segunda-feira, julho 30, 2007



Este homem que faleceu hoje, Ingmar Bergman, preencheu, com os seus filmes, muitos dos momentos "pensantes" da minha juventude, no tempo em que lia os Cahiers du Cinema e via Bergman.
E a seguir a notícia do falecimento de Antonioni. Digo em relação a ele, o que disse sobre o Bergman.

Realizaram filmes absolutamente fantásticos e inesquecíveis e lá seguiram para as paragens onde continuaremos imortais se os nossos amigos e os nossos admiradores se lembrarem de nós.

sexta-feira, julho 20, 2007

A amargura

A amargura aproximou-se de mim
E segredou-me ao ouvido,
Não me deixando sinais
Nem de esperança, nem de confiança.

A amargura recusou-se a ouvir
Os meus gemidos e a minha dor...
A amargura tomou formas bem distintas…
Olhou-me de lado e não me entendeu…

A amargura afastou-se, aproximou-se
E tentou remediar o mal, fazendo-me sinais de fumo.
Eu não podia já compreendê-la,
Não podia já entendê-la,
Era tarde e a noite era escura...
Era tarde e ela já estava instalada em mim…

Dad

sexta-feira, junho 29, 2007

Este é um poema do AMOR!

Agora que me sinto melhor mas não posso estar muito tempo por aqui, deixo-vos com um excelente poema de António Gedeão e faço votos de que sejam felizes!

Este é o poema do amor.
O poema que o poeta propositadamente escreveu
só para falar de amor,
de amor,
de amor,
de amor,
para repetir muitas vezes
amor,
amor,
amor,
amor.
Para que um dia, quando o Cérebro Electrónico
contar as palavras que o poeta escreveu,
tantos que, tantos se, tantos lhe,
tantos tu, tantos ela, tantos eu,
conclua que a palavra que o poeta mais vezes escreveu foi
amor,
amor,
amor.
Este é o poema do amor.
(António Gedeão)

domingo, junho 10, 2007






Obrigada a todos os meus amigos


que se interessaram por mim e me visitaram, durante este mês complicado.


Felizmente, estou a recuperar e espero que, dentro em breve, a minha visão me permita continuar a postar e a visitar-vos.




Grande beijinho para todos!


Dad

sexta-feira, maio 11, 2007


Conhecia o seu interior, por aquilo que era

e a profundidade dos olhos,sempre belos,
pela forma directa e límpida como me encarava
e falava comigo.
Naqueles olhos não havia malícia
nem qualquer sentimento que não fosse do melhor calibre.

Aos poucos comecei a aprender que olhar os outros
como olhamos a nós mesmos, é muito importante –
É a forma certa.
Por detrás de cada olhar, há sentimentos. É preciso
Saber interpretá-los, saber lê-los,
para melhor compreendermos o outro.

Se calhar os olhos são as primeiras janelas
Onde começamos a vislumbrar o amor,
Qualquer que possa ser a sua forma.

Foi um dia terrível, o dia que tive de fechar os seus olhos…

domingo, maio 06, 2007


Engraçado que desde que o dia da Mãe deixou de ser o dia 8 de Dezembro,
Pouco me lembro deste dia como sendo o dia da Mãe, não fosse o meu filho lembrar-mo e fazer alguma coisa para me agradar, especialmente.

E, no entanto, poucos dias haverá que não me lembre da minha mãe, no tempo que era
Ela que me orientava no meu caminho e mais tarde, do tempo que era eu que, de algum modo, fazia de sua mãe, nesses tempos em que começam a ser invertidos os papéis.

O tempo, nesta vida, é muito curto! Quando o dia da partida chega, ficam sempre muitas coisas por dizer, por fazer.

Acho que recomecei a valorizar estes dias, pois o tempo é curto e vida esvai-se
Mais depressa do que nós sentimos.

Um feliz dia para todas as mães!

sábado, abril 28, 2007

No azul incandescente do mar,
No brilho intensíssimo do sol,
Nas gotas salgadas da água que me afaga,
Pressinto um saltitar de peixes prateados
Rumo ao país onde começa a aventura…

E, mansamente,
fecho os olhos e admiro o mundo por dentro de mim mesma…
Ali não existe senão tranquilidade,
Um suave marulhar de música aquática,
Gaivotas em fundo,
E sobretudo o sonho, sempre o sonho…

quarta-feira, abril 25, 2007

Na Foto: Salgueiro Maia




Ah como me dói este tempo de cravos em vias de murchar…
Ah como me dói este país sempre adiado…
Ah como me dói a vida a esfumar-se sem eu ver,
O país sonhado por quantos morreram nas prisões,
Os que foram desterrados,
porque ansiavam pela Liberdade!
sem poder ver os seus sonhos no real,
Lutaram e morreram sem saber,
Se haveria de cumprir-se Portugal

Ah! Que não esqueço essa clara madrugada
Que nos trouxe a esperança por todos ansiada,
Derrubado o regime, derrubada a opressão
O canto fluiu pelas ruas da cidade..
As armas enfeitaram-se de cravos e abraços
O povo acredita que é possível, real e tangível
A LIBERDADE!

VIVA O 25 DE ABRIL! SEMPRE!!!

terça-feira, abril 24, 2007

Tomei consciência...

Tomei consciência...
...que embora o golden award fosse uma "corrente" de brincadeira - foi assim que o tomei - fui sensível à opinião de um amigo que me veio falar e bem, que este tipo de coisas podem parecer muito mal àqueles que não foram mencionados. Reflecti e achei que ele tem razão.Por isso, vou apagar aquele post pois acho que não quero que alguém se sinta ofendido quando entra neste blog.

Para todos um grande abraço e a Margusta que me perdoe.

sexta-feira, abril 20, 2007

A chegada de mais um dia 25 de Abril

Liguei a TV e vi imagens que me eram familiares à memória.
Anos 60.
Partes interessantes vividas nos meus dezoito anos. Um enlevo.
E depois o reverso da medalha.
A lembrança das perseguições,
Das prisões, do Portugal amordaçado, da casinha portuguesa,
Pobrezinha e humilde onde deveria não faltar o pão e o vinho
sobre a mesa, mas às vezes faltava...
E as prisões e os desterros e a guerra em África e os mortos e os feridos
E os que não se curaram, até hoje, das mazelas psicológicas…e Cunhal e Soares
A se abraçarem e nós todos a pensarmos que tudo iria ser muito diferente.

Diferente felizmente é e muito.
No 25 de Abril, eu estava em Luanda. Ouvimos a notícia pela BBC e ninguém
queria acreditar. No escritório, nada de ligações para Lisboa, nem os telexes a
funcionar. O medo, a angústia, a grande expectativa e depois a alegria total.

Hoje temos liberdade de expressão, podemos fazer greve sem que nos prendam
(era bom que já não fosse preciso!)e tantas coisas mais, belas todas elas e que foram conquistas de Abril mas que, perante o momento que se vive, já são questionadas por muitos, porque a memória é curta.Hoje temos liberdade – essa não pode ser posta em causa! - mas estamos cada vez mais dependentes do que os Senhores da Europa
querem fazer de nós e o desemprego continua a aumentar e a piorar, e os feudos são cada vez maiores…
Mas a tristeza instalou-se há muito entre nós e o desencorajamento e o medo
Do futuro é um bicho cada vez mais medonho.

Diria que agora precisamos de muita coragem e esperança, expectadores quase incrédulos que somos do que se passa
neste pequeno país que continua com muitos saudosistas doentios, esses que até puseram Salazar como o maior português
De sempre.

A memória é curta, muito curta.

Ainda há dias estive num local onde pressupostamente gente de Abril iria cantar
Zeca e Adriano e fizeram-no.
Mas quando começámos a gritar que queríamos cantar a Grândola, grande parte
do pessoal já não sabia os versos da canção…

A memória é curta, muito curta!


segunda-feira, abril 16, 2007

CAMINHAR NO DIA 25 DE ABRIL DE 2007!

Tenho que pedir desculpa à Susana do blog Desabafos - Casos Reais,(http://casosreais.blogspot.com/) porque, no meio da confusão de tanta gente, no jantar dos bloggers, acabei por me esquecer de divulgar a caminhada que ela está a organizar para o dia 25 de Abril de 2007!
Susana desculpa! Vou fazer tudo para continuar a ajudar a divulgar a iniciativa.
Portanto, agradeço que cliquem no blog aqui lincado para ali se inscreverem e ajudarem a promover o passeio.
Acho que é iniciativa saudável a apoiar, num dia festivo
como é o 25 de Abril.

domingo, abril 15, 2007

As fotos do jantar bloguista de 14 de abril - Parede




Gentilmente postas à disposição de todos para serem admiradas, vejam as fotos da reportagem do jantar de ontem, admiravelmente feita pelo nosso amigo do blog Sete Mares, a quem agradecemos reconhecidamente esta magnifica lembrança daquele jantar.cliquem aqui

terça-feira, abril 10, 2007

É LÁ! PESSOAL!

ESTIVE AGORA, ÀS 23.32h, A CONTAR OS INSCRITOS PARA O NOSSO JANTAR E JÁ SOMOS 82!

ISTO É QUE É PESSOAL FIXE!
ESPERO QUE O JANTAR SEJA UM MOMENTO MUITO AGRADÁVEL PARA NÓS TODOS!

ISTO FOI UMA NOTA DE ÚLTIMA HORA!

BEIJINHOS,
DAD


NÃO SE ESQUEÇAM! O JANTAR DOS BLOGS É JÁ NO PRÓXIMO SÁBADO!

VOU AINDA PEDIR AOS BLOGGERS QUE FOTOGRAFAM BEM QUE LEVEM AS SUAS MÁQUINAS E FAÇAM BOAS FOTOS PARA PUBLICARMOS O EVENTO PARA AQUELES QUE NÃO PODEM ESTAR PRESENTES E TAMBÉM PARA MAIS TARDE RECORDARMOS.

BEIJINHOS PARA TODOS!
DAD

AINDA SE PODEM INSCREVER AQUI





Na parede, uma mancha de cristal suspensa
Do tecto, uma luz bruxeleante que inflama
No chão, um coração abandonado,
Na janela, um vulto indistinto
No corredor, um grito rouco
Na porta aberta – uma promessa de vida!

quinta-feira, abril 05, 2007

JANTAR BLOGUISTA DA PRIMAVERA

ATÉ HOJE,JÁ SE INSCREVERAM NESTE JANTAR 64 PESSOAS!




NÃO SE ATRASEM!
Os que chegarem para o jantar, por favor façam o possível por estar no restaurante cerca das 18,30H/19,00H para termos tempo
de conviver e conversar antes de começarmos a
jantar. Claro que creio que vai haver tempo para conversas mesmo durante o jantar porque se trata de um jantar buffet, mas...


quarta-feira, abril 04, 2007

DESEJO-VOS UMA PÁSCOA 2007
MUITO FELIZ!
Que ela possa ser:
Um momento de PAZ;
Um momento de Reflexão;
Um momento de Amor;
Um momento de Alegria
Um momento de Caridade
Um momento de Solidariedade,
Um passo mais para a UNIDADE!
Um beijinho para todos os que me visitem!

sábado, março 31, 2007

ATENÇÃO - JANTAR DOS BLOGUISTAS DIA 14 DE ABRIL
PARA INSCRIÇÕES CLIQUE AQUI
Quando chegaste,
trazias contigo
A esperança de dias luminosos,
Noites cheias de perfumes
E viagens a países do sonho…

Quando chegaste,
Não era cedo…
Já tínhamos perdido os alvores da primavera
E súbitos verões ainda rossoavam
Em outonos que se adivinhavam.

Afinal, chegaste numa primavera
com sabor a Outono.
As folhas caídas chamaram-nos,
E subitamente, sem que déssemos por isso,
Aproximou-se o Inverno...
Mas não é que o Inverno
pode ser aconchegante e belo,
Se instalarmos uma primavera perene, dentro de nós?

quarta-feira, março 21, 2007

Em dias de (des)esperança...

Ter olhos e já não ver
Ter ouvidos, não ouvir
Do que tenho para dizer
Nem sei o tamanho do discurso
Os dias vão correndo o seu curso
Desmaiando nas esquinas do medo.
Das ruas que percorro por aí...

Aprendi a linguagem das aves e das flores
Dos trinados do vento, sei escutar os zunidos
E entender as palavras.
Sussuros de outras eras
Em que eu, menina,
Aguardava da vida aquilo que ela não me deu
Já me revoltei, já amei, já desesperei,
Hoje acho que estou mais tranquila
E sem revolta
Na volta da vida, tudo vai passando…
Até quando?