segunda-feira, junho 18, 2012

A importância das pequenas coisas



Um fósforo, um chocolatinho, uma chávena de café e um jornal: Estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que conheço. Um homem estava a conduzir há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia. Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre saudou-o amavelmente: "- Bem-vindo ao Venetia!" Três minutos após essa saudação, o hóspede já estava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático. No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira, para ser riscado. Era demais! Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte. Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registo). A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, naquele local, até então. Assinou a conta e voltou para o quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira. Qual não foi a sua surpresa! Alguém tinha-se antecipado, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e um chocolatinho sobre cada um. Que noite agradável aquela! Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo da casa de banho. Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático, estava preparando o seu café e, junto um cartão que dizia: "A sua marca predilecta de café. Bom apetite!" E era mesmo! Como é que eles podiam saber desse detalhe? De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual era a sua marca preferida de café. Em seguida, ele ouviu um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal. "Mas, como pode ?! É o meu jornal! Como é que eles adivinharam?" Mais uma vez, lembrou-se de quando se registou: a recepcionista perguntou-lhe qual jornal ele preferia. O cliente deixou o hotel encantado. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas, o que é que esse hotel fizera mesmo de especial? Apenas ofereceram um fósforo, um chocolatinho, uma chávena de café e um jornal. Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje. Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito, mais desconfiado. Mudamos o layout das lojas, pintamos as prateleiras, trocamos as embalagens, mas esquecemo-nos das pessoas. O valor das pequenas coisas conta, e muito. A valorização do relacionamento com o cliente. Fazer com que ele perceba que ele é um parceiro importante! Isto vale também para nossas relações pessoais (namoro, amizade, família, casamento) enfim pensar no outro como ser humano é sempre uma satisfação para quem doa e para quem recebe. Seremos muito mais felizes, pois a verdadeira felicidade está nos gestos mais simples do nosso dia-a-dia e na maioria das vezes passamos despercebidos. Bom dia e boa semana a todos.

segunda-feira, junho 11, 2012

Muito triste, muito triste, mas é bom saber... ladrões!!!



Programa de luta contra a fome.Nada é o que parece.Ora vejam:Decorreu há pouco mais uma ação, louvável, do programa da luta contra a fome mas....façam o vosso juízo!A recolha em hipermercados, segundo os telejornais, foi cerca de 2.644 toneladas! Ou seja 2.644.000 Kilos.Se cada pessoa adquiriu no hipermercado 1 produto para doar e se esse produto custou, digamos, 0.50 € (cinquenta cêntimos), repare que:2.644.000 kg x 0,50 € dá 1.322.000,00 € (1 milhão, trezentos e vinte e dois mil euros), total pago nas caixas dos hipermercados.Quanto ganharam???:- o Estado: 304.000,00 € (23% iva)- o Hipermercado: 396.600,00 € (margem de lucro de cerca de 30%).Nunca tinha reparado, tal como eu, quem mais engorda com estas campanhas...Devo dizer que não deixo de louvar a ação da recolha e o meu respeito pelos milhares de voluntários.MAIS....
É triste, mas é bom saber...- Porque é que os madeirenses receberam 2 milhões de euros da solidariedade nacional, quando o que foi doado eram 2 milhões e 880 mil?Querem saber para onde foi esta "pequena" parcela de 880.000,00 €?A campanha a favor das vítimas do temporal na Madeira através de chamadas telefónicas é um insulto à boa-fé da gente generosa e um assalto à mão-armada.Pelas televisões a promoção reza assim: Preço da chamada 0,60 € + IVA. São 0,72 € no total.O que por má-fé não se diz é que o donativo que deverá chegar (?) ao beneficiário madeirense é de apenas 0,50 €.
Assim oferecemos 0,50 € a quem carece, mas cobram-nos 0,72 €, mais 0,22 € ou seja 30%.Quem ficou com esta diferença?1º - a PT com 0,10 € (17%) isto é a diferença dos 50 para os 60.2º - o Estado com 0,12 € (20%) referente ao IVA sobre 0,60 €.Numa campanha de solidariedade, a aplicação de uma margem de lucro pela PT e da incidência do IVA pelo Estado são o retrato da baixa moral a que tudo isto chegou.A RTP anunciou com imensa satisfação que o montante doado atingiu os 2.000.000,00 €.Esqueceu-se de dizer que os generosos pagaram mais 44%, ou seja, mais 880.000,00 € divididos entre a PT (400.000,00 € para a ajuda dos salários dos administradores) e o Estado (480.000,00 € para auxílio do reequilíbrio das contas públicas e aos trafulhas que por lá andam).A PT cobra comissão de quase 20% num acto de solidariedade!!!O Estado faz incidir IVA sobre um produto da mais pura generosidade!!!ISTO É UMA TOTAL FALTA DE VERGONHA, SOB A CAPA DA SOLIDARIEDADE. É BOM QUE O POVO SAIBA QUE ATÉ NA CONFIANÇA SOMOS ROUBADOS.ISTO É UM TRISTE ESBULHO À BOLSA E AO ESPÍRITO DE SOLIDARIEDADE DO POVO PORTUGUÊS!!!Pelo menos. DENUNCIE!"O que me preocupa não é o grito dos maus`. É o silêncio dos bons."

quinta-feira, maio 24, 2012

DEPOIS DE MAYAKOVSKY - para ler com atenção!Simbolo de resistência aos nazis


MAYAKOVSKY poeta russo que se suicidou após a revolução de Lenin-escreveu assim ainda nos principios do sec XX:
Na primeira noite eles aproximaram-se e colheram uma flor do nosso jardim; e nós não dissemos nada...
Na 2ª noite já não se escondem, pisam as flores, matam o nosso cão e não dissemos nada...
Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho na nossa casa, rouba-nos a lua e fazendo-nos conhecer o medo, arrancando-nos a voz da garganta. E porque não dizemos nada, já não podemos dizer nada...
Primeiro levaram os negros, mas não me importei com isso, porque não sou negro;
Depois os operários, mas não me importei com isso porque não era operário,
Depois prenderam os miseráveis, mas não me importei, porque não sou miserável;
Depois agarraram uns desempregados, mas como tenho emprego, também não me importei;
Agora estão me levando, mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém, ninguém se importará comigo.

(Berthold Brecht)
(1898 - 1956)

quarta-feira, maio 09, 2012

Os mundos tocam-se?


No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebés. O primeiro pergunta ao outro:
Tu acreditas na vida após o nascimento?
Certamente que sim. Algo tem de haver depois de nascermos! Talvez estejamos aqui, principalmente, porque precisamos de nos preparar para o que seremos mais tarde.

Tolice, não há vida após o nascimento. E se houvesse como seria ela? ...
Eu cá não sei, mas certamente haverá mais luz lá do que aqui... Talvez caminhemos com os nossos próprios pés e comamos com a boca.

Isso é absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca é totalmente ridículo! O cordão umbilical alimenta-nos. Estou convencido de que a vida após o nascimento não existe, pois o cordão umbilical é muito curto!
Olha, eu penso de outro modo. Penso que há algo depois do nascimento, talvez um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui...

Mas nunca ninguém voltou de lá, para nos falar sobre isso!? O parto é o fim da vida. E a vida, afinal, nada mais é do que a angústia prolongada na escuridão.
Bem, eu não sei exactamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamã e ela cuidará de nós.

Mamã? Tu acreditas na mamã? E onde está ela?
Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela é que nós vivemos. Sem ela nada disto existiria!

Eu não acredito. Nunca vi nenhuma mamã, pelo que não existe mamã nenhuma!
Eu acredito. E sabes porquê? Porque às vezes, quando estamos em silêncio, ouço-a cantar e sinto como ela afaga o nosso mundo. E também penso que a nossa vida só será "real"depois de termos nascido. Nesse momento tomará nova dimensão. Aqui, onde estamos agora, apenas estamos a preparar-nos para essa outra vida...

MANIFESTAÇÕES....



segunda-feira, maio 07, 2012

Esta está muito boa!!!!!!

*Acordo Ortográfico...*



*Versão Normal (anterior ao acordo):*



O cágado está de facto na praia. ****


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*Versão Acordo Ortográfico:* ****


O cagado está de fato na praia. ****


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Lindo! Agora expliquem a diferença às criancinhas... ****


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terça-feira, abril 24, 2012

UM POEMA DE JOSÉ JORGE LETRIA

Quando se ouviu um tiro na Praça Syntagma,


logo houve quem dissesse: “É a polícia que ataca !”.

Mas não, Dimitris Christoulas trazia consigo a arma,

a carta de despedida, a dor sem nome, a bravura,

e vinha só, sem medo, ele que já vivera os tempos

de silêncio e chumbo do terror dos coronéis.

Mas nessa altura era jovem e tinha esperança.

Agora tudo isso findara, mas não a dignidade,

que essa, por não ter preço, não se rende nem desiste.



Dimitris Christoulas podia ser apenas um pai cansado,

um avô sem alento para sorrir, um irmão mais velho,

um vizinho tão cansado de sofrer. Mas era muito mais

do que isso. Era a personagem que faltava

a esta tragédia grega que nem Sófocles ou Édipo

se lembraram de escrever, por ser muito mais próxima

da vida do que da imaginação de quem efabula.

Ouviu-se o tiro, seco e certeiro, e tudo terminou ali

para começar logo no instante seguinte sob a forma

de revolta que não encontra nas bocas

as palavras certas para conquistar a rua.

Quando assim acontece, o silêncio derruba muralhas.

Aos jovens, que podiam ser seus filhos e netos,

o mártir da Praça Syntagma pediu apenas

para não se renderem, para não se limitarem

a ser unidades estatísticas na humilhação de uma pátria. Não lhes pediu para imitarem o seu gesto,

mas sim que evitassem a sua trágica repetição.

E eles ouviram-no e choraram por ele, e com ele,

sabendo-o já a salvo da humilhação

de deambular pelas lixeiras para não morrer de fome.



Até os deuses, na sua olímpica distância,

se perfilaram de assombro ante a coragem deste gesto.

Até os deuses sentiram desprezo, maior do que é costume, pela ignomínia de quem se vende

para tornar ainda maior a riqueza de quem manda.

A Dimitris bastou um só disparo, limpo e breve,

para resumir a fogo toda a razão que lhe ia na alma. Estava livre. Tornara-se herói de tragédia

enquanto a Primavera namorava a bela Atenas,

deusa tantas vezes idolatrada e venerada.

Assim se despedia um homem de bem,

com a coragem moral de quem o destino não vence.



Quando o tiro ecoou na praça de todas as revoltas,

Dimitris Christoulas deixou voar uma pomba,

uma borboleta, uma gaivota triste do Pireu

e disse, com um aceno: “Eu continuo aqui,

de pé firme, porque nada tem a força de um homem

quando chega a hora de mostrar que tem razão”.

Depois vieram nuvens, flores e lágrimas,

súplicas, gritos e preces, e o mártir da Syntagma,

tão terreno e finito como qualquer homem com fome,

ergueu-se nos ares e abraçou a multidão com ternura.



José Jorge Letria



6 de Abril de 2012

terça-feira, abril 17, 2012

Contos da carochinha...



À porta do Ministério da Educação, na Av. 5 de Outubro, foi encontrado
um recém-nascido abandonado.

O bebé foi limpo e alimentado pelos funcionários que decidiram dar
conhecimento do assunto ao Ministro da Educação.
Depois de oito dias, é emitido o seguinte despacho, dirigido ao
Secretário de Estado:
Forme-se um Grupo de Trabalho para investigar:
a) - Se o 'encontrado' é produto doméstico deste Ministério
b) - Se algum funcionário deste Ministério se encontra com
responsabilidades neste assunto.
Após um mês de investigação, o Grupo de Trabalho, conclui:
'O encontrado' nada tem a ver com este Ministério pelas razões seguintes:
a) - Neste Ministério não se faz nada por prazer nem por amor;
b) - Neste Ministério jamais duas pessoas colaboram intimamente para fazerem
alguma coisa de positivo;
c) - Neste Ministério tudo o que se faz não tem pés nem cabeça;
d) - No arquivo deste Ministério nada consta que tivesse estado terminado em apenas 9 meses.

segunda-feira, abril 16, 2012

A BURRICE É UMA CIÊNCIA?






Há tantos burros mandando

em homens de inteligência,

que às vezes fico pensando,

se a burrice não será uma ciência.

'' António Aleixo''

quarta-feira, abril 04, 2012

HOJE DESCOBRI ESTE MEU POEMA QUE TEM 37 ANOS

Achei piada e aí vai esta relíquia do passado que me apeteceu partilhar convosco!
Aí vai!




NOITE
Na noite a casa
O quarto e o menino que dorme
Os carros que passam – rápidos correm
Para destinos desconhecidos...

As paredes
As dimensões que se alongam,
O vento que sopra, a noite…imensa…
Senhora de manto insone, caminha e estende
Os seus tentáculos, pelas ruas cantos e vielas
Enchendo de amplitude os sons…

A noite, misteriosa e excitante,
A noite que me encontra aqui, neste lugar implantado
No tempo e no espaço…
Estou…Sou…
Alguém à procura de alguém que me encontre.
Alguém que não é matéria nem espírito,
Uma bola de fogo subindo imperturbável,
Através de milhares de estrelas que não o são…
Luzes de uma cidade que não vive, porque morreu estrangulada
de trânsito e de ruidos…
Alguém que foi asas e barco e mar e flores na primavera;
Que se vestiu de gelo e de sol para estar nos polos e nos trópicos,
Que cantou e rezando a um Deus desconhecido, inventou palavras novas
Para adornar de luz os cabelos e fez correr os rios por entre os meus dedos,
À descoberta de mundos novos.
Foi a aventura da nau que navegou por mares desconhecidos
E rasgou o ventre desses mares com agulhas de tecer as ondas
E enfunou as velas com a brisa refrescante de uma corrente de
Polos diferentes que se tocam porque aspiraram à proximidade;
E a nau fez-se nave e ascendeu aos céus e ao terceiro dia
Encontrou-se na presença do Homem Novo e ali viu que a sua descoberta
Tinha sido boa e chamou-a de AMOR;
E ficou feliz por ter saído para a rua e ter encontrado a multidão que
Via nele o Salvador.
E encheu-lhe a boca com os suaves aromas que trouxe do Céu e adornou-lhe
A fronte com as flores que crescem nos países que estão por descobrir,
Pelo resto da Humanidade.
E ao cantarem velhas baladas de marinheiros bêbados,
Julgaram que estavam a redescobrir um mundo que tinha sido perdido,
Porque não havia pureza para o agarrar– e juraram que regariam a flor maravilhosa
Que haviam feito nascer.
…E construíram uma fortaleza numa ilha deles e deram-lhe um nome que só eles conheciam…
E julgaram que agora já nada poderia tornar vulnerável o seu mundo… nem a idade, nem
As contrariedades, porque ali o tempo e o espaço tinham sido abolidos.
E o ar ganhou as fragâncias que eles quiseram e tudo se cobriu das cores que eles
Inventaram! Eram, ao mesmo tempo, reis e mendigos, eram, por si só, o princípio e o fim.

E agora, que subitamente pestanejo, olho à minha volta e recupero a consciência de não ter saído deste quarto, do meu menino estar a dormir e de ser noite, noite e dos carros que passam rápidos. Olho as paredes e sinto que estou aqui - cansada… e vou tentar dormir.
Olho mais uma vez para o meu menino, sereno e tranquilo no seu sono e…enfim… comprometo-me a descansar…
DAD
17/7/78

terça-feira, abril 03, 2012

FELIZ PÁSCOA PARA TODOS!






Páscoa é renascimento...

É passagem...

É mudança e transformação...
É ser novo um mesmo ser
Que recomeça pela própria libertação.

Fica para trás uma vida cheia de poeira
E começa agora um novo caminhar
Cheio de luz, de fortalecimento,
Esperanças renovadas,
E um arco-íris rasga o céu
E parece balbuciar que Jesus ressurgiu
para nos provar que o amor
incondicional existe, assim como a vida eterna.











FELIZ PÁSCOA PARA TODOS!
DAD