
UM ESPAÇO DEDICADO À PINTURA E À ESCRITA ESPAÇO DE PARTILHA COM TODOS OS MEUS AMIGOS DE TODOS OS CANTOS DESTA NOSSA TERRA, DIGO, PLANETA TERRA, POIS, POR ENQUANTO, AINDA SÓ SONHO COM AS OUTRAS GALÁXIAS...E FICO COM OS PÉS FIRMES POR AQUI...
domingo, fevereiro 27, 2011
sábado, fevereiro 19, 2011
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
domingo, fevereiro 13, 2011
CURIOSIDADES - ASSIM COMEÇOU O POVOAMENTO DA BAHIA... leiam o final

Sentença de 1587 - Trancoso, Portugal
Arquivo Nacional da Torre do Tombo
SENTENÇA PROFERIDA EM 1587 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres". Não satisfeito tal apetite, o malfadado prior, dormia ainda com um escravo adolescente de nome Joaquim Bento, que o acusou de abusar em seu vaso nefando noites seguidas quando não lá estavam as mulheres. Acusam-lhe ainda dois ajudantes de missa, infantes menores que lhe foram obrigados a servir de pecados orais, completos e nefandos, pelos quais se culpam em defeso de seus vasos intocados, apesar da malícia exigente do malfadado prior.
[agora vem o melhor:]
"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1587, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português. El-rei ordena ainda guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".
Arquivo Nacional da Torre do Tombo
SENTENÇA PROFERIDA EM 1587 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres". Não satisfeito tal apetite, o malfadado prior, dormia ainda com um escravo adolescente de nome Joaquim Bento, que o acusou de abusar em seu vaso nefando noites seguidas quando não lá estavam as mulheres. Acusam-lhe ainda dois ajudantes de missa, infantes menores que lhe foram obrigados a servir de pecados orais, completos e nefandos, pelos quais se culpam em defeso de seus vasos intocados, apesar da malícia exigente do malfadado prior.
[agora vem o melhor:]
"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1587, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português. El-rei ordena ainda guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".
sábado, fevereiro 12, 2011
OS PROVINCIANOS- por José António Saraiva

O PROCESSO chamado 'Face Oculta' tem as suas raízes longínquas num fenómeno que podemos designar por 'deslumbramento'. Muitos dos envolvidos no caso, a começar por Armando Vara, são pessoas nascidas na Província que vieram para Lisboa, ascenderam a cargos políticos de relevo e se deslumbraram. Deslumbraram-se, para começar, com o poder em si próprio. Com o facto de mandarem, com os cargos que podiam distribuir pelos amigos, com a subserviência de muitos subordinados, com as mordomias, com os carros pretos de luxo, com os chauffeurs, com os salões, com os novos conhecimentos. Deslumbraram-se, depois, com a cidade. Com a dimensão da cidade, com o luxo da cidade, com as luzes da cidade, com os divertimentos da cidade, com as mulheres da cidade. ORA, para homens que até aí tinham vivido sempre na Província, que até aí tinham uma existência obscura, limitada, ligados às estruturas partidárias locais, este salto simultâneo para o poder político e para a cidade representou um cocktail explosivo. As suas vidas mudaram por completo. Para eles, tudo era novo - tudo era deslumbrante.
Era verdadeiramente um conto de fadas - só que aqui o príncipe encantado não era um jovem vestido de cetim mas o poder e aquilo que ele proporcionava. Não é difícil perceber que quem viveu esse sonho se tenha deixado perturbar. CURIOSAMENTE, várias pessoas ligadas a este processo 'Face Oculta' (e também ao 'caso Freeport') entraram na política pela mão de António Guterres, integrando os seus Governos. Armando Vara começou por ser secretário de Estado da Administração Interna, José Sócrates foi secretário de Estado do Ambiente, José Penedos foi secretário de Estado da Defesa e da Energia, Rui Gonçalves foi secretário de Estado do Ambiente. Todos eles tiveram um percurso idêntico. E alguns, como Vara e Sócrates, pareciam irmãos siameses: Naturais de Trás-os-Montes, vieram para o poder em Lisboa, inscreveram-se na universidade, licenciaram-se, frequentaram mestrados. Sentindo-se talvez estranhos na capital, procuraram o reconhecimento da instituição universitária como uma forma de afirmação pessoal e de legitimação do estatuto. A QUESTÃO que agora se põe é a seguinte: por que razão estas pessoas apareceram todas na política ao mais alto nível pela mão de António Guterres? A explicação pode estar na mudança de agulha que Guterres levou a cabo no Partido Socialista. Guterres queria um PS menos ideológico, um PS mais pragmático, mais terra-a-terra. Ora estes homens tinham essas qualidades: eram despachados, pragmáticos, activos, desenrascados.
E isso proporcionou-lhes uma ascensão constante nos meandros do poder. Só que, a par dessas inegáveis qualidades, tinham também defeitos. Alguns eram atrevidos em excesso. E esse atrevimento foi potenciado pelo tal deslumbramento da cidade e pela ascensão meteórica. QUANDO o PS perdeu o poder, estes homens ficaram momentaneamente desocupados. Mas, quando o recuperaram, quiseram ocupá-lo a sério. Montaram uma rede para tomar o Estado. José Sócrates ficou no topo, como primeiro-ministro, Armando Vara tornou-se o homem forte do banco do Estado - a CGD -, com ligação directa ao primeiro-ministro, José Penedos tornou-se presidente da Rede Eléctrica Nacional, etc. Ou seja, alguns secretários de Estado do tempo de Guterres, aqueles homens vindos da Província e deslumbrados com Lisboa, eram agora senhores do país. MAS, para isso ser efectivo, perceberam que havia uma questão decisiva: o controlo da comunicação social. Obstinaram-se, assim, nessa cruzada. A RTP não constituía preocupação, pois sendo dependente do Governo nunca se portaria muito mal. Os privados acabaram por ser as primeiras vítimas. O Diário Económico, que estava fora de controlo e era consumido pelas elites, mudou de mãos e foi domesticado. O SOL foi objecto de chantagem e de uma tentativa de estrangulamento
através do BCP (liderado em boa parte por Armando Vara). A TVI, depois de uma tentativa falhada de compra por parte da PT, foi objecto de uma 'OPA', que determinou a saída de José Eduardo Moniz e o afastamento dos ecrãs de Manuela Moura Guedes. O director do Público foi atacado em público por Sócrates - e, apesar da tão propalada independência do patrão Belmiro de Azevedo, acabou por ser substituído. A Controlinvest, de Joaquim Oliveira (que detém o JN, o DN, o 24 Horas, a TSF) está financeiramente dependente do BCP, que por sua vez depende do Governo. SUCEDE que, na sua ascensão política, social e económica, no seu deslumbramento, algumas destas pessoas de quem temos vindo a falar foram deixando rabos-de-palha. É quase inevitável que assim aconteça. O caso da Universidade Independente, o Freeport, agora o 'Face Oculta', são exemplos disso - e exemplos importantes da rede de interesses que foi sendo montada para preservar o poder, obter financiamentos partidários e promover a ascensão social e o enriquecimento de alguns dos seus membros. É isso que agora a Justiça está a tentar desmontar: essa rede de interesses criada por esse grupo em que se incluem vários "boys" de Guterres. Consegui-lo-á? Não deixa de ser triste, entretanto, ver como está a acabar esta história para alguns senhores que um dia se deslumbraram com a grande cidade. Esta é a forma mais eloquente de definir um parolo provinciano com tiques de malandro, mas sempre de mão estendida, pior que os arrumadores que uma vez na vida se revelam minimamente úteis independentemente do ar miserável como se apresentam e se comportam quando não se lhes dá a famigerada moedinha.
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Acordo Ortográfico


Nos nossos sete, oito e nove anos tínhamos que fazer aqueles malditos ditados que as professoras se orgulhavam de leccionar. A partir do terceiro erro de cada texto, tínhamos que aquecer as mãos para as dar à palmatória. E levávamos reguadas com erros destes: "ação", "ator", "fato" ("facto"), "tato" ("tacto"), "fatura", " reação", etc, etc...
Com o novo acordo ortográfico, voltam a vencer-nos, pois nós é que temos que nos adaptar a eles e não ao contrário. Ridículo... Mas, afinal de onde vem a origem das pa da nossa Língua? Do Latim!! E desta, derivam muitas outras línguas da Europa. Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.
Então, vejam alguns exemplos:
Em Latim/Em Francês/Em Espanhol/Em Inglês/Até em Alemão, reparem/
-Velho Português (o que desleixámos)
O novo Português (o importado do Brasil)
Actor/Acteur/Actor/Actor/Akteur/Actor/Ator
Factor/Facteur/Factor/Factor/Faktor/Factor/Fator
Tact/Tacto/Tact/Takt/Tacto/Tato
Reactor/Réacteur/Reactor/Reactor/Reaktor/Reactor/Reator
Sector/Secteur/Sector/Sector/Sektor/Sector/Setor
Protector/Protecteur/Protector/Protector/Protektor/Protector/Protetor
Selection/Seléction/Seleccion/Selection/ Selecção/Seleção
Exacte/Exacta/Exact /Exacto/Exato
Except /Excepto/Exceto
Baptismus/Baptême/ Baptism/ Baptismo/Batismo
Exception/Excepción/Exception/ Excepção/Exceção
Optimum/ Óptimo/Ótimo
Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.
Se a origem está na Velha Europa, porque é que temos que imitar os do outro lado do Atlântico?
Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos intelectuais da Lingua de Camões.
Com o novo acordo ortográfico, voltam a vencer-nos, pois nós é que temos que nos adaptar a eles e não ao contrário. Ridículo... Mas, afinal de onde vem a origem das pa da nossa Língua? Do Latim!! E desta, derivam muitas outras línguas da Europa. Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.
Então, vejam alguns exemplos:
Em Latim/Em Francês/Em Espanhol/Em Inglês/Até em Alemão, reparem/
-Velho Português (o que desleixámos)
O novo Português (o importado do Brasil)
Actor/Acteur/Actor/Actor/Akteur/Actor/Ator
Factor/Facteur/Factor/Factor/Faktor/Factor/Fator
Tact/Tacto/Tact/Takt/Tacto/Tato
Reactor/Réacteur/Reactor/Reactor/Reaktor/Reactor/Reator
Sector/Secteur/Sector/Sector/Sektor/Sector/Setor
Protector/Protecteur/Protector/Protector/Protektor/Protector/Protetor
Selection/Seléction/Seleccion/Selection/ Selecção/Seleção
Exacte/Exacta/Exact /Exacto/Exato
Except /Excepto/Exceto
Baptismus/Baptême/ Baptism/ Baptismo/Batismo
Exception/Excepción/Exception/ Excepção/Exceção
Optimum/ Óptimo/Ótimo
Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.
Se a origem está na Velha Europa, porque é que temos que imitar os do outro lado do Atlântico?
Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos intelectuais da Lingua de Camões.
sábado, janeiro 29, 2011
COINCIDÊNCIAS QUE FAZEM PENSAR.....
quinta-feira, janeiro 27, 2011
A VIDA SEM...



quarta-feira, janeiro 26, 2011
CRÓNICA DE BAPTISTAS BASTOS

Mário Soares foi o vencedor das eleições. A astúcia e a imaginação do velho estadista permitiram que Fernando Nobre, metáfora de uma humanidade sem ressentimento, lhe servisse às maravilhas para ajustar contas. É a maior jogada política dos últimos tempos. Um pouco maquiavélica. Mas nasce da radical satisfação que Mário Soares tem de si mesmo, e de não gostar de levar desaforo para casa. Removeu Alegre para os fojos e fez com que Cavaco deixasse de ser tema sem se transformar em problema. O algarvio regressa a Belém empurrado pelos acasos da fortuna, pelos equívocos da época, pelo cansaço generalizado dos portugueses e pelos desentendimentos das esquerdas (tomando esta definição com todas as precauções recomendáveis). Vai, também, um pouco sacudido pelo que do seu carácter foi revelado. Cavaco não possui o estofo de um Presidente, nem um estilo que o dissimulasse. Foi o pior primeiro-ministro e o mais inepto Chefe do Estado da democracia. Baço, desajeitado, inculto sem cura, preconceituoso, assaltado por pequenas vinganças e latentes ódios, ele é o representante típico de um Portugal rançoso, supersticioso e ignorante, que tarda em deixar a indolência preguiçosa. Nada fez para ser o que tem sido. Já o escrevi, e repito: foi um incidente à espera de acontecer. Na galeria de presidentes com que, até agora, fomos presenteados, apenas encontro um seu equivalente: Américo Tomás. E, como este, perigoso. Pode praticar malfeitorias? Não duvido. Sobre ser portador daqueles adornos é uma criatura desprovida de convicções, de ideologia, de grandeza e de compaixão. Recupero o lamento de Herculano: "Isto dá vontade de morrer!"
«Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV: as lições aprendem-se...

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço…
Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado… o Estado, esse, é diferente! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se…Todos os Estados o fazem!
Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: Criam-se outros…
Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: Sim, é impossível…
Colbert: E então os ricos?
Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: Então como havemos de fazer?
Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos… É um reservatório inesgotável…»

Cardeal Mazarino
Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado… o Estado, esse, é diferente! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se…Todos os Estados o fazem!
Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: Criam-se outros…
Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: Sim, é impossível…
Colbert: E então os ricos?
Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: Então como havemos de fazer?
Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos… É um reservatório inesgotável…»

segunda-feira, janeiro 24, 2011
Portugal e os cidadãos de primeira- por António de Sousa Duarte

As mortes de Vítor Alves, capitão de Abril, e do cronista cor-de-rosa Carlos Castro mostram algumas evidências sobre o país
Separadas por escassas horas, as mortes do coronel Vítor Alves, "capitão de Abril", e do cronista "cor-de-rosa" Carlos Castro tiveram o condão de fazer notar uma vez mais algumas evidências sobre Portugal e os portugueses que nunca será de mais destacar. Na verdade, mesmo admitindo as macabras circunstâncias em que Castro foi assassinado e os requintes de malvadez de que foi aparentemente vítima, não parece normal que tal facto tenha merecido tão esmagadoramente maior espaço mediático do que o desaparecimento de um dos principais símbolos da Revolução do 25 de Abril de 1974 e destacado operacional da construção do processo democrático.
Vítor Alves faleceu Domingo, cerca de 36 horas depois da morte, em Nova Iorque, de um colunista social conhecido por se dedicar há décadas a analisar os factos da actualidade "cor-de-rosa" nacional. Considerado em muitas das biografias espontâneas que dele nos últimos dias chegaram ao nosso conhecimento como "um cidadão de primeira", Vítor Alves foi um homem probo, sério, rigoroso, sensível que contribuiu de forma decisiva - antes e depois do dia 25 de Abril de 74 - para o actual regime democrático em Portugal. Vítor Alves, que integrou, com Vasco Lourenço e Otelo Saraiva de Carvalho, a comissão coordenadora e executiva do MFA (Movimento das Forças Armadas), foi o autor do primeiro comunicado dirigido à população no dia 25 de Abril e o militar que foi o porta-voz do Movimento. Mas as exéquias mediáticas de Vítor Alves foram curtas, muito curtas, se levarmos em conta a importância do seu legado e o impacte informativo que outros factos da actualidade suscitaram e de que é exemplo, sublinho, a vaga noticiosa relativa à morte de Carlos Castro.
O País trocou "um cidadão de primeira" por uma "história de segunda", mas o desiderato é positivo: chancela-se a morte do militar, político, ministro e conselheiro da Revolução em rodapés a correr e baixos de página e atribuem-se honras de Estado... mediático ao assassinato do cronista (não cronista social como alguns lhe chamam, como se Carlos Castro e Fernão Lopes fossem páginas do mesmo livro...) e às incidências macrotrágicas em que foi encontrado o seu corpo após alegada tortura, castração e assassinato. Mas a responsabilidade de todo este "estado a que - de novo e citando Salgueiro Maia - chegámos" não é do povo. Porque não é o povo que edita jornais, blocos noticiosos, telejornais ou sites. Nem é o povo o responsável por Marcelo Rebelo de Sousa ter dedicado ontem, no Jornal da TVI, mais tempo de antena à morte de Carlos Castro do que ao desaparecimento de Vítor Alves.
Ex-jornalista, consultor de comunicação, doutorando em Ciência Política
VALE MUITO A PENA LER! TODOS FAZEMOS ALGUNS DESTES ERROS...


Miguel Carvalho
Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um
pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo
Criancinhas
A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em
festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às
litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito
como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe
o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la
porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com
os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à
frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência
meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em
sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são
«uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha
que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica
traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.
Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as
criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter
do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem
dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho
sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na
casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas
ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas,
das famílias no fio da navalha?
Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao
hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos
congressos e debates para nos entretermos.
Artigo publicado na revista VISÂO online
domingo, janeiro 23, 2011
sábado, janeiro 15, 2011
BOM FIM DE SEMANA!

Um velho senhor tinha um bonito lago na sua enorme herdade.
Depois de algum tempo sem ir ao local, decidiu naquele dia ir dar uma
olhada geral para ver se estava tudo em ordem.
Pegou num balde para aproveitar o passeio e trazer umas frutas as árvores
pelo caminho,
e ao aproximar-se do lago, escutou vozes femininas, animadas,
divertidas...
Então viu um grupo de jovens mulheres a tomar banho no lago, completamente
nuas.
Chegou mais perto e, com isso, todas elas fugiram para a parte mais funda
do lago, deixando apenas a cabeça fora de água.
Uma das mulheres gritou:
- Não saimos daqui enquanto o senhor não for embora!
O velho respondeu:
- Calma moças, eu não vim até aqui para as ver a nadar ou para as ver sair
nuas do lago!
Levantando o balde, ele disse:
- Eu só vim dar comida ao crocodilo...
AH!AH! AH!
AH!AH! AH!AH!AH! AH!AH!AH! AH!AH!AH! AH!AH!AH! AH!AH!AH! AH!AH!AH! AH!
Depois de algum tempo sem ir ao local, decidiu naquele dia ir dar uma
olhada geral para ver se estava tudo em ordem.
Pegou num balde para aproveitar o passeio e trazer umas frutas as árvores
pelo caminho,
e ao aproximar-se do lago, escutou vozes femininas, animadas,
divertidas...
Então viu um grupo de jovens mulheres a tomar banho no lago, completamente
nuas.
Chegou mais perto e, com isso, todas elas fugiram para a parte mais funda
do lago, deixando apenas a cabeça fora de água.
Uma das mulheres gritou:
- Não saimos daqui enquanto o senhor não for embora!
O velho respondeu:
- Calma moças, eu não vim até aqui para as ver a nadar ou para as ver sair
nuas do lago!
Levantando o balde, ele disse:
- Eu só vim dar comida ao crocodilo...
AH!AH! AH!

AH!AH! AH!AH!AH! AH!AH!AH! AH!AH!AH! AH!AH!AH! AH!AH!AH! AH!AH!AH! AH!
(Experiência e Astúcia, sempre triunfarão sobre a Imaturidade e o
Entusiasmo...)
sexta-feira, janeiro 14, 2011
E ASSIM FOI CRIADA A HUMANIDADE...

Quando Deus criou Adão e Eva, disse aos dois:
- Tenho dois presentes para distribuir entre vocês: um é para fazer xixi em pé e..... Adão, ansiosíssimo, interrompeu, gritando:
- Eu! Eu! Eu! Eu! Eu quero, por favor.. Senhor, por favor, por favor, sim? Me facilitaria a vida substancialmente! Por favor! Por favor! Por Favor!
Eva concordou e disse que essas coisas não tinham importância para ela.
Então, Deus presenteou Adão.
Adão ficou maravilhado. Gritava de alegria e corria pelo jardim do Éden fazendo xixi em todas as árvores. Correu pela praia fazendo
desenhos com seu xixi na areia. Brincava de chafariz. Acendia uma fogueirinha e brincava de bombeiro....

- Tenho dois presentes para distribuir entre vocês: um é para fazer xixi em pé e..... Adão, ansiosíssimo, interrompeu, gritando:
- Eu! Eu! Eu! Eu! Eu quero, por favor.. Senhor, por favor, por favor, sim? Me facilitaria a vida substancialmente! Por favor! Por favor! Por Favor!
Eva concordou e disse que essas coisas não tinham importância para ela.
Então, Deus presenteou Adão.
Adão ficou maravilhado. Gritava de alegria e corria pelo jardim do Éden fazendo xixi em todas as árvores. Correu pela praia fazendo
desenhos com seu xixi na areia. Brincava de chafariz. Acendia uma fogueirinha e brincava de bombeiro....

Deus e Eva contemplavam o homem louco de felicidade, até que Eva perguntou à Deus:
- E.... Qual é o outro presente?
Deus respondeu: -
Cérebro, Eva, cérebro .
OBRIGADA , EVA POR TER ESPERADO MAIS UM POUCO.......
NÓS MULHERES AGRADECEMOS ATÉ HOJE!
- E.... Qual é o outro presente?
Deus respondeu: -
Cérebro, Eva, cérebro .
OBRIGADA , EVA POR TER ESPERADO MAIS UM POUCO.......
NÓS MULHERES AGRADECEMOS ATÉ HOJE!
quinta-feira, janeiro 13, 2011
quarta-feira, janeiro 12, 2011
AS FILOSOFIAS DE WOODY ALLEN!

As vantagens do nudismo saltam aos olhos.
A maconha causa perda de memória e outra coisa que não lembro.
Morrer é como dormir, mas sem levantar-se para fazer xixi.
A inactividade sexual é perigosa
e pode produzir cornos.
Hoje em dia a fidelidade só se vê em equipamento de som.
O negócio mais exposto a quebra é
a venda de cristaleiras.
Alguns casamentos acabam bem, outros duram toda a vida.
O casamento é como a caderneta de poupança, de tanto pôr e tirar perdem-se os rendimentos.
O diabético não pode fazer lua-de-mel.
Quando tudo sobe,
o que baixa é a roupa íntima.
Temos que trabalhar 8 horas
e dormir 8 horas,
mas não as mesmas.
Os japoneses não olham,
espiam.
Qual o animal que depois de morto dá muitas voltas?
O frango assado.
Quando um médico erra,
o melhor é colocar terra por cima.
A música japonesa
é uma tortura chinesa.
O eco sempre tem a última palavra.
Nos aviões,
o tempo passa a voar.
Os mosquitos morrem entre aplausos.
O meu pai vendeu a farmácia porque já não havia remédio.
Os japoneses querem abrir os seus olhos ao mundo.
Solucionar problemas económicos
é fácil: basta ter dinheiro.
Desfrute o dia,
até que um imbecil o estrague.
Ama uns sobre outros.
Faça o bem sem olhar a quem.
É curioso chamar-se sexo oral a uma prática em que o que se não pode fazer é falar.
Bígamo, é um idiota ao quadrado.
O mágico fez um gesto e desapareceu a fome, fez outro e desapareceu a injustiça, fez um terceiro e desapareceram as guerras. O político fez um gesto e desapareceu o mágico.
Best wishes for all of you
WOODY ALLEN
A maconha causa perda de memória e outra coisa que não lembro.
Morrer é como dormir, mas sem levantar-se para fazer xixi.
A inactividade sexual é perigosa
e pode produzir cornos.
Hoje em dia a fidelidade só se vê em equipamento de som.
O negócio mais exposto a quebra é
a venda de cristaleiras.
Alguns casamentos acabam bem, outros duram toda a vida.
O casamento é como a caderneta de poupança, de tanto pôr e tirar perdem-se os rendimentos.
O diabético não pode fazer lua-de-mel.
Quando tudo sobe,
o que baixa é a roupa íntima.
Temos que trabalhar 8 horas
e dormir 8 horas,
mas não as mesmas.
Os japoneses não olham,
espiam.
Qual o animal que depois de morto dá muitas voltas?
O frango assado.
Quando um médico erra,
o melhor é colocar terra por cima.
A música japonesa
é uma tortura chinesa.
O eco sempre tem a última palavra.
Nos aviões,
o tempo passa a voar.
Os mosquitos morrem entre aplausos.
O meu pai vendeu a farmácia porque já não havia remédio.
Os japoneses querem abrir os seus olhos ao mundo.
Solucionar problemas económicos
é fácil: basta ter dinheiro.
Desfrute o dia,
até que um imbecil o estrague.
Ama uns sobre outros.
Faça o bem sem olhar a quem.
É curioso chamar-se sexo oral a uma prática em que o que se não pode fazer é falar.
Bígamo, é um idiota ao quadrado.
O mágico fez um gesto e desapareceu a fome, fez outro e desapareceu a injustiça, fez um terceiro e desapareceram as guerras. O político fez um gesto e desapareceu o mágico.
Best wishes for all of you
WOODY ALLEN

terça-feira, janeiro 11, 2011
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