sexta-feira, março 28, 2008

Aprendizagem urgente



"O que me preocupa,
não é o grito dos violentos,
nem dos corruptos,
nem dos desonestos,
nem dos sem carácter,
nem dos sem ética...

O que mais me preocupa,
é o silêncio dos bons!"
Martin Luther King

quinta-feira, março 27, 2008

Hoje à tarde, em Lisboa...


Hoje ao deambular por Lisboa, percorri ruas
onde existiam as tabacarias pessoanas
e recordei-o...
Aqui e agora o relembro
com um poema que foi muito
importante para mim,
Dad

A TABACARIA
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real,
certa, desconhecidamente certa,
com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua,
como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho,
como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.

Saio da janela, sento-me numa cadeira.
Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei,
eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!

Génio?
Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?,
nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.

Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim... Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas,

-Sim,verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
e não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.

Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela; Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.

Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.

Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;come chocolates!)
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,)
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos
invoco a mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.
Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira, E penso:
talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.
Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas
qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos
e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é
uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira.
Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria
(metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe
Adeus ó Esteves!,
e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança,
e o dono da Tabacaria sorriu.
Álvaro de Campos
(Fernando Pessoa)
(15-1-1928)

quarta-feira, março 19, 2008

CURIOSIDADES...


Porque é que a Pascoa é tão cedo este ano?
A Páscoa é sempre o primeiro Domingo depois da primeira lua cheia depois do equinócio de Primavera (20 de Março). Esta datação da Páscoa baseia-se no calendário lunar que o povo hebreu usava para identificar a Páscoa judaica, razão pela qual a Páscoa é uma festa móvel no calendário romano.
Este ano a Páscoa acontece mais cedo do que qualquer um de nós irá ver alguma vez na sua vida! E só os mais velhos da nossa população viram alguma vez uma Páscoa tão temporã (mais velhos do que 95 anos!).
1) A próxima vez que a Páscoa vai ser tão cedo como este ano (23 de Março) será no ano 2228 (daqui a 220 anos). A última vez que a Páscoa foi assim cedo foi em 1913.
2) Na próxima vez que a Páscoa for um dia mais cedo, 22 de Março, será no ano 2285 (daqui a 277 anos). A última vez que foi em 22 de Março foi em 1818. Por isso, ninguém que esteja vivo hoje, viu ou irá ver uma Páscoa mais cedo do que a deste ano.

sexta-feira, março 07, 2008

Para ler e pensar bem sobre o assunto...


O Dia da Mulher é amanhã, ou deveria ser todos os dias?
Dad

Mais de um quarto das mulheres portuguesas são inteiramente dependentes do rendimento dos seus companheiros, de acordo com um estudo da Universidade de Coimbra (UC) que avaliou a dependência da população feminina.

Realizado pelo Centro de Estudos Sociais da UC em 2006, a pesquisa baseou-se na análise do Inquérito ao Rendimento das Famílias do Instituto Nacional de Estatística (INE), sendo, por isso, representativo da população portuguesa.
Em declarações à agência Lusa na véspera do Dia Internacional da Mulher, Lina Coelho, autora do estudo, considerou que a tendência de longo prazo aponta para uma diminuição do número de mulheres dependentes, mas sublinhou que, nos últimos anos, não tem havido uma redução.
«Há cada vez mais mulheres a desejar e a concretizar o desejo de ter uma actividade remunerada. Contudo, tendo em conta a crise económica dos últimos três ou quatro anos, há o risco de desaceleração da melhoria da situação económica das mulheres», afirmou a investigadora, adiantando que o aumento do desemprego está a afectar mais as mulheres do que os homens.
Segundo dados do INE relativos a 2007, mais de 2,8 milhões de mulheres portuguesas encontram-se inactivas, um número que não abrange as desempregadas. Quase dez por cento (225 mil) têm entre 25 e 44 anos.
Do total de inactivas (um conceito que inclui estudantes, domésticas e reformadas), mais de meio milhão são donas de casa. No entanto, entre as que trabalham também podem existir casos de dependência económica parcial relativamente aos companheiros, uma vez que continuam a registar-se discrepâncias acentuadas no rendimento médio mensal de mulheres e homens.
Os dados do INE referentes ao ano passado revelam que eles ganham, em média, mais 137 euros do que elas, uma diferença que aumenta com a qualificação profissional. Entre os quadros superiores da Administração Pública e dirigentes de empresas, as mulheres ganham, em média, 1396 euros, menos 345 do que os colegas do sexo masculino.
Já nas profissões intelectuais e científicas, elas são penalizadas em 296 euros. Quando se trata de trabalho não qualificado, a diferença fica-se pelos 134 euros, em média. Embora tenha vencimentos mais baixos, a população feminina é mais qualificada: no último trimestre de 2007, mais de 430 mil mulheres com formação superior estavam integradas no mercado de trabalho, para apenas 311 mil homens.
«Apesar da maior qualificação das mulheres, as diferenças salariais têm tido tendência a manter-se no tempo, sendo uma realidade muito mais marcante no sector privado. Não vejo perspectivas de que se estejam a esbater», afirma Lina Coelho.
Para a investigadora da Universidade de Coimbra, o facto de as mulheres continuarem a assegurar quase em exclusivo as tarefas de apoio à família faz com que sejam «mais ausentes do trabalho e que tenham mais quebras na sua prestação», o que acarreta «custos para os empregadores e se reflecte no salário».
Por semana, os homens estão no emprego, em média, 37 horas, mais quatro do que as suas colegas, segundo estatísticas do INE. Entre os que passam mais horas no local de trabalho (41 ou mais), quase 600 mil são homens e pouco mais de 280 mil são mulheres.
«Seria preciso que a sociedade no seu todo mudasse bastante, com uma partilha efectiva de tarefas domésticas e familiares, para esbater a diferença a nível salarial e de disponibilidade para o trabalho», comentou a investigadora da Faculdade de Economia de Coimbra.
Actualmente, mais de metade das tarefas domésticas continuam a ser realizadas exclusivamente pelas mulheres, sem ajuda dos maridos ou companheiros, que desempenham sozinhos apenas 17 por cento dos trabalhos em casa, de acordo com um estudo do Instituto de Ciências Sociais, divulgado em Setembro do ano passado. «A sociedade teria de arranjar formas de compensar os empresários para suportarem os custos adicionais de contratar mulheres», concluiu
Lina Coelho.
Lusa/SOL

sábado, março 01, 2008

De súbito, as luzes apagam;
A música irrompe;
A cortina abre...
O Homem... ali...
Um homem que gostava da Primavera
e do cheiro dos campos floridos.
Uma secretária fria,
um tinteiro e uma caneta
e livros incontáveis de folhas em branco
para escrever e
vários carimbos, muitos...
que a vida de cada um de nós é feita de carimbos.
E a miséria, a distância, a falta de amor,a doença, a incompreensão
com que se matam aqueles que não conseguem alinhar completamente
pelo politicamente correcto.
Um homem, uma família em perda, uma alma sofrida
e o sistema - o Big Brother que nos controla a todos
e nos corrói a alma.
Finalmente o Amigo - o Amigo!
aquele que ouve e compreende; o Amigo que
não precisa de fazer perguntas para ajudar;
o Amigo que está ali, pé firme para o que der e vier...
e ANGÚSTIA sempre presente...
O SISTEMA a controlar,
O SISTEMA a exigir,
O SISTEMA a condenar,
O SISTEMA a aniquilar!
E um único Amigo!
Amigo que acaba por sucumbir ao Sistema!
UM HOMEM ABSOLUTAMENTE SÓ
IRREMEDIAVELMENTE SÓ !
E as ilusões perdidas - do futuro, da família, do trabalho,
da subsistência, do amor, do companheirismo...
Só resta o AMIGO
que finalmente reencontra, fora do espaço e do tempo,
num espaço e num tempo onde já não há necessidade
de sentir o perfume das flores às escondidas
porque não há ninguem a controlar.
Num tempo em que é tempo de ir ver o mar
que nunca tinha sido possível ver...
e viajar pela liberdade, como se fosse um pássaro...
Não vou escrever mais sobre a peça que está em cena e que estreou
ontem no Teatro Lurdes Norberto, em Linda-a-Velha, com a encenação
magistral do meu amigo Armando Caldas.
Ontem não contive as lágrimas muitas vezes.
Acho que todos nós nos revemos um pouco no
Senhor Crock
a personagem central da peça "O TINTEIRO"
da autoria do autor espanhol Carlos Muñiz.
Todos nos sentimos, uns mais do que outros, encurralados
nesta Sociedade feita para humanos, com regras desumanas.
O Big Brother espia os nossos actos e na nossa vida.
Quantas vezes já sentimos que não somos capazes de carregar o fardo
que não somos compreendidos e nos refugiamos, simplesmente
na esperança de um destino final
lindo e libertador?
Ontem senti-me Crock algumas vezes
e chorei, não sei se por mim se pelo sistema
que construimos e que, no entanto, não
consegue fazer felizes a grande maioria dos cidadãos...
mas isso são outros contos...
VÃO AO TEATRO DE LINDA A VELHA
VÃO VER O "TINTEIRO"
Vão ver que vão sair de lá mais conscientes
do vosso papel como homens e mulheres.
Não tenham medo de chorar como eu
porque isso é bem humano.
E não se esqueçam de agradecer ao Armando Caldas
e a todos os Artistas, o excelente espectáculo
que nos proporcionam e que nos ajuda a
lembrar que continuamos a ter que
lutar contra tudo aquilo
que pode matar a dignidade humana!
Abraço para todos!
Dad

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Como, infelizmente, ainda não chegou o tempo em que não existem diferenças, continuamos a tentar que o mundo não esqueça que o homem e a mulher devem ter, direitos, deveres e oportunidades iguais.

Assim, não podemos esquecer-nos daquelas que estão muitíssimo pior do que nós.

Sejamos solidários!

Se quiser pode copiar este post e colocá-lo no seu blog, porque eu não vou importar-me com isso.
O que é preciso é divulgar!

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

A net, a pornografia e as crianças


Portugal carente

Recebi este pedido por mail.
Sendo um assunto tão sério, acho que devo
partilhar convosco, esperando que aqueles
que passam por aqui e que morem perto
desta Instituição, possam ajudar.
É aflitivo! Cada vez nos chegam mais
mensagens do teor desta...
Neste País há gente a passar mesmo muito mal.
E as crianças, Senhor! Porque precisarão sofrer assim?

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Rasgaram o meu coração e vesti-me de luto.
A flor amachucada que brilhava no meu peito,
Rendeu-se aos sinais da tristeza,
e murchou, envergonhada...

Nos dias de silêncio, cantei para dentro de mim,
Canções antigas que soluçavam ao ritmo do desgosto.
O dia seguinte amanheceu cheio de pássaros esvoaçantes
na alvorada pequenina que nasceu, de súbito.

De súbito?!
Foi há muito tempo…
Era uma vez uma rapariga cheia de sonhos, contava-se…
Ó menina, os sonhos morrem quando nasce a madrugada!

Vista-se de sol e salte para a rua.
Se for dia olhe o Sol!
Se for noite, olhe a Lua!

Era uma vez uma rapariga cheia de sonhos…perdidos…

quinta-feira, fevereiro 21, 2008



Para o meu coração, basta o teu peito.
Para a tua liberdade, bastam as minhas asas.

Da minha boca, chegaram até ao céu,
o que estava adormecido sobre a tua alma…
és, em ti, a ilusão de cada dia...

Chegas como o orvalho beija as pétalas.

Magoas o horizonte com a tua ausência,

Eternamente em fuga, como uma onda...


Disse-te que cantavas ao vento,
como o fazem os pinheiros e os eucaliptos….....
Como eles és alta e taciturna.
E entristeces de imediato...como numa viagem...
….
És acolhedora, como um velho caminho.
Povoam-te ecos e vozes nostálgicas.
...
Eu despertei e, às vezes, emigram e fogem pássaros
que dormiam na tua alma.
Pablo Neruda

(tradução livre de Dad)

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Num tempo de águas a mais...recordo...

O NOSSO RIO É UMA BENÇÃO UM SACRILÉGIO

UM SACRÁRIO UMA LIXEIRA

UMA CORRENTE QUE NOS LAVA O SENTIMENTO

UM MONTURO QUE NOS CONSPURCA A RAZÃO

UM CAUDAL ENVENENADO

UMA FONTE DE AFLIÇÃO


O NOSSO RIO É UMA MIRAGEM

IMAGEM DE UM RIO QUE INUNDOU A NOSSA INFÂNCIA

DE PEIXES PRATEADOS ESTRELAS CINTILANTES

UMA CASCATA DE ALEGRIA TRANSPARENTE

A CORRER PURA E LEVE PARA O MAR


O NOSSO RIO VEM NO MAPA DA MEMÓRIA

É UMA HISTÓRIA

UM TESOURO A DEFINHAR

O NOSSO RIO DÁ-ME SEDES DE O SALVAR!

(Poema de André Moa)

do Projecto "O Espírito das Águas"


este é o meu poeta favorito. Se quiserem ler mais poemas dele, visitem o Blog PINTURAS DE DAD 1 – “O Espírito das Águas”!

Gostei de saber

Hoje recebi um email que continha esta informação.
Acontece comigo e possivelmente com muitos de vós a mesma coisa.
Ao longo dos tempos vamos juntando coisas de que já não precisamos.
Aí está uma boa e sobretudo muito solidária sugestão.
Coisas velhas para alguns, coisas novas para muitos! Divulguem, porque às vezes não sabemos o que fazer às coisas que já não queremos ou têm uma pequena avaria, e assim ....não vão para o ecoponto....nem para a lixeira da câmara.... BUS - BENS DE UTILIDADE SOCIALDIVULGAÇÃOHá sempre qualquer coisa lá em casa que não precisamos e que não sabemos a quem dar.... No segundo semestre de 2006, um grupo de amigos iniciou um projecto chamado BUS - BENS DE UTILIDADE SOCIAL, Associação Particular de Solidariedade Social. O projecto consiste basicamente em reproduzir o tremendo êxito do projecto Banco Alimentar contra a Fome e fazer uma espécie de Banco Não-Alimentar. Por outras palavras, tentar fazer chegar bens não-alimentares (camas, colchões, lençóis, toalhas, electrodomésticos, sofás, cadeiras etc.) a quem deles necessita, ser nada mais do que uma "ponte" entre quem tem e não precisa e quem precisa e não tem.
HYPERLINK
http://www.bensutilidadesocial.pt/pages/homepage.php

domingo, fevereiro 17, 2008

Dia de chuva - egoísmo?

Estou farta desta chuvinha irritante...
Quero um sol que me aqueça,
Que me embale,
Que me faça esquecer as coisas tristes,
Que me faça rir e sonhar!
Quero o Sol!
Quer que ele chegue depressa,
porque tenho pressa
de me sentir feliz,
de me esticar e sentir-me
perguiçosa...
Um bichinho ao sol,
distendendo os braços à vida...
Adeus chuva!
Desejo que te vás,
já chega, acho eu,
mas eu sou ignorante...
nestas coisas dos secos e dos molhados...
Sou mais como os gatos nos telhados!
Eu só sei que me apetece o Sol...
E muitoooooooo!
Deixa lá chegar o sol...ó chuva...
pleaseeeee!!!!!!

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

14 de Fevereiro dia dos namorados
Lenda de S. Valentim
As comemorações de 14 de Fevereiro, dia de S. Valentim, como dia dos namorados, têm várias explicações – umas de tradição cristã, outras de tradição romana, pagã.
A Igreja Católica reconhece três santos com o nome Valentim, mas o santo dos namorados pensa-se ter vivido no século III, em Roma, tendo morrido como mártir no ano 270. Em 496, o papa Gelásio reservou o dia 14 de Fevereiro ao culto de S. Valentim.
Valentim era um sacerdote cristão contemporâneo do imperador Cláudio II. Cláudio queria constituir um exército romano grande e forte; não conseguindo levar muitos romanos a alistarem-se, acreditou que tal sucedia porque os homens não se dispunham a abandonar as suas mulheres e famílias para partirem para a guerra. E a solução que encontrou… foi proibir os casamentos dos jovens! Valentim ter-se-á revoltado contra a ordem do imperador e, ajudado por S. Mário, terá casado muitos casais em segredo. Quando foi descoberto, foi preso, torturado e decapitado a 14 de Fevereiro.
A lenda tem ainda algumas variantes que acrescentam pormenores a esta história. Segundo uma delas, enquanto estava na prisão Valentim era visitado pela filha do seu guarda, com quem mantinha longas conversas e de quem se tornou amigo. No dia da sua morte, ter-lhe-á deixado um bilhete dizendo «Do teu Valentim».
Quanto à tradição pagã, pode fundir-se com a história do mártir cristão: na Roma Antiga, celebrava-se a 15 de Fevereiro (que, no calendário romano, coincidia aproximadamente com o início da Primavera) um festival, os Lupercalia. Na véspera desse dia, eram colocados em recipientes pedaços de papel com o nome das raparigas romanas. Cada rapaz retirava um nome, e essa rapariga seria a sua «namorada» durante o festival (ou, eventualmente, durante o ano que se seguia).
Com a cristianização progressiva dos costumes romanos, a festa de Primavera, comemorada a 15 de Fevereiro, deu lugar às comemorações em honra do santo, a 14 de Fevereiro.
Há também quem defenda que o costume de enviar mensagens amorosas neste dia não tem qualquer ligação a S. Valentim, mas deve-se ao facto de assinalar o princípio da época de acasalamento das aves.
Com o decorrer do tempo, o dia 14 de Fevereiro ficou marcado como a data de troca de mensagens amorosas entre namorados, sobretudo em Inglaterra e na França – e, mais tarde, nos Estados Unidos. Neste último país, onde a tradição está mais institucionalizada, os cartões de S. Valentim já eram comercializados no início do século XIX. Actualmente, o dia de S. Valentim é comemorado em muitos países do mundo como pretexto para os casais de namorados trocarem presentes.
ESPERO QUE TENHAM UM BELO DIA, CHEIO DE AMOR!

domingo, fevereiro 10, 2008

MUSEU DO PÃO



Bom dia e bom domingo!

Hoje de manhã, quando abri o correio eletrónico, recebi um mail de um endereço estranho mas que, por alguma razão resolvi abrir e não deitar fora como é o meu costume, com emails de desconhecidos. E em boa hora o fiz porque isso veio dar-me oportunidade de saber da existência e das actividades do
MUSEU DO PÃO em Seia. Claro que fiquei com pena do Museu não ser por aqui, mais perto de mim, pois gostava de ir à Tertúlia anunciada, cujo anúncio publico e ver o trabalho que, naquele local, estão a desenvolver para que não desapareça a arte de bem fazer o bom pão português. Nestes tempos em que, cada vez mais, a comida tem sabor a "artificial" é bom saber que há Câmaras que se preocupam e cidadãos que pretendem que os bons sabores e a saudável comida "à portuguesa", não caiam em desuso.


Aqui fica o anúncio da Tertúlia(abraços precisam-se) e a recomendação de que, por este país fora, se comprometam a apoiar o que de bom se vai fazendo por aí... para memória futura...
Um belíssimo domingo para todos, já que este sol nos convida a caminhar e a respirar ar puro!

  • segunda-feira, fevereiro 04, 2008

    Vistam a pele que pretenderem…
    Toquem alaúdes e trompetas…
    O dia acaba com um vazio
    Onde começa a mágoa,
    Destes dias que deixaram de parecer,
    Dias de festas, das festas que eram outrora.
    O que há agora?

    Onde andarão as crianças que nós éramos?
    Onde estarão os risos descuidados que vestíamos,
    Num disfarce de colombina ou arlequim?
    Ai…como o tempo muda e mudam estas eras…
    E, por esses dias que eram primaveras,
    Deixo rolar uma lágrima de saudades,
    Neste desfile diário das nossas vidas
    Neste Carnaval perene das vaidades…

    quinta-feira, janeiro 24, 2008

    Tenho pena...

    Tenho pena de ter nascido e viver num país onde a noção de
    sã convivência é um mito; onde os grupos humanos têm quase
    nenhum sentido do que é saber aproveitar o melhor de cada um
    de nós para fazer a sociedade em geral ou o nosso grupo, em particular,
    progredir e melhorar.
    Tenho pena dos esforços que se fazem para nada...
    Dos sonhos que se constroem para alguns acabarem
    por destruir,
    Tenho pena que haja tanta inveja, má língua, mentira
    e muitos sentimentos destrutivos que vão minando, até que
    o sonho se esvaia...
    Gostava de ter crescido e continuar a crescer de uma
    forma sã, de mãos dadas com as pessoas que eu
    julgava que queriam percorrer o mesmo caminho.
    Não é assim este nosso país...não são assim as pessoas reais.
    E os sonhos, esses vão custando cada vez mais caro!
    Isto é um desabafo.
    Abração,
    Dad

    sábado, janeiro 05, 2008

    Prenúncio de tempestade

    Neste suave recanto onde descanso
    Neste pôr de sol, de nuvens resguardado,
    Nem sei se é encanto,
    Se é espanto,
    Sentir-me assim,
    Vestida de sol enluarado.

    Espreito pla janela do meu quarto
    Vejo nuvens pressagiando a tempestade,
    Olhar de espanto quanto olho,
    Vestida deste sol enluarado…

    Já as gaivotas em terra anunciam,
    Tempestade no mar…
    Solto as amarras, solto o meu navio,
    As brumas envolvem as amarras,
    Está frio…
    E eu ali, vestida de tempestade,
    Olho mais uma vez
    Esse sol enluarado…

    E aconchego-me neste recanto,
    Ainda sossegado…

    sexta-feira, dezembro 07, 2007






    Os direitos humanos e este mundo

    O Dia Universal da Declaração dos Direitos Humanos comemorado no dia 10 de Dezembro emergiu no século passado e conseguiu estabelecer e codificar um amplo espectro de direitos políticos, económicos e sociais, deixando a este século a tarefa de zelar pela sua completa aplicação.
    A linguagem dos direitos humanos passou a fazer parte da agenda política diária: os governos julgam-se mutuamente e os programas de fornecimento de ajuda levam em conta os comportamentos nesse campo; as Nações Unidas decidem arriscadas operações em seu nome e as organizações que fazem a sua defesa multiplicam-se em todo o mundo.
    No entanto, basta um olhar aos jornais para se comprovar que há poucos motivos para ilusões sobre a possibilidade do homem se mostrar algum dia mais humano com os seus semelhantes.
    Guerra, fossas comuns, repressão política brutal, selvagens guerras civis, escravidão de dezenas de milhões de crianças no mundo e a morte, ano após ano, por fome e doenças, de milhões de pessoas de todas as idades.
    Segundo a Amnistia Internacional, um em cada três governos empregam a tortura para silenciar a oposição política fazendo com que os direitos estabelecidos na Declaração Universal sejam mera promessa de papel.
    Nessa situação, a Declaração poderia ser descrita como uma lista de boas intenções, sustentada por uma série de convénios, salvaguardados apenas por sanções morais e "carente de poder efectivo".
    A Declaração deu lugar a uma quantidade de protocolos, convenções, comités e grupos de trabalho, "mas temos poucos mecanismos efectivos para proteger os direitos humanos", segundo os analistas.
    A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi uma consequência directa dos horrores da Segunda Guerra Mundial e da era de ditadores que a precedeu.
    Os pioneiros centraram-se na luta pela abolição da escravatura, pela mitigação dos sofrimentos da guerra e na defesa do voto feminino. O movimento sindical lutou, com êxito considerável, pelo reconhecimento dos direitos dos trabalhadores.
    Com a divisão do mundo em dois blocos antagónicos durante a Guerra Fria, os direitos humanos foram sacrificados frequentemente em território da "real-politik".
    No entanto, o movimento dos direitos humanos como expressão da sociedade civil obteve um impulso na década de 70 com o surgimento de grupos na Ásia, América Latina e Europa do Leste, mas infelizmente continuam situações perfeitamente insustentáveis, neste nosso mundo.
    O Sam aqui linkado, desafiou-me para publicar um post sobre o assunto, na contagem decrescente até ao dia 10. Correspondi pois como ser humano, mulher e cidadã do mundo, amanheço diariamente com os ecos das violações dos direitos e das oportunidades a todos os habitantes deste mundo, meus irmãos, vivam eles onde viverem.

    Apesar deste ano se ter badalado muito e trabalhado o possível, neste País, contra as desigualdades, importa actuar como Sophia de Melo Breyner dizia:
    “Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar”…
    Não ignore, aproveite o espaço do seu blog para ajudar a fortalecer esta necessidade de justiça. Ninguém se poderá sentir bem no aconchego da sua casa e da sua família, sabendo de todas as atrocidades que diariamente, a toda a hora, acontecem neste mundo.
    Vamos todos badalar esta situação em contagem decrescente até ao dia 10 de Dezembro?

    Estou certa que sim!
    Obrigada a todos por nos escutarem!




    “A Terra é um só País e a Humanidade os seus cidadãos”
    Bahá’u'llah

    quarta-feira, dezembro 05, 2007

    Este é o mês do Natal, Festa da família, lembrança do nascimento de Jesus, o Cristo. Ocasião em que deveríamos preocuparmo-nos mais em ler dentro de nós tudo o que de belo e bom nos foi ensinado por Ele e pelos outros Manifestantes de Deus. Deveríamos sentir a nossa mais sincera gratidão pelo infinito amor que Deus tem tido por todos nós,quando nos manda tão importantes Seres - os Manifestantes - para nos ajudarem a evoluir espiritualmente e melhorar a condição da vida neste nosso planeta, morada temporária de todos nós.
    No entanto e apesar de todos sabermos isto, transformámos este tempo comemorativo, oportunidade de crescermos espiritualmente, numa comemoração quase pagã em que o consumismo é Rei e os Centros Comerciais as catedrais dos nossos enganos.Na realidade, preocupamo-nos com a tradicional troca de presentes entre familiares, parentes e amigos, como se isto fosse a coisa mais importante dessa grande data.

    Tomara que este possa vir a ser um Natal diferente. Tomara que cada um de nós possa começar a pensar mais nos outros e menos em si, ajudando assim a que a caminhada se torne um pouco mais leve para todos.

    Um lindo Natal para todos!
    Dad

    sexta-feira, novembro 23, 2007

    CONVITE PARA O PRÓXIMO DOMINGO









    Estão todos convidados para a homenagem musical a ZECA AFONSO
    Que se realizará no grande Auditório do Colégio Maristas, de Carcavelos,
    No próximo dia 25 de Novembro, Domingo, pelas 18.30H

    Actuarão:

    Banda de Janes com as canções do Zeca
    E os Coros patrocinados pela CMCascais
    Com a Orquestra Sinfónica Cascais /Oeiras

    Por favor divulguem esta homenagem.



    Eu lá estarei a cantar!

    Obrigada,
    Dad

    segunda-feira, novembro 19, 2007

    Homenagem ao Zeca Afonso

    Vou ter o prazer de cantar com os Coros da minha zona e a Orquestra de Cascais/Oeiras, a Balada de Outono do Zeca Afonso.A versão do Youtube que aqui coloquei são os antigos orfeonistas de Coimbra, mas a nossa versão vão ser vozes de mulheres e homens.

    terça-feira, outubro 09, 2007

    Do fundo do coração vos digo que vos estou muito agradecida
    por todas as vossas palavras de carinho neste blog, mas vou dar um tempo
    ao tempo para reflectir e portanto voltarei quando for possível para o meu
    coração.
    Dad










    quinta-feira, setembro 06, 2007


    Foste, neste mundo, o maior entre os maiores


    Foste o melhor cantor que conheci,


    Trouxeste o cântico lírico a todos - aos ricos e aos pobres -


    porque cantaste em todos os lugares.


    Ás cinco da madrugada a tua voz calou-se, para sempre,


    neste plano.


    Vais continuar a cantar com os anjos, certamente


    porque fizeste muita gente feliz por aqui, começando por mim!




    Descansa em paz!

    Os trilhos da vida

    Pelos trilhos da linha esquecida
    onde outrora havia vida e risos de crianças,
    comboios a circular e gente a cirandar,
    percorro os caminhos de um país desabitado,
    com tendência a perder a alma.
    Levar-me-ão onde?
    E porque vou?
    até quando?

    quarta-feira, agosto 29, 2007

    PARABÉNS NELSON ÉVORA!
    Todos os teus amigos, eu incluida, estamos muito orgulhosos de ti!
    Grande, grande abraço e beijinho, cheios de carinho.
    Mereces muitooooooooo!!!!

    quinta-feira, agosto 23, 2007

    Para quem ainda não sabe...


    E.T.
    Disseram-me, há pouco, que esta notícia não é verdadeira...
    Como não sei se é ou não porque não conheço nenhum astrónomo,
    vou ficar na expectativa de que seja verdade...porque certamente
    seria muito belo e excitante! De qualquer modo,
    Bom fim de semana para todos!




    PLANETA MARTE - 27 DE AGOSTO DE 2007.







    A 27 de Agosto o mundo inteiro irá esperar... O Planeta Marte irá ser o mais brilhante no céu da noite de Agosto . Irá ser tão grande como a lua cheia a olho nu.


    Isto irá ocorrer a 27 de Agosto quando Marte ficará a 34.65 Milhas da Terra.


    Certifica-te que estarás a olhar para o céu a 27 de Agosto as 24:30m.


    Irá parecer que a Terra tem duas luas.



    A próxima vez que Marte irá estar tão próximo será em 2287.
    Partilha esta informação com os teus amigos pois ninguém que esteja vivo hoje poderá ver outra vez!.....

    domingo, agosto 12, 2007

    Faria hoje 100 anos!


    Cantico


    Mundo à nossa medida

    Redondo como os olhos,

    E como eles, também,

    A receber de fora A luz e a sombra,

    consoante a hora

    Mundo apenas pretexto

    Doutros mundos.

    Base de onde levanta

    A inquietação,

    Cansada da uniforme rotação

    Do dia a dia.


    Mundo que a fantasia

    Desfigura

    A vê-lo cada vez de mais altura.

    Mundo do mesmo barro

    De que somos feitos.

    Carne da nossa carne

    Apodrecida.

    Mundo que o tempo gasta e arrefece,

    Mas o único jardim que se conhece

    Onde floresce a vida.


    Miguel Torga