada de espuma e praias de rosadas auroras. Por isso adormecida te vejo, nos teus castelos de silêncio, Princesa, em teu mar ardente de ondas e frescura. Em ti, clamam os dias e as noites mais antigas, e, nos teus versos, de helénicas tranças, as árvores e o sol nunca deixaram de chorar as sombras puras. Maria do Sameiro Barroso
O meu querido amigo Osvaldo Ribeiro que vive em Genéve e tem a sorte de trabalhar rodeado de arte, mandou-me a descrição do evento multi-artes que eu vou publicar, junto com algumas fotos ilustrativas e poderão levar-nos a imaginar a sensação de magnificência que foi vivenciada, a custo zero, por todos aqueles que percorreram as várias salas, escadarias e alas do Museu, comungando de sons e tons, de pinturas fabulosas e de todo o tipo de sensações artísticas, em uníssono! Aí vai a reportagem: Cultura Musical...
A Música é sem dúvida alguma uma das maneiras mais antigas de comunicação entre os povos. Depois que o homem descobriu que o conjunto de sons extraídos de um ou vários objectos diferentes e ao mesmo tempo formavam um som único e melodioso e que através desse som poderia exprimir o seu estado emotivo, não mais a música deixou de fazer parte da vida cultural dos homens e dos povos de todos os Continentes. A Música poderá ter tendências nacionalistas, ser ou pertencer à cultura de um povo, de uma região ou de um país mas não tem fronteiras. A Música é livre, voa como o vento, viaja sem passaporte, não pede licença para entrar porque faz parte do ar que respiramos, porque a Música é uma cantiga, a nossa “Cantiga da Rua”. Não tem dono porque é de quem a canta, é do solitário e é das massas, é das Tertúlias e é das Marchas, conduz à Paz e nos catadulpa para a Guerra. A Música acompanha a nossa vida desde as canções de “ninar” da nossa infancia até ao choro melodioso que nos acompanha na nossa viagem da ida sem regresso. Tudo isto porque há países em que os Departamentos Culturais a nivel governamental dão a maior importância e relêvo a este tipo de cultura. As maoires obras culturais conhecidas no mundo foram construidas de certeza acompanhadas de várias formas de música, fossem canções populares ou simples sons solitários de um assobio. Quando admiramos as imponentes Pirâmides do Egipto, os Jardins Babilónicos, os Monumentos Comemorativos Faraónicos nas várias partes do mundo ou simples quadros dos mais conhecidos impressionistas, de certeza que foram acompanhados por vários tipos de música na sua concepção. Com este pensamento o Departamento Cultural da cidade de Genebra, Suíça, instituição estatal da qual sou funcionário, tem dado o maior apoio possivel a todos os eventos musicais para benefício da população e valorização e reconhecimento dos seus artistas durante todo o ano. Foi com este pensamento e dentro desta lógica que num fim de semana do mês de Março realizou um evento musical que só tinha sido testado em Londres e que desafiando todos os riscos o realizou nesta cidade. Nas imponentes escadarias interiores do Museu de Arte e História, entre estátuas e quadros e outras obras de arte, espalhou a orquestra sinfónica fazendo que e aproveitando a maravilhosa acústica, o som viesse de vários lugares distintos e distantes e misturando os espectadores aos artistas. Foi tudo tão bem cronometrado que em momento algum houve falsas notas. Inclusive um concerto sinfónico de quarenta pequenas caixas de música, sim pequenas caixas musicais tipo guarda joias, tornou-se um imenso sucesso tendo sido repetido várias vezes a pedido insistente do público presente. Isto prova que a Cultura continua a ter o seu lugar de destaque desde que os governos apoiem as iniciativas em beneficio não só dos artistas mas principalmente do povo em geral. Um agradecimento especial à Madame Jeanne PONT pelo seu empenhamento para a realização do evento que sem dúvida e graças ao sucesso conquistado junto do público, se irá repetir.
De estrelas e de estrelinhas De mistérios e saudades De distâncias e de amor De felicidade e de dôr De sonhos breves desfeitos De pesadelos sonhados De madrugadas de abraços E de beijos nunca dados Se procuram os amigos Coloridos de paisagens De breves, curtas imagens E nas mãos entrelaçados!! DAD
A arte, por efémera que seja, tem o dom de nos maravilhar, sempre. Vejam como é belo o trabalho efémero, deste grande artista, que pinta sobre areia e com areia. Vá a este link e faça o download. Quando acabar, é só fechar.Vale a pena lá ir e ver!
Para quem ainda não percebeu muito bem como é que funciona, por dentro, o corpinho dos nossos amigos COMPUTADORES, aí vai uma liçãozinha muito instrutiva! Ah!Ah! Ah! vão ficar todos uns sabichóes, incluindo eu!
"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar as suas derrotas com a cabeça erguida e a olhar em frente , com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair no meio do vão. Depois de algum tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas num instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebe que o seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tiradas de você muito depressa, por isso deveremos deixar sempre as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não nos devemos comparar com os outros, mas com o melhor que você mesmo pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já se chegou, mas para onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus actos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será nalgum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto,plante o seu jardim e decore a sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."
Leia atentamente o texto e sobretudo procure SER FELIZ! William Shakespear
O meu amigo Santos é um Homem de bem! Um grande Homem! Tem direito às ideias que tem pois vive de bem com a vida e com os outros! Divagou sobre o seu estado de espírito e eu acho que, apesar de cada um de nós ter posicionamentos perante a vida e a morte diferentes, merece ser lido no meu Blog porque o seu discurso é absolutamente honesto, cheio de poesia e criatividade e pode servir de exemplo para os meus leitores que, com idades semelhantes, já não conseguem encontrar prazer na arte de viver e de algum modo desistiram do belo que é acreditar sempre na maravilha que é VIVER! E a vida é uma coisa bonita de mais para ser desperdiçada em lamúrias. Obrigada Santos! Aí vai o texto: Estado de Espírito
Nascido em condições adversas e local agreste, a minha vida começou há sessenta e sete anos, como que inserida numa torrente de montanha em queda tumultuosa. Tendo amiúde escapado ao desastre, encontro-me há algum tempo na fase do percurso em que passado o sopé, a corrente perde a sua impetuosidade e se espraia, langorosa, pela planície adiante. Eu, que até então mal pudera abrir os olhos, comecei a olhar ao redor e a sentir a felicidade que proporciona descobrir o céu e as nuvens, a lua e as estrelas. O meu espírito que passou parte da vida a correr sobre as águas, hoje que encontrou a paz, detesta correrias e, deliciado, eu deixo o acaso determinar o meu caminho. Sinto que mereço desfrutar desta felicidade calma em que disponho do suficiente para saciar a minha fome, tenho a casa que me agrada, uma jovem família que me aceita, amigos que me toleram e uma mulher que me adora. Na corrente tranquila que agora me arrasta, acontece por vezes que um tronco apressado me abalroa e me deixa abalado, mas a ciência e a sociedade acautelam a minha saúde, preservam a minha liberdade e autorizam-me alguns vinténs para satisfazer os pequenos caprichos que ajudam à nossa felicidade. Pelo caminho que lentamente me conduz ao largo, olho o mundo e acho-o delicioso. Como eu entendo os Gauleses quando eles temiam que o céu lhes caísse em cima! Eu estou certo que o céu está seguro e o meu temor não se relaciona com a queda do céu, mas sim com a nossa subida até lá: É que, são tantas as divindades sobre a Terra e vejo tantos infelizes entre os seus crentes que não sei para que Deus me virar e, por receio que haja entre eles um verdadeiro que atente na minha felicidade e me chame para junto de si, não rezo a nenhum. Contudo, se alguma vez rezasse, pediria encarecidamente a Deus Pai, ao Cristo — seu filho— e ao divino Espírito Santo, que tão pouco caso fazem dos Homens, que esquecessem, para todo o sempre, as existências: de minha mulher e a minha. Na minha prece, explicar-lhes-ia que, tendo — após muitos anos de lutas— conquistado a felicidade na Terra de acordo com a nossa natureza de humanos, não poderíamos — nem ela, nem eu— ir viver para o céu onde, convertidos em anjos e ocupados em infinitas rezas, seríamos imensamente infelizes, integrados numa corte de santos bajuladores e de enfadonhos padres e freiras, exclusivamente dedicados a satisfazer os caprichos tirânicos de deuses enigmáticos e inumanos.
É o único tema em que sou radical e intolerante, no qual não escuto argumentações: As mulheres da minha geração são as melhores e ponto. Hoje têm quarenta e muitos, inclusive cinqüenta e tal , e são belas, muito belas, porém também serenas, compreensivas, sensatas e sobretudo diabolicamente sedutoras, isto, apesar dos seus incipientes pés-de-galinha ou desta afetuosa celulite que capitoneam suas coxas, mas que as fazem tão humanas, tão reais. Formosamente reais. Quase todas, hoje, estão casadas ou divorciadas, ou divorciados e recasadas, com a intenção de não se equivocar no segundo intento, que às vezes é um modo de acercar-se do terceiro e do quarta intento. Que importa? Outras, ainda que poucas, mantém um pertinaz celibatarismo e o protegem como a uma fortaleza sitiada que, de qualquer modo, de vez em quando abre suas portas a algum visitante. Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração! Nascidas sob a era de Aquário, com a influência da música dos Beatles, de Bob Dylan, de Lou Reed, do melhor cinema de Kubrick e do início do boom latino-americano, são seres excepcionais. Herdeiras da revolução sexual da década de 60 e das correntes feministas, que entretanto receberam passadas por vários filtros, elas souberam combinar liberdade com coqueteria, emancipação com paixão, reivindicação com sedução. Jamais viram no homem um inimigo, apesar de que lhe cantaram umas quantas verdades, pois compreenderam que se emancipar era algo mais que colocar o homem para esfregar o banheiro ou trocar o rolo de papel higiênico, quando este tragicamente se acaba, e decidiram pactuar para viver em dupla, essa forma de convivência que tanto se critica, porém, que com o tempo, resulta ser a única possível, ou a melhor, ao menos neste mundo e nesta vida. São maravilhosas e têm estilo, mesmo quando nos fazem sofrer, quando nos enganam ou nos deixam. Usaram saias indianas aos 18 anos, enfeitaram-se com colares andinos, cobriram-se com suéteres de lã e perderam sua parecença com Maria, a Virgem, em uma noite louca de sexta-feira ou de sábado, depois de dançar El raton, com algum amigo que lhes falou de Kafka, de Gurdjieff e do cinema de Bergman. No fundo de suas mochilas havia pacotes de Pielroja, livros de Simone de Beauvoir e fitas de Victor Jara, e ao deixar-nos, quando não havia mais remédio senão deixar-nos, dedicavam-nos aquela canção de Héctor Lavoe, que é ao mesmo tempo um clássico do jornalismo e do despeito, e que se chama, Teu amor é um jornal de ontem. Falaram com paixão de política e quiseram mudar o mundo, beberam rum cubano e aprenderam de cor canções de Silvio Rodriguez e Pablo Milanez, conheceram os sítios arqueológicos, foram com seus namorados às praias, dormindo em barracas e deixando-se picar pelos pernilongos, porque adoravam a liberdade e, sobretudo, juraram amar-nos por toda a vida, algo que sem dúvida fizeram e que hoje continuam fazendo na sua formosa e sedutora madurez. Souberam ser, apesar da sua beleza, rainhas bem educadas, pouco caprichosas ou egoístas. Deusas com sangue humano. O tipo de mulher que, quando lhe abrem a porta do carro para que suba, se inclina sobre o assento e, por sua vez, abre a do seu acompanhante por dentro. A que recebe um amigo que sofre às quatro da manhã, ainda que seja seu ex-noivo, porque são maravilhosas e têm estilo, ainda quando nos façam sofrer, quando nos enganam ou nos deixam, pois seu sangue não é tão gelado o suficiente para não nos escutar nessa salvadora e última noite, na qual estão dispostas a servir-nos o oitavo uísque e a colocar, pela sexta vez, aquela melodia do Santana. Por isso, para os que nascemos entre as décadas de 40 e 60, o dia da mulher é, na verdade, todos os dias do ano, cada um dos dias com suas noites e seus amanheceres, que são mais belos, como diz o bolero, quando está você. Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!
Poema de Santiago Gamboa
enviado para este Blog pelo Maestro Rui Pinto Obrigada Maestro! Foi bem o estilo da minha geração!
Ai como eu gostaria de ter saudades do futuro e dizer hoje: JÁ NÃO HÁ DIA INTERNACIONAL DA MULHER! Que bom que seria que não houvesse necessidade de haver, pelo menos um diazinho por ano em que se clamasse por todas as formas e feitios a grandiosidade do ser-se mulher, a importância que a mulher tem na sociedade, a mulher mãe, a mulher esposa, a mulher trabalhadora, a mulher escrava, a mulher maltratada, a mulher condenada, a mulher amada e a mulher mal amada, a mulher deslocada, a mulher migrante, a mulher só, a mulher , sei lá como... Como eu gostaria de saber que na Assembleia da República metade dos Deputados eram mulheres que, conjuntamente com os seus parceiros homens, negociavam os destinos do meu país e, se calhar, olhavam os orçamento do Estado de uma forma em que a distribuição do nosso dinheiro aliviasse mais os pobres e os excluidos da sociedade, gerissem melhor as contas públicas porque se habituaram a labutar para, em todas as condições, manterem os filhos alimentados, limpos, na escola e conjuntamente com isso tiveram de mostrar nas Empresas que eram melhores do que os homens naquilo que faziam para poderem ascender aos mesmos cargos! Claro que se essas mulheres começassem a emitar o padrão masculino do autoritarismo não adiantava nada, mas se conseguissem ser mulheres a sério, como são para os seus filhos, para os seus maridos, para os seus amigos, para toda a sua família, concerteza teríamos um país muito mais equilibrado e muito mais bem gerido. É urgente que os homens absorvam das mulheres os seus melhores sentimentos, a sua doacção, a sua criatividade a sua dedicação às causas em que se empenham, a sua coragem, a sua capacidade de sofrimento, a sua força, sobretudo a sua força. É preciso anular a frase que por detrás de cada homem de sucesso está sempre uma grande mulher. É preciso e urgente rescrevê-la: Por detrás de todos os seres de sucesso há apoio e há força que é dada por quem apoia e quem ama, seja mulher ou homem. Espero o dia em que não seja preciso haver dias Internacionais de Qualquer Coisa porque isso significará que a injustiça, a obscuridade e o desamor desapareceram e tornaram este mundo um mundo de gente igual, dentro das diferenças inerentes a cada um. Enquanto isso não acontecer, espero que o dia de amanhã nos faça a todos reflectir. PAZ E AMOR PARA TODOS
Quando te encontrei, olhei-te nos olhos e pensei: aqui está quem eu quero! um ser especial, tão sincero, tão puro, tão amável, tão natural, um anjo! quase intocável! no entanto, tão humano e material! Quem és?Ainda hoje nem sei bem se sei quem és! Ás vezes tens a alma de um poeta outras, as tuas asas estão quebradas não voas nos céus onde eu quero voar Não podes, não ganhaste asas para me acompanhar! E assim eu sigo olhando nos olhos de quem conheço, procurando ainda ver,olhos que vejam, olhos libertos, quais asas de pássaros cortando céus desertos, mundos por descobrir,velas por desfraldar, alguém que ponha a alma ao leme e siga por ai, comigo,a navegar! DAD
Pássaro vívido, teu corpo adeja no meu sonho e logo este tempo sonolento se transforma num suave marulhar de anseios Líquida refulgência, tuas asas fundem-se nas minhas E os nossos corpos assim alados Asa com asa, o mesmo palpitar No conjugado esforço de voar, Riscam rotas, traçam rumos justapostos! Súbito em nós tudo se confunde, somos um só pássaro, um só rumo, o mesmo vôo Pensamento, sentimento e acto Conjugação a dois do verbo AMAR Unidade vital do nosso ser, em festa! Contigo, alcanço o êxtase do vôo, Cada abraço atinge a leveza do pássaro! E logo toda a mágoa se desfaz em água E a lágrima em rio e o rio em barco, e o barco em sorriso, cascata luminosa Onde a vida se banha para ser... Cristalino e renovado AMANHECER! André Moa
Nessa Ausência Em que me encontro, de ti Nesse desencontro de almas que se procuram, sem cessar Viajo o pensamento nas asas da ternura Que te encontram aqui, ali, noutro lugar, Ás vezes tão perto do amor e da loucura, Outras vezes tão longe do querer! A vida que une e desnune e não procura reencontrar quem não se quer perder! assim, vivemos nós esta amargura, Do estar e do não estar Do ser sem possuir O que de melhor em mim há Daquilo que de melhor pressinto em ti Já nem sei se é fantasia o que quero Já nem sei se é loucura o que espero Só sei que é ansiedade, Só sei que se parece com o amor, Só sei que está perto da dôr, Aquilo que vejo, que sinto, por ti! A ausência é um estar! Sinto-a branca, aconchegada nos meus braços, Um rio que corre com singelos afagos e danço e invento brandas alegrias, porque a ausência, essa ausência assimilada, Já faz parte integrante dos meus dias! DAD