domingo, janeiro 27, 2013

NONA SINFONIA

            Nona Sinfonia
 É por dentro de um homem que se ouve
o tom mais alto que tiver a vida

a glória de cantar que tudo move

a força de viver enraivecida.
Num palácio de sons erguem-se as traves


que seguram o tecto da alegria


pedras que são ao mesmo tempo as aves


mais livres que voaram na poesia.

Para o alto se voltam as volutas


hieráticas sagradas impolutas


dos sons que surgem rangem e se somem.

Mas de baixo é que irrompem absolutas


as humanas palavras resolutas.


Por deus não basta. É mais preciso o Homem.




Ary dos Santos, in 'O Sangue das Palavras'



quinta-feira, janeiro 24, 2013

PRAGAS DE ALVOR

Pragas de Alvor (Algarve) ....!!!


Ah mês bençoades amigues, vejem bém

algumas das pragas rogadas pelos filhos de Alvor!!!!!!!!1. Ah maldeçoade! Que tevesses uma dor de barriga tã grande, tã grande, que te desse pra correr, que cande más corresses más te doesse e que cande

parasses arrebentasses.



2. Ah maldeçoade, havias de ter uma doença tã grande, tã grande, ca água do mar transfermada em tinta na desse pa escrever o nome dela.



3. Oh maldeçoade, só queria que tevesses sem um tostão ferade na aljebêra,

que visses uma cartêra cheia de notas caída na rua e quando te fosses

abaixar pr'á apanhar te caísse a tampa do pête.



4. Oh maldeçoade havia de te crescer um par de cornos tã grandes e tã

pequenos, que dois cucos a cantarem, cada um na sua ponta, nã se ouvissem um ao outro.



5. Amaldeçoade môce, havia de te dar uma dor tã grande, tã grande, que só te passasse com o sumo de pedra.



6. Havias de ter uma fome tã grande ou tã pequena, que cabessem os

alcatruzes todos que tem o mar dentro da tua barriga.



7. Ah moça marafada, havias de apanhar tante sol, tante sol, que

t'aderretesses toda e fosse preciso apanhar-te às colheres como a banha.



8. Que te desse uma traçã no b'raco desse cu, que tevesses sem cagar oito

dias e quando cagasses só cagasses figos de pita inteiros.



9. Ah marafada, havias de fecar tão magra, tão magra, que passasses po

b'raco duma agulha de braços abertos.



10. Ah maldeçoada, havia de te dar uma dor tã fina, tã fina, que ficasses

enrolada que nem um carro de linhas.



11. Havia de lhe dar uma febre tã grande, e tã pequena, que lhe derretesse a

fevela do cinte e os betons da farda.



12. Permita Dês que toda a comida que hoje quemeres, amanhã a vás cagar ao cemitério já de olhos fechados.



13. Oh maldeçoado môce, havias de ter uma dor tã grande, tã grande, que te

desse p'andar. Mas que andasses tante, tante, que gastasses as pernas até

aos joelhes.

quarta-feira, janeiro 23, 2013

CARTA ABERTA - FALEMOS SÉRIO!!!

S.SOCIAL VERSUS PENSIONISTAS, REFORMADOS E APOSENTADOS (CARTA ABERTA A PEDRO PASSOS COELHO) FALEMOS SÉRIO!!!! Pedro é o trato que usarei para me dirigir a ti, naquilo que há para falarmos sério. Porque sou veterana, apesar de ter consciência de que não somos amigos. Não és meu amigo, como me trataste, hipocritamente e de forma quase insultuosa, na tua mensagem de Natal. Eu não sou tua amiga, porque não tenho como amigos quem me insulta, quem procura humilhar-me, que mente e me tira o que a mim me pertence. Amigos respeitam-se. E eu não me sinto respeitada por ti, Pedro. E não sou hipócrita ao dizer frontalmente o que sinto, na pele daquilo que é hoje o meu estatuto: pensionista, reformada APÓS 49 ANOS DE TRABALHO. Mais anos do que aqueles que tens de vida, Pedro. Falemos sério, Pedro. Porquê essa obstinada perseguição àqueles que construíram riqueza nacional ao longo de muitos anos de trabalho, enquanto tu, Pedro, crescias junto de pais que, creio, trabalhavam para tudo te darem, e que hoje não valorizas como esforço enquanto cidadãos e enquanto pais? Porquê essa perseguição obsessiva àqueles que construíram um país de verticalidade, de luta e resistência, enquanto caminhavas nas hostes dos boys de um partido disponível para compensar aqueles que gostam de “engrossar” a voz, mesmo que desrespeitando os que tudo fizeram pela conquista do espaço democrático, onde cresceste em liberdade? Uma liberdade conquistada, muito suada, e por isso ainda mais digna de ser respeitada. Respeito, Pedro, é o que se exige por aqueles que hoje persegues, lesto e presto sem sentido, como que procurando um extermínio que não ousas confessar. Falemos sério, Pedro. É tempo de falares sério, apesar do descrédito em que caíste. E falemos sério sobre reformas, sobre pensionistas e sobre Segurança Social. Não fales sobre o que desconheces. Não te precipites no que dizes. Não sejas superficial, querendo parecer profundo apenas porque, autoritariamente, “engrossas” a voz. Não entregues temas tão complexos ao estudo de “garotos”, virgens no saber-fazer. Não entregues estudos a séniores que, vendendo a alma ao diabo, se prestam a criar cenários encomendados, para servirem os resultados que previamente lhes apresentaste, Pedro. E os resultados são, como podemos avaliar, desastrosos, Pedro. Económica e socialmente. Vamos falar sério, Pedro. Não porque tu o queiras, mas porque eu não suporto mais a humilhação que sinto com as falsidades ardilosas lançadas para o ar, sobre matérias que preferes ignorar, porque nem sequer as estudas. A raiva cresce dentro de mim, porque atinge a verticalidade e honestidade que sempre nortearam a minha vida, Pedro. Uma raiva que queima, se silenciada, E não me orgulho disso, podes crer Pedro. Vamos por fases cronológicas que te aconselho a estudar: a) Pedro, por acaso sabes que o sistema que hoje se designa por “Segurança Social” deriva da nacionalização – pós 25 de Abril – das “Caixas de Previdência” sectoriais, que antes existiam? b) Por acaso sabes, Pedro, que o Estado português recebeu, sem qualquer custo ou contrapartida, os fundos criados nestas Caixas de Previdência, a partir das contribuições dos trabalhadores e dos seus empregadores? c) Por acaso sabes que a Caixa Geral de Depósitos – Banco estatal de Valores e de credibilidade inquestionável – é, acrescidamente, património dos muitos reformados e pensionistas que hoje somos? É, Pedro, a CGD era o Banco obrigatório por onde passavam as contribuições destinadas às Caixas de Previdência, mas entregava a estas, as contribuições regulares, apenas 4, 5 e 6 meses depois. Financiando-se com estas contribuições e sem pagar juros às Caixas, Pedro? Por isso sou contra qualquer alienação da CGeral. Também está lá muito de mim. Um muito que deveria estar na Segurança Social nacionalizada…para ser bem gerida. d) Sabes por acaso, Pedro, que o Estado Português nunca reembolsou a Segurança Social pela da capitalização que conseguiu com a “nacionalização” das Caixas, como o fez aos Banqueiros? e) Saberás, Pedro, que a “nacionalização” das Caixas de Previdência” se deve à necessária construção de um verdadeiro Estado Social, para o qual, maioritariamente, é a Segurança Social que contribui, sem as devidas e indispensáveis contribuições do Estado? Um Estado Social criado de base a partir dos “dinheiros” pertença daqueles que hoje são reformados e pensionistas. E que por isso exigem respeito pelo seu contributo mas, igualmente, exigem sejam bem geridos, porque ao Estado foram confiados contratualmente. Para me serem reembolsados mais tarde. E boa gestão, Pedro, é coisa que não vejo na Segurança Social, sujeita a políticas de bastidores duvidosas e para as quais nunca fui consultada. Acredita, Pedro, os reformados, pensionistas e aposentados, sabemos o que dizemos quando afirmamos tudo isto, porque ainda temos muita capacidade – suportada por uma grande e valiosa experiência – para sermos um verdadeiro governo de bastidores. Com mestria, com sabedoria, com isenção e sem subserviências. f) Por acaso sabes, Pedro, que a dívida do Estado à Segurança Social é superior à dívida externa, hoje nas mãos da chamada “troika”? Pois é, Pedro, a dívida sob o comando da troika é de 78 mil milhões de Euros, é? A dívida à Segurança Social, aos milhões de contribuintes, muitos deles hoje reformados, é de 80 mil milhões de dívida. Valor que cresce diariamente, porque o Estado é um mau pagador. Uma dívida que põe em causa não só os créditos/reembolsos aos reformados e pensionistas, na forma contratada, mas igualmente as obrigações/compromissos intergeracionais. Porque estás tão preocupado em “honrar” os compromissos com o exterior e não te preocupas em honrar os compromissos para com os credores internos que são, entre muitos, os aposentados, os reformados e os pensionistas, antes preferindo torná-los no “bombo de festins” de um governo descontrolado? Falemos sério, Pedro. Reabilita-te com alguma honra, perante um programa eleitoral que te levou, precocemente, ao lugar que ocupas. Um lugar de representatividade democrática, que te obriga a respeitar os representados. Também os reformados, aposentados e pensionistas votam. E falando sério, mas com muita raiva incontida, Pedro, vou dar-te o meu exemplo, apenas como exemplo de muitas centenas de milhar de casos idênticos. a) Trabalhei 49 anos. Fui trabalhadora-estudante. E sem Bolonhas e/ou créditos, licenciei-me com 16 valores, a pulso. Nunca fui trabalhadora e/ou estudante de segunda. E fui mãe, num pais em que, na época, só havia 1 mês de licença de maternidade e creches a partir dos dois anos de idade das crianças. Como foi duro, Pedro. E lutei, ontem como hoje, para a minha filha, a tua Laura, as tuas filhas e muitas mais jovens portuguesas, terem mais do que eu tive. A sociedade ganha com isso. O Estado Social também tem obrigações pela continuidade da sociedade, pela contínua renovação geracional. Lutei, Pedro, muito mesmo e sinto muita honra nisso como me sinto orgulhosa do que conquistou a minha geração. b) Fiz uma carreira profissional, também ela dura, também ela de luta, numa sociedade que convencionou dar supremacia aos homens. Um poder dado, não conquistado por mérito reconhecido, Pedro. Por isso tão lenta a caminhada pela “Igualdade”. c) Cheguei ao topo da carreira, mas comecei como praticante. Sem “ajudas”, sem “cunhas”, sem “padrinhos” e/ou ajuda de partidos. Apenas por mérito próprio, duplamente exigido por ser Mulher. Um caminho que muito me orgulha e me enformou de Valores, Honra e Verticalidade. Anonimamente, mas activa e participadamente. d) No final da minha carreira profissional, eu e os meus empregadores, a valores capitalizados na data em que me reformei, (há dois anos) tínhamos depositado nas mãos da Segurança Social cerca de 1 milhão de Euros. Ah! É bom que se lembre que os empregadores entregam as suas contribuições para a conta do/a seu/sua funcionário/a. Não é para qualquer abutre esperto se apropriar dele. O modelo que Churchil idealizou – e protagonizou – após a 2ª guerra mundial. Uma compensação no desequilíbrio entre os rendimentos do Capital e os do Trabalho, e que foi adoptado em Portugal ainda antes do 25 de Abril. Quase um milhão de Euros, Pedro. Só nos últimos 13 anos de trabalho foram entregues 200 mil Euros à Segurança Social, entre mim e o empregador. A minha pensão vem daí, Pedro. De tudo o que, confiadamente, entreguei à gestão da Segurança Social, num contrato assinado com o Estado Português. E já fui abrangida pelo sistema misto. E já participei no factor da sustentabilidade, beneficiando o Estado Social. e)Mas há mais, Pedro. A esse cerca de1 milhão de Euros, à cabeça dos cálculos da minha pensão, retiraram às minhas contribuições, à minha “conta”, 20%, ou seja 200 mil Euros. Como contributo para o Estado Social. Para a satisfação do compromisso que devo para com as gerações seguintes. Para o Serviço Nacional de Saúde, para um melhor bem estar da sociedade portuguesa. E o dinheiro que se encontra – em depósito – nas mãos do Estado português através da Segurança Social, é de cerca de 800 mil Euros. Que eu exijo bem gerido e intocável. f)Valor que, conforme os meus indicadores familiares (melhores que a média das estatísticas) da esperança de vida (85 anos em média), daria para uma pensão anual de 40.000€ actualizada anualmente pela capitalização dos meus fundos. É bom que saibas que, sobre este valor, eu pagaria cerca de 16.000€ de IRS, fora os demais impostos. Mas, por artes de uma qualquer “engenharia financeira” nunca recebi nada disto. Mas se aquele valor, que foi criado pelas contribuições de tantos anos de trabalho, estiver nas minhas mãos e sob a minha gestão, matéria em que fui profissional qualificada e com provas dadas, eu serei uma Mulher que poderá dormir descansada, porque serei independente para mim e para ajudar filhos e netos, sem ter que acordar de noite angustiada. É, Pedro, falemos sério e honra os compromissos que o Estado tem para comigo. Dá instruções ao Ministério da Solidariedade Social(?) para que me entregue o “meu dinheiro”. O MEU, Pedro! E vou refazer contas: a) De modo frio, direi que o Estado tem que pôr à minha disposição os 100% de contribuições que lhe foram confiadas, ou seja, os cerca de 1 milhão de Euros. b) Arredondando, e muito por excesso, descontando os valores de que já fui reembolsada, o Estado português deve-me 900.000€. É esta a verba que quero que o Estado português me pague, porque é este o valor de que sou credora. c) Gerindo eu esta verba podes crer, Pedro, que só com os rendimentos que obtenho da sua aplicação, e já depois de impostos pagos, terei mais do que o valor que tenho hoje como pensão. É simples, Pedro, e deixo de ser uma “pedra no sapato” dos governantes. Deixo de ser “um impecilho” na boca de “garotos” que não sabem o que dizem. E, de uma Mulher anónima com honra e verticalidade, que sou hoje, passo a ser uma Mulher rica, provavelmente colunável, protegida por todos os governantes, mesmo que a ética perca a sua verticalidade e a moral passe a ser podre. Mas porque é tempo de falares sério, Pedro, fala aos portugueses a verdade sobre assuntos que nos interessa: - quanto é que o cidadão e político Pedro Passos Coelho já descontou para a Segurança Social e/ou ADSE? - quanto receberias hoje de reforma se, conforme as excepções de privilégio na lei, te reformasses? - quanto descontam os deputados e demais políticos para a Segurança Social ou ADSE? - qual o montante de reforma a que têm acesso, privilegiadamente, e ao fim de quantos anos de exercício da política, independentemente da sua idade? - Quem, e quanto recebem de reforma vitalícia, ex-governantes e outras figuras políticas, só pelo exercício de alguns anos em cargos públicos? - qual o sistema de Segurança Social que suporta estas reformas e a quem pertence esse dinheiro? São os OE’S que o suportam, ou são os “dinheiros” daqueles que contribuíram e/ou contribuem para o Sistema? - sendo o Estado uma entidade empregadora, qual o valor da sua contribuição (%) para a ADSE ou Segurança Social, por trabalhador? E as contas, estão regularizadas? Falemos sério, Pedro! Os reformados exigem a verdade mas, igualmente, exigem respeito, por nós e pelo nosso dinheiro que, abusivamente, vai alimentando o despesismo de um Estado que vive de mordomias elitistas, acima das capacidades do país. Isso sim, Pedro!!!!!!!! A reformada, M.Conceição Batista Lx. 19/01/2013 PS – Aguardo que me seja entregue o meu dinheiro, conforme mencionei atrás. Tenho vida a organizar.

domingo, janeiro 20, 2013

SINTAM A BELEZA DESTE MAGNIFICO POEMA ÁRABE

POEMA ÁRABE - MUITO LINDO! (Autor Desconhecido) سب الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطية تح نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء ه الحاكم الفعلي للبلاد. البرلمان الإسباني مقسم الى مجلسين واحد للأعيا عدد أعضاء يبل عين و واحد للنواب و عدد نتائج الانتخابات نائب. نتائج لانتخابات الأخير مباشرة من أصبحت الشعبسنوات، بينما كل سنوات، بينما يعين عنتخاباتضو من مجلس ا الشعب أيضاً. رئيس الوزراء و الوزراءيتم ماعية و تعيينهمللأعيان

terça-feira, janeiro 15, 2013

Esta é a paisagem onde os meus olhos descansam...

Sempre que acordo e abro as janelas, esta é a paisagem onde os meus olhos descansam. Atravesso a Avenida Marginal e aí estou eu na praia, distante simplesmente de uns 10 minutos de passeio a pé. Gosto muito do local onde vivo. Mesmo nos dia de chuva é
agradável ouvir o ronronar dos carros que atravessam apressados, com destinos que não é possível imaginar e a chuva a cair benevolente, limpando os vidros das janelas empoeiradas.

Gosto de ti ó Azarujinha, tão serena, cheia de cor!
Gosto de ti, São João...
Foste um grande casamenteiro, por isso aqui fica um
verso de homenagem desta algarvia marafada...
que adoptou esta terra há 40 anos!

Beijinhos a todos os leitores e quem não conhece
venha ver esta terra que é linda!
DAD 

AUSTERIDADE

sexta-feira, janeiro 11, 2013

EU AMEI A JUSTIÇA - EUGÉNIO LISBOA


“Eu amei a justiça e odiei a iniquidade: por isso, morro no exílio.”Carta que Eugénio Lisboa escreveu a Passos Coelho. O signatário tem hoje 82 anos e, para além de todas as funções que desempenhou e enuncia no final, foi um ensaísta e crítico literário notável. Peço a vossa atenção, porque fala em nome de todos nós. Trata-se de uma reflexão sobre a saúde da nossa pátria e penso que ninguém, de nenhum quadrante, poderá ficar-lhe indiferente. CARTA AO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGALExmo. Senhor Primeiro MinistroHesitei muito em dirigir-lhe estas palavras, que mais não dão do que uma pálida ideia da onda de indignação que varre o país, de norte a sul, e de leste a oeste. Além do mais, não é meu costume nem vocação escrever coisas de cariz político, mais me inclinando para o pelouro cultural. Mas há momentos em que, mesmo que não vamos nós ao encontro da política, vem ela, irresistivelmente, ao nosso encontro. E, então, não há que fugir-lhe.Para ser inteiramente franco, escrevo-lhe, não tanto por acreditar que vá ter em V. Exa. qualquer efeito – todo o vosso comportamento, neste primeiro ano de governo, traindo, inescrupulosamente, todas as promessas feitas em campanha eleitoral, não convida à esperança numa reviravolta! – mas, antes, para ficar de bem com a minha consciência. Tenho 82 anos e pouco me restará de vida, o que significa que, a mim, já pouco mal poderá infligir V. Exa. e o algum que me inflija será sempre de curta duração. É aquilo a que costumo chamar “as vantagens do túmulo” ou, se preferir, a coragem que dá a proximidade do túmulo. Tanto o que me dê como o que me tire será sempre de curta duração. Não será, pois, de mim que falo, mesmo quando use, na frase, o “odioso eu”, a que aludia Pascal.Mas tenho, como disse, 82 anos, e, portanto, uma alongada e bem vivida experiência da velhice – da minha e da dos meus amigos e familiares. A velhice é um pouco – ou é muito – a experiência de uma contínua e ininterrupta perda de poderes. “Desistir é a derradeira tragédia”, disse um escritor pouco conhecido. Desistir é aquilo que vão fazendo, sem cessar, os que envelhecem. Desistir, palavra horrível. Estamos no verão, no momento em que escrevo isto, e acorrem-me as palavras tremendas de um grande poeta inglês do século XX (Eliot): “Um velho, num mês de secura”... A velhice, encarquilhando-se, no meio da desolação e da secura. É para isto que servem os poetas: para encontrarem, em poucas palavras, a medalha eficaz e definitiva para uma situação, uma visão, uma emoção ou uma ideia.A velhice, Senhor Primeiro Ministro, é, com as dores que arrasta – as físicas, as emotivas e as morais – um período bem difícil de atravessar. Já alguém a definiu como o departamento dos doentes externos do Purgatório. E uma grande contista da Nova Zelândia, que dava pelo nome de Katherine Mansfield, com a afinada sensibilidade e sabedoria da vida, de que V. Exa. e o seu governo parecem ter défice, observou, num dos contos singulares do seu belíssimo livro intitulado The Garden Party: “O velho Sr. Neave achava-se demasiado velho para a primavera.” Ser velho é também isto: acharmos que a primavera já não é para nós, que não temos direito a ela, que estamos a mais, dentro dela... Já foi nossa, já, de certo modo, nos definiu. Hoje, não. Hoje, sentimos que já não interessamos, que, até, incomodamos.Todo o discurso político de V. Exas., os do governo, todas as vossas decisões apontam na mesma direcção: mandar-nos para o cimo da montanha, embrulhados em metade de uma velha manta, à espera de que o urso lendário (ou o frio) venha tomar conta de nós. Cortam-nos tudo, o conforto, o direito de nos sentirmos, não digo amados (seria muito), mas, de algum modo, utilizáveis: sempre temos umas pitadas de sabedoria caseira a propiciar aos mais estouvados e impulsivos da nova casta que nos assola. Mas não. Pessoas, como eu, estiveram, até depois dos 65 anos, sem gastar um tostão ao Estado, com a sua saúde ou com a falta dela. Sempre, no entanto, descontando uma fatia pesada do seu salário, para uma ADSE, que talvez nos fosse útil, num período de necessidade, que se foi desejando longínquo. Chegado, já sobre o tarde, o momento de alguma necessidade, tudo nos é retirado, sem uma atenção, pequena que fosse, ao contrato anteriormente firmado. É quando mais necessitamos, para lutar contra a doença, contra a dor e contra o isolamento gradativamente crescente, que nos constituímos em alvo favorito do tiroteio fiscal: subsídios (que não passavam de uma forma de disfarçar a incompetência salarial), comparticipações nos custos da saúde, actualizações salariais – tudo pela borda fora. Incluindo, também, esse papel embaraçoso que é a Constituição, particularmente odiada por estes novos fundibulários. O que é preciso é salvar os ricos, os bancos, que andaram a brincar à Dona Branca com o nosso dinheiro e as empresas de tubarões, que enriquecem sem arriscar um cabelo, em simbiose sinistra com um Estado que dá o que não é dele e paga o que diz não ter, para que eles enriqueçam mais, passando a fruir o que também não é deles, porque até é nosso.Já alguém, aludindo à mesma falta de sensibilidade de que V. Exa. dá provas, em relação à velhice e aos seus poderes decrescentes e mal apoiados, sugeriu, com humor ferino, que se atirassem os velhos e os reformados para asilos desguarnecidos , situados, de preferência, em andares altos de prédios muito altos: de um 14º andar, explicava, a desolação que se comtempla até passa por paisagem. V. Exa. e os do seu governo exibem uma sensibilidade muito, mas mesmo muito, neste gosto. V. Exas. transformam a velhice num crime punível pela medida grande. As políticas radicais de V. Exa, e do seu robôtico Ministro das Finanças - sim, porque a Troika informou que as políticas são vossas e não deles... – têm levado a isto: a uma total anestesia das antenas sociais ou simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas que a História não confina a míseras notas de pé de página.Falei da velhice porque é o pelouro que, de momento, tenho mais à mão. Mas o sofrimento devastador, que o fundamentalismo ideológico de V. Exa. está desencadear pelo país fora, afecta muito mais do que a fatia dos velhos e reformados. Jovens sem emprego e sem futuro à vista, homens e mulheres de todas as idades e de todos os caminhos da vida – tudo é queimado no altar ideológico onde arde a chama de um dogma cego à fria realidade dos factos e dos resultados. Dizia Joan Ruddock não acreditar que radicalismo e bom senso fossem incompatíveis. V. Exa. e o seu governo provam que o são: não há forma de conviverem pacificamente. Nisto, estou muito de acordo com a sensatez do antigo ministro conservador inglês, Francis Pym, que teve a ousadia de avisar a Primeira Ministra Margaret Thatcher (uma expoente do extremismo neoliberal), nestes termos: “Extremismo e conservantismo são termos contraditórios”. Pym pagou, é claro, a factura: se a memória me não engana, foi o primeiro membro do primeiro governo de Thatcher a ser despedido, sem apelo nem agravo. A “conservadora” Margaret Thatcher – como o “conservador” Passos Coelho – quis misturar água com azeite, isto é, conservantismo e extremismo. Claro que não dá.Alguém observava que os americanos ficavam muito admirados quando se sabiam odiados. É possível que, no governo e no partido a que V. Exa. preside, a maior parte dos seus constituintes não se aperceba bem (ou, apercebendo-se, não compreenda), de que lavra, no país, um grande incêndio de ressentimento e ódio. Darei a V. Exa. – e com isto termino – uma pista para um bom entendimento do que se está a passar. Atribuíram-se ao Papa Gregório VII estas palavras: ”Eu amei a justiça e odiei a iniquidade: por isso, morro no exílio.” Uma grande parte da população portuguesa, hoje, sente-se exilada no seu próprio país, pelo delito de pedir mais justiça e mais equidade. Tanto uma como outra se fazem, cada dia, mais invisíveis. Há nisto, é claro, um perigo.De V. Exa., atentamente,Eugénio LisboaEx-Director da Total, em MoçambiqueEx-Director da SONAP MOCEx-Administrador da SONAPMOC e da SONAREPEx-Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal em LondresProf. Catedrático Especial de Estudos Portugueses (Univ. Nottingham)Ex-Presidente da Comissão Nacional da UNESCOProf. Catedrático Visitante da Univ. de AveiroDoutor Honoris Causa pela Univ. de NottinghamDoutor Honoris Causa pela Universidade de AveiroMedalha de Mérito Cultural (Câmara de Cascais)

ACORDO ORTOGRÁFICO

SPA recusa adoptar novo acordo ortográfico


BRASIL ADIA DECISÃO FINAL E ANGOLA É CONTRA

quarta-feira, 9 janeiro de 2013
12:55



A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) anunciou esta quarta-feira que não vai adotar as regras do novo Acordo Ortográfico devido às posições do Brasil e de Angola sobre esta matéria.



De acordo com um comunicado do Conselho de Administração da SPA, a entidade afirma que vai "continuar a utilizar a norma ortográfica antiga nos documentos e comunicação escrita com o exterior" e sustenta que "este assunto não foi convenientemente resolvido e encontra-se longe de estar esclarecido, sobretudo depois do Brasil ter adiado para 2016 uma decisão final sobre o Acordo Ortográfico, e de Angola ter assumido publicamente uma posição contra a entrada em vigor" das novas regras.

Perante estas posições daqueles países, a SPA considera que "não faz sentido dar como consensualizada a nova norma ortográfica, quando o Brasil, o maior país do espaço lusófono, e Angola, tomaram posições em diferente sentido".



A entidade considera também que a Assembleia da República "foi subalternizada no processo de debate deste assunto".



O novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa passou a ser aplicado desde um de janeiro de 2012 nos documentos do Estado Português, vigorando em todos os serviços, organismos e entidades na tutela do Governo, bem como no Diário da República.





E eu aplaudo com as duas mãos, porque não tenho mais!

segunda-feira, dezembro 31, 2012

Este não é para rir - é para pensar- Artigo de António Bagão Félix



Aprovado o OE 2013, Portugal arrisca-se a entrar no "Guinness Fiscal"


por força de um muito provavelmente caso único no planeta: a partir de


um certo valor (1350 euros mensais), os pensionistas vão passar a


pagar mais impostos do que outro qualquer tipo de rendimento,


incluindo o de um salário de igual montante! Um atropelo fiscal


inconstitucional, pois que o imposto pessoal é progressivo em função


dos rendimentos do agregado familiar [art.º 104.º da CRP], mas não em


função da situação activa ou inactiva do sujeito passivo e uma


grosseira violação do princípio da igualdade [art.º 13.º da CRP].




Por exemplo, um reformado com uma pensão mensal de 2200 euros pagará


mais 1045 € de impostos do que se a trabalhar com igual salário (já


agora, em termos comparativos com 2009, este pensionista viu aumentado


em 90% o montante dos seus impostos e taxas!).




Tudo isto por causa de uma falaciosamente denominada "contribuição


extraordinária de solidariedade" (CES), que começa em 3,5% e pode


chegar aos 50%. Um tributo que incidirá exclusivamente sobre as


pensões. Da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações.


Públicas e privadas. Obrigatórias ou resultantes de poupanças


voluntárias. De base contributiva ou não, tratando-se por igual as que


resultam de muitos e longos descontos e as que, sem esse esforço


contributivo, advêm de bónus ou remunerações indirectas e diferidas.




Nas pensões, o Governo resolveu que tudo o que mexe leva!


Indiscriminadamente. Mesmo - como é o caso - que não esteja previsto


no memorando da troika.




Esta obsessão pelos reformados assume, nalguns casos, situações


grotescas, para não lhes chamar outra coisa. Por exemplo, há poucos


anos, a Segurança Social disponibilizou a oferta dos chamados


"certificados de reforma" que dão origem a pensões complementares


públicas para quem livremente tenha optado por descontar mais 2% ou 4%


do seu salário. Com a CES, o Governo decide fazer incidir mais


impostos sobre esta poupança do que sobre outra qualquer opção de


aforro que as pessoas pudessem fazer com o mesmo valor… Ou seja, o


Estado incentiva a procura de um regime público de capitalização


(sublinho, público) e logo a seguir dá-lhe o golpe mortal. Noutros


casos, trata-se - não há outra maneira de o dizer - de um desvio de


fundos através de uma lei: refiro-me às prestações que resultam de


planos de pensões contributivos em que já estão actuarialmente


assegurados os activos que caucionam as responsabilidades com os


beneficiários. Neste caso, o que se está a tributar é um valor que já


pertence ao beneficiário, embora este o esteja a receber diferidamente


ao longo da sua vida restante. Ora, o que vai acontecer é o desplante


legal de parte desses valores serem transferidos (desviados), através


da dita CES, para a Caixa Geral de Aposentações ou para o Instituto de


Gestão Financeira da S. Social! O curioso é que, nos planos de pensões


com a opção pelo pagamento da totalidade do montante capitalizado em


vez de uma renda ou pensão ao longo do tempo, quem resolveu confiar


recebendo prudente e mensalmente o valor a que tem direito verá a sua


escolha ser penalizada. Um castigo acrescido para quem poupa.




Haverá casos em que a soma de todos os tributos numa cascata sem


decoro (IRS com novos escalões, sobretaxa de 3,5%, taxa adicional de


solidariedade de 2,5% em IRS, contribuição extraordinária de


solidariedade (CES), suspensão de 9/10 de um dos subsídios que começa


gradualmente por ser aplicado a partir de 600 euros de pensão mensal!)


poderá representar uma taxa marginal de impostos de cerca de 80%! Um


cataclismo tributário que só atinge reformados e não rendimentos de


trabalho, de capital ou de outra qualquer natureza! Sendo


confiscatório, é também claramente inconstitucional.




Aliás, a própria CES não é uma contribuição. É pura e simplesmente um


imposto. Chamarlhe contribuição é um ardil mentiroso. Uma contribuição


ou taxa pressupõe uma contrapartida, tem uma natureza sinalagmática ou


comutativa. Por isso, está ferida de uma outra inconstitucionalidade.




É que o já citado art.º 104.º da CRP diz que o imposto sobre o


rendimento pessoal é único. Estranhamente, os partidos e as forças


sindicais secundarizaram ou omitiram esta situação de flagrante


iniquidade. Por um lado, porque acham que lhes fica mal defender


reformados ou pensionistas desde que as suas pensões (ainda que


contributivas) ultrapassem o limiar da pobreza. Por outro, porque tem


a ver com pessoas que já não fazem greves, não agitam os media, não


têm lobbies organizados.




Pela mesma lógica, quando se fala em redução da despesa pública há uma


concentração da discussão sempre em torno da sustentabilidade do


Estado social (como se tudo o resto fosse auto-sustentável…). Porque,


afinal, os seus beneficiários são os velhos, os desempregados, os


doentes, os pobres, os inválidos, os deficientes… os que não têm voz


nem fazem grandiosas manifestações.




E porque aqui não há embaraços ou condicionantes como há com


parcerias público-privadas, escritórios de advogados, banqueiros,


grupos de pressão, estivadores. É fácil ser corajoso com quem não se


pode defender.




Foi lamentável que os deputados da maioria (na qual votei) tenham


deixado passar normas fiscais deste jaez mais próprias de um


socialismo fiscal absoluto e produto de obsessão fundamentalista,


insensibilidade, descontextualização social e estrita visão de curto


prazo do ministro das Finanças. E pena é que também o ministro da


Segurança Social não tenha dito uma palavra sobre tudo isto,


permitindo a consagração de uma medida que prejudica seriamente uma


visão estratégica para o futuro da Segurança Social. Quem vai a partir


de agora acreditar na bondade de regimes complementares ou da


introdução do "plafonamento", depois de ter sido ferida de morte a


confiança como sua base indissociável? Confiança que agora é violada


grosseiramente por ditames fiscais aos ziguezagues sem consistência,


alterando pelo abuso do poder as regras de jogo e defraudando


irreversivelmente expectativas legitimamente construídas com esforço e


renúncia ao consumo.




Depois da abortada tentativa de destruir o contributivismo com o


aumento da TSU em 7%, eis nova tentativa de o fazer por via desta nova


avalanche fiscal. E logo agora, num tempo em que o Governo diz querer


"refundar" o Estado Social, certamente pensando (?) numa cultura


previdencial de partilha de riscos que complemente a protecção


pública. Não há rumo, tudo é medido pela única bitola de mais e mais


impostos de um Estado insaciável.




Há ainda outro efeito colateral que não pode ser ignorado, antes deve


ser prevenido: é que foram oferecidos poderosos argumentos para


"legitimar" a evasão contributiva no financiamento das pensões.


"Afinal, contribuir para quê?", dirão os mais afoitos e atentos.




Este é mais um resultado de uma política de receitas "custe o que


custar" e não de uma política fiscal com pés e cabeça. Um abuso de


poder sobre pessoas quase tratadas como párias e que, na sua larga


maioria, já não têm qualquer possibilidade de reverter a situação. Uma


vergonha imprópria de um Estado de Direito. Um grosseiro conjunto de


inconstitucionalidades que pode e deve ser endereçado ao Tribunal


Constitucional. PS1: Com a antecipação em "cima da hora" da passagem


da idade de aposentação dos 64 para os 65 anos na função pública já em


2013 (até agora prevista para 2014), o Governo evidencia uma enorme


falta de respeito pela vida das pessoas. Basta imaginar alguém que


completa 64 anos em Janeiro do próximo ano e que preparou a sua vida


pessoal e familiar para se aposentar nessa altura.




No dia 31 de Dezembro, o Estado, através do OE, vai dizer-lhe que,


afinal, não pode aposentar-se. Ou melhor, em alguns casos até poderá


fazê-lo, só que com penalização, que é, de facto, o que cinicamente se


pretende com a alteração da lei. Uma esperteza que fica mal a um


Governo que se quer dar ao respeito.




PS2: Noutro ponto, não posso deixar de relevar uma anedota fiscal para


2013: uma larga maioria das famílias da classe média tornadas


fiscalmente ricas pelos novos escalões do IRS não poderá deduzir um


cêntimo que seja de despesas com saúde (que não escolhem,


evidentemente).




Mas, por estimada consideração fiscal, poderão deduzir uns míseros


euros pelo IVA relativo à saúde… dos seus automóveis pago às oficinas


e à saúde… capilar nos cabeleireiros. É comovente… Economista,


ex-ministro das Finanças




A propósito de liberdade e a pedido de muitos, aqui fica o contributo


enorme do Prof. Bagão Felix sobre o "primoroso Orçamento de Estado"


para 2013.


Ouso perguntar: Senhor Presidente da República, vai Vossa Excelência


ficar indiferente a este esbulho?

Economia caseira


Esperemos que esta não passe a ser o trabalho...

BOM ANO NOVO!

sábado, dezembro 22, 2012

A RAZÃO ESTÁ DO NOSSO LADO


 

As afirmaçoes do Sr. Primeiro Ministro de que os reformados tem pensoes generosas que não correspondem ás contribuições efetuadas, e daí a justeza da taxa de solidariedade, talvez, o Sr. Primeiro Ministro se esteja a referir a alguns colegas do seu Partido nomedamente á Presidente da AR Assunção Esteves que obteve uma subvenção vitalicia de mais de 5.000 euros mensais aos 42 anos ou Sr Duarte Lima que se reformou aos 39 anos ou ao Sr Mira Amaral ou então ao Sr. Catroga que se "reformou" ao abrigo da lei para os politicos com mais de 9.000 euros mensais ou eventualmente estará a referir-se aos politicos de vários quadrantes que ao fim de 8 anos ou dois mandatos se reformavam ou aos Srs. Governadores do Banco de Portugal que ao fim de 5 anos tinham chorudas reformas.Se não for a estes exemplos que o Sr Primeiro Ministro se refere não acredito que se esteja a referir aos casos dos reformados que descontaram mais de 40 anos assim como as suas entidades patronais para a Segurança Social e que a suas pensões foram formadas de acordo com as contribuições entregues e tendo presente a lei vigente na altura da passagem á reforma.Sr. Primeiro Ministro tendo conta que ofende e desrespeita os direitos dos reformados constituidos legal e legitimamente ,sentimo-nos com total direito de protestar com veemencia e solicitar um pedido de desculpas publico que contribua para repor a verdade na opinião publica, ainda assim estamos disponiveis para debater em audiencia com o Primeiro Ministro esta questão.A nossa causa é justa, Não nos calam. APRE


quinta-feira, dezembro 20, 2012

MAMOGRAFIA

Esta está muito Boa!

A todos um bom Natal que rapidamente se aproxima

Estamos quase a ouvir espiritualmente o som dos tlins-tlins das renas deste ano que trarão, juntamente com os anjinhos, a promessa renovada de um Natal vivido em família em alegria e boa disposição, apesar da crise intensa que enfrentamos. Pedimos ao Menino que nos traga mais alegria e esperanças renovadas para o próximo ano que se aproxima. Beijinhos grandes para todos! Estou a tentar adaptar-me a este visual esquisito do meu Blog, mas enfim... vou fazendo os possíveis. Para todos vós, desejos de que tudo decorra com muita felicidade para todos. Beijinhos grandes, DAD

A TODOS UM BOM NATAL

A história repete-se e apesar de ter vindo para nos salvar, crucificaram-no.
Todos os dias, neste mundo, milhares de pessoas, gente como nós, são sacrificadas no altar dos mundanismos que geram a fome a doença e a infelicidade.  Todos os
anos pedimos a Deus que o Ano seja bom e farto e que a Humanidade possa viver em paz, segurança e amor... e o votos repete-se e raramente vemos o cumprimento dos votos formulados.  Mais uma vez vamos pedir o mesmo.  Teremos feito, durante o ano que está a terminar, o nosso melhor para podermos construir o Reino de Deus na Terra?
Deixo esta meditação para todos nós, incluindo eu, claro!

Beijinhos para todos os que passarem por aqui com os desejos de que tenham um excelente Natal!
Dad

quinta-feira, dezembro 13, 2012

SONHO

Sonho com luas a arder de azul...
Nos buracos cinzentos do ocaso,
encontro magia que só eu sei...
Super califraxi ex-pirolidoso...
o meu chapeu transforma-se em para-quedas
e fujo pelos céus,
na busca incessante da luz!
Dad

NÃO TE PERCEBO!

Beijinhos para todos - Boas Festas!

Feliz Natal para todos e todas os que ainda por aqui passam.
Que o Ano Novo que se aproxima também, nos traga esperanças
de que os dias poderão vir a ser melhores do que os que vivemos
actualmente
Dad

FELIZ NATAL PARA TODOS

terça-feira, agosto 14, 2012

QUERIDOS VISITANTES DESTE BLOG

POR RAZÕES QUE DESCONHEÇO e cuja técnica não domino, a blogspot decidiu desconfigurar o meu blog momentos de luar. Estou triste pois mantenho este blog há muito tempo e criei uma relação de amizade com ele.
Gostava que alguém que ajudasse a conseguir pôr o Blog outra vez como deve ser.
Se alguem souber como se faz, por favor diga-me.

Grande abraço,
Dad

sexta-feira, agosto 10, 2012

Os Lusíadas - Extracto de Versão actualizada



I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas?
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

III
Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano?
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

IV
E vós, ninfas do Minho onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!

V
E porque nos é dada a aprendizagem,
Com os erros, que nos dão as lições,
Corramos com toda a vilanagem,
Com esta enorme corja de ladrões,
Capazes de toda a sacanagem,
P´ra proteger seus doutos figurões.
Pega em armas meu povo, tem coragem
De encher com estes merdas as prisões.




Luiz Vaiz de Calções

terça-feira, agosto 07, 2012

O LATIM EXPLICA TANTA COISA...



O vocábulo "maestro" vem do latim "magister" e este, por sua vez, do adjectivo "magis" que significa "mais" ou "mais que". Na antiga Roma o "magister" era o que estava acima dos demais, pelos seus conhecimentos e habilitações!
Por exemplo um "Magister equitum" era um Chefe de cavalaria, e um "Magister Militum" era um Chefe Militar.
Já o vocábulo "ministro" vem do latim "minister" e este, por sua vez, do adjectivo "minus" que significa "menos" ou "menos que". Na antiga Roma o "minister" era o servente ou o subordinado que apenas tinha habilidades ou era jeitoso.

COMO SE VÊ, O LATIM EXPLICA A RAZÃO PORQUE QUALQUER IMBECIL PODE SER MINISTRO... MAS NÃO MAESTRO!

sábado, julho 28, 2012

SEM TIRAR NEM PÔR...



SEM TIRAR NEM PÔR, AOS DIAS DE HOJE!
Foi sempre assim...
O povo parece que gosta de ser humilhado e gozado por trafulhas
cujo único objectivo é encher-se...

quinta-feira, julho 26, 2012

Um bom dia a todos!


É fácil amar os que estão longe.
Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado.
Madre Teresa de Calcutá

terça-feira, julho 24, 2012



Cadeiras e cadeirinhas - ó banco de perdição...

pla vossa rica vidinha...

Não espremam mais o limão...

segunda-feira, julho 09, 2012

Os tempos...



Primeiro a monarquia arrombada começou a conceder títulos, mais tarde os Governos atribuem a Torre Espada por feitos heróicos como o de comprar uns helicópteros aos britânicos … e de há uns anos a esta parte … O caricato está em pretender que para ser um hábil negociador seja necessária qualquer graduação Académica.

segunda-feira, julho 02, 2012

Escrevo-lhe em papel preto porque estou de luto!



Verdizela, 2012/06/24

Exmº Senhor Primeiro-Ministro de Portugal

LISBOA

Exmº Snr:

Tenho 74 anos, sou reformado (descontei para a reforma durante 41 anos apesar de ter trabalhado durante 48) e esperava acabar os meus dias com a tranquilidade que uma vida de trabalho honesto justificava, mas tal está a mostrar-se impossível e daí a razão desta “carta aberta”.
Não, não lhe escrevo para lhe dizer que me mentiu, como mentiu a todos os portugueses, já estou (estamos) habituado à falta de verticalidade daqueles que aparecem nas campanhas eleitorais a prometer o céu para chegados ao poleiro nos transportarem ao inferno, também não lhe escrevo para lhe dizer que sou um dos que, em nome da salvação da Pátria e dos sacrifícios para todos, foi espoliado dos subsídios de férias e Natal, nem ao menos para lhe dizer que o curriculum de V/Exª não justificaria mais do que ser presidente do clube lá do bairro e muito menos para lhe dizer que o falar grosso não representa autoridade e competência, pode, isso sim, ser disfarce de autoritarismo e incompetência…

Porquê então esta carta?

Ignoro as muitas razões que tenho para lhe manifestar o meu protesto e fixo-me apenas numa palavra: VERGONHA.

Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem comunicou, com ar pungente, aos reformados, aos funcionários públicos e ainda a alguns trabalhadores de empresas com alguma ligação ao estado que lhes ia retirar os subsídios de férias e Natal por ganharem a exorbitância de algo mais de 1100 € e em contrapartida nomeia para o seu governo centenas de adjuntos, conselheiros, especialistas com ordenados três ou quatro vezes superiores e direito aos subsídios que aos outros retirou, tem um pingo de vergonha?

Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem fala na necessidade dos sacrifícios serem repartidos por todos os portugueses e requisita para os gabinetes ministeriais funcionários públicos com aumentos de vencimentos mensais de centenas, quando não milhares de euros e direito aos subsídios de férias e Natal, tem alguma vergonha?

Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem disse aos que depois de terem trabalhado durante dez, vinte ou trinta anos perderam o emprego que isso era uma nova oportunidade, tem qualquer tipo de vergonha?


Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem disse aos jovens do nosso país, talvez a geração mais bem preparada de sempre, para procurarem no estrangeiro o pão que Portugal lhes nega, tem réstia de vergonha?

Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem trocou os direitos dos portugueses pela caridadezinha das refeições nas escolas para os filhos famintos de Portugal e pelas cantinas sociais, tem vergonha na cara?

Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem, ar ridiculamente cândido de menino do coro ou chefe de quina da mocidade portuguesa com a bandeira na lapela, aparece a falar aos portugueses, num discurso que eu julgava enterrado em 25 de Abril, com frases enfáticas que em português corrente podemos traduzir como: Morre de fome hoje que amanhã tens comida, sente alguma vergonha do que diz?

Eu respondo Senhor Primeiro-Ministro.

Eu tenho vergonha Sr Primeiro-Ministro

Eu tenho vergonha de o ter como Primeiro-Ministro do meu país.

Embora no Alentejo, onde nasci, o cumprimento seja devido a todas as pessoas (os velhos da minha meninice chamavam-lhe “salvação”) não posso, por coerência ainda que com mágoa, cumprimentar V/Exa.


José Nogueira Pardal

Escrevo-lhe em papel preto porque estou de luto!