UM ESPAÇO DEDICADO À PINTURA E À ESCRITA ESPAÇO DE PARTILHA COM TODOS OS MEUS AMIGOS DE TODOS OS CANTOS DESTA NOSSA TERRA, DIGO, PLANETA TERRA, POIS, POR ENQUANTO, AINDA SÓ SONHO COM AS OUTRAS GALÁXIAS...E FICO COM OS PÉS FIRMES POR AQUI...
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Algumas fotos que me foram gentilmente envidas pela Cascata de Luz
MAIS UMA PEQUENA REPORTAGEM DO JANTAR BLOGUEIRO
Á esquerda - o Anarca Disciplinado, A Sonhadora, o Recordações de um Baú, a Momentos de Luar, o Klepsidra, Sopa de Nabos, a Casos e Desabafos, o Perplexo, a Eva e As Causas da Júlia.
Na primeira o Dragão Yury com a Cascata de Luz, pelo meio o Klaus, marido da Cascata de Luz às voltas com a Boroa, a tentar descobrir como se "atacava" a dita e depois muitos sorrisos, muitas conversas, ora encaloradas ora brandas, como sempre acontece quando muita gente se junta para conviver, porque meus amigos, viver é fácil - CONVIVER é que é difícil!
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Aqui está uma das minhas pinturas, em técnicas mistas com relevos, que eu dedico a todos aqueles que
estiveram no jantar blogueiro e de quem não tenho fotos para recordar.
Foi um jantar interessante e gostei de conhecer aqueles que só conhecia dos
blogs,embora houvesse lá gente que eu já conhecia de outros Encontros.
Para todos um grande abraço,
Gostei de estar convosco!
Dad
terça-feira, janeiro 23, 2007
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio
E suportar é o tempo mais comprido.
Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só dos teus olhares me purifique e acabe.
Há muitas coisas que eu quero ver.
Peço-Te que sejas o presente.
Peço-Te que inundes tudo.
E que o teu reino antes do tempo venha.
E se derrame sobre a Terra
Em primavera feroz
precipitado.
Sophia de Mello Breyner
Jantar dos Bloggers
Tomei a Liberdade de ajudar o nosso Amigo Augusto
do blog Klepsidra a divulgar este jantar,
pois há muitos bloggers novos
que certamente gostarão de encontrar quem já anda há
mais tempo nestas andanças.
Convido os meus alunos da CVP a aproveitar
esta oportunidade para encontrarem gente gira
que gosta destas coisas!
Encontro de Inverno
Nada melhor para começar o novo ano
do que um jantar de confraternização
para rever os amigos.
No próximo de 27 de Janeiro,
vai acontecer mais um encontro
da comunidade blogueira, para o qual,
desde já, estão todos convidados a participar.
Local do Jantar
Restaurante Tacho da Memória
Rua Francisco Relvas Marques, lote 2, loja 2
Odivelas(Junto aos Bombeiros de Odivelas
e a cerca de 500 metros da estação do Metro
do Senhor Roubado – Linha Amarela)

Este é o mapa do local onde está o
restaurante.
FAZEM FAVOR VÃO LÁ INSCREVER-SE NO BLOG KLEPSIDRA
QUE ESTÁ LINKADO AQUI NO MOMENTOS DE LUAR, TÁ?!
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Ano Novo...vida nova?

Ano Novo, vida nova?
Ou vida velha, tão igual…
Os sonhos compram-se
Com doze badaladas,
E um tinir de taças
De cristal?
Ano Novo, como eu te quereria
Feito anjo de Boas Novas feito,
Sol entrando na janela do desejo
Criança saltitando em correria…
Mas, ai de mim…
Cada vez que à volta olho,
Vejo tudo tão igual…nada mudou…
Os mesmos ódios,
As mesmas desigualdades,
A mesma falta de amor,
As mesmas leviandades,
Esta sensação, este torpor
De festejarmos a entrada
De alguém que se disfarçou de novo,
Sendo velho,
De alguém que volta, entrando de outro lado,
E vai deixando tudo,
Neste mundo assim…
No mesmo estado…
Nada mudado!
Que mundo legaremos aos nossos filhos
Um mundo onde se viva decentemente,,,
Ou o quê???
Ou vida velha, tão igual…
Os sonhos compram-se
Com doze badaladas,
E um tinir de taças
De cristal?
Ano Novo, como eu te quereria
Feito anjo de Boas Novas feito,
Sol entrando na janela do desejo
Criança saltitando em correria…
Mas, ai de mim…
Cada vez que à volta olho,
Vejo tudo tão igual…nada mudou…
Os mesmos ódios,
As mesmas desigualdades,
A mesma falta de amor,
As mesmas leviandades,
Esta sensação, este torpor
De festejarmos a entrada
De alguém que se disfarçou de novo,
Sendo velho,
De alguém que volta, entrando de outro lado,
E vai deixando tudo,
Neste mundo assim…
No mesmo estado…
Nada mudado!
Que mundo legaremos aos nossos filhos
Um mundo onde se viva decentemente,,,
Ou o quê???
Dad
sábado, dezembro 23, 2006
PORTINARI E NATAL
Agradeço ao amigo João Portinari as notícias e a reprodução
da pintura natalícia do seu pai.
Abraços e beijinhos para todos. aí no Brasil e a todos os
bloggers e aos ainda não bloggers
que me visitam.
BOM NATAL!
domingo, dezembro 17, 2006
É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?
David Mourão-Ferreira
Como ando muito atarefada por aí
e tenho medo de não me poder dirigir a vós até ao Natal
venho já pôr aqui o Pai Natal no meu Momentos, fazendo
votos que esta quadra possa ser… apesar da foto profana que aqui coloco,
um bom momento de reflexão, harmonia, paz, amor e
muita alegria com a vossa família e amigos.
Que sejam os altos valores que nos guiem e não os valores que das grandes superfícies comerciais
apelam ao consumismo com os seus néons…
Que a alegria e a paz estejam no nosso interior e não na quantidade e qualidade
De presentes que recebemos!
Daqui, vos desejo muita FELICIDADE!!!
BEIJINHOS PARA TODOS
DAD
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Se me amas, procura compreender a minha alma livre
Que, nas asas do pensamento,
Vagueia por montes, vales e montanhas,
Que por mares se perde nas lonjuras…
Que se deleita nas extensões de azul, verde e branco
Que voa como gaivota, e em delírios de céus…procura as alturas…
Esta é a minha alma que, em cada dia,
Canta como se fosse a última vez…
E se consome como uma vela ardente
Na procura incessante do provir…
Consagrando nos gestos e na doacção
Um coração carente…
Se me amas não me acorrentes,
Chamando de amor às cadeias com que me prendes,
Se me amas, ama-me com cuidado,
Não vás quebrar, ainda mais, os vidros já quebrados
Que, nas asas do pensamento,
Vagueia por montes, vales e montanhas,
Que por mares se perde nas lonjuras…
Que se deleita nas extensões de azul, verde e branco
Que voa como gaivota, e em delírios de céus…procura as alturas…
Esta é a minha alma que, em cada dia,
Canta como se fosse a última vez…
E se consome como uma vela ardente
Na procura incessante do provir…
Consagrando nos gestos e na doacção
Um coração carente…
Se me amas não me acorrentes,
Chamando de amor às cadeias com que me prendes,
Se me amas, ama-me com cuidado,
Não vás quebrar, ainda mais, os vidros já quebrados
da minha alma ferida...
Não tenho tempo para recompô-los…
Não tenho tempo para recompô-los…
Se me amas, procura que eu me sinta querida...
Lembra-te que a vida passa,
E cada minuto é importante!
É preciso regar o canteiro da flor do amor…
Não queiras transformá-lo num monte de espinhos,
Onde, em vez de carinhos,
Lembra-te que a vida passa,
E cada minuto é importante!
É preciso regar o canteiro da flor do amor…
Não queiras transformá-lo num monte de espinhos,
Onde, em vez de carinhos,
poderás plantar e colher… só a dor…
Se me amas, procura compreender a minha alma …
Se me amas, procura compreender a minha alma …
Cada alma é una, única e sem igual!
Se me amas, procura compreender a minha alma universal…
Se me amas, procura compreender a minha alma universal…
sexta-feira, novembro 03, 2006
Ao longe, ao cair da tarde,
Vejo nuvens róseas que são os teus cabelos...
De montanhas pintados,
de cerros e vales feitos,
de montanhas mágicas emoldurados,
feitos pregas de túnicas de virgens puras
deleitadas ao vento, nas noites de luar
convido o inverno a chegar...
e às altas montanhas de cabelos rugosos
vou murmurar...
É noite! espero-te cheia de manchas de sol e chuva
numa harmonia sinuosa de sons
que se embrulham nos corredores do medo!
É noite! espero-te com a calma sobressaltada dos enleios
espero-te feliz porque vou reencontrar-te...
Aí vens, montado num alado cavalo selvagem,
espero-te por detrás da vidraça
à nossa volta o silêncio...
o respirar entrecortado de anseios...
Espero-te e com um sorriso antevejo a chegada!
Espero-te com um cântico de amor, na madrugada!
segunda-feira, outubro 23, 2006
Todas as cartas de amor são ridículas.
Porque se não fossem ridículas,
Não seriam cartas de amor.
Fernando Pessoa
Apertavas-me com beijos
Segredavas-me ao ouvido
Aconchegavas-te a mim
Despertavas os desejos,
Quero encontrar-te aqui, ali e acolá
Com todos os sentidos te procuro
Na ilusão da noite te procuro…
Junto ao mar, como gaivota, ouço os teus ais...
Nas ondas do meu mar… os teus sinais…
Para quando esses dias de ternura,
Da lembrança do que não morreu?
Para quando encontrar-te numa esquina?
Olhar para ti e sentir-me uma menina,
Apertares-me nos braços,
Segredares-me ao ouvido
O que eu quero ouvir.
E, por fim…
Deixares-me adormecer?
quarta-feira, outubro 11, 2006
O amor nasceu ali,
naquele lugar perdido
de todo o pensamento de ternura.
Entre cactos e cepas e trigo não ceifado,
na lua vista ao longe, no céu enluarado,
o olhar desse amor na seara deserta
abriu-nos os seus braços
de alegria e cansaços...
E cegos do enleio desse trigo maduro
sedentos desse mosto que o amor produz
unimos as nossas almas e os corpos também,
sorvemos desse vinho que no amor vem.
E no abraço súbito da branda loucura,
pensámos em fontes, em água tão pura
nunca vislumbrada... que a sede era tanta...
de todo o pensamento de ternura.
Entre cactos e cepas e trigo não ceifado,
na lua vista ao longe, no céu enluarado,
o olhar desse amor na seara deserta
abriu-nos os seus braços
de alegria e cansaços...
E cegos do enleio desse trigo maduro
sedentos desse mosto que o amor produz
unimos as nossas almas e os corpos também,
sorvemos desse vinho que no amor vem.
E no abraço súbito da branda loucura,
pensámos em fontes, em água tão pura
nunca vislumbrada... que a sede era tanta...
A fonte é distante, longe na paisagem...
A fonte para nós, amor,
É pura miragem!!!
quarta-feira, setembro 27, 2006
Procurei-te nas nuvens do crepúsculo
Desesperadamente vi o sol se pôr,
Dentro de mim, o deserto imenso…
A sensação de perda…e de dôr…
Precisei dar um nome a esse instante.
Foi o teu nome aquele que escolhi,
Nome de amigo,nome de amante,
Chamei-te horas e horas,
Que perdi…
Perdi de ti a imagem e o sentido,
A ausência, a distância, o sentimento…
De ti, ficaram formas indecisas,
Lembranças desvanecidas pelo tempo,
Palavras distantes, sem sentido…
Desesperadamente vi o sol se pôr,
Dentro de mim, o deserto imenso…
A sensação de perda…e de dôr…
Precisei dar um nome a esse instante.
Foi o teu nome aquele que escolhi,
Nome de amigo,nome de amante,
Chamei-te horas e horas,
Que perdi…
Perdi de ti a imagem e o sentido,
A ausência, a distância, o sentimento…
De ti, ficaram formas indecisas,
Lembranças desvanecidas pelo tempo,
Palavras distantes, sem sentido…
Um lamento...
Procurei-te nas nuvens do crespúsculo…
Desesperadamente vi o sol se pôr.
Já nem busco entender, nem te encontrar.
De ti, como um rosário velho e solto,
Surgem imagens desse tempo do amor,
Conto, uma a uma, as pérolas da amargura
Pasmo como te amei,
Procurei-te nas nuvens do crespúsculo…
Desesperadamente vi o sol se pôr.
Já nem busco entender, nem te encontrar.
De ti, como um rosário velho e solto,
Surgem imagens desse tempo do amor,
Conto, uma a uma, as pérolas da amargura
Pasmo como te amei,
sofregamente e com loucura!
terça-feira, setembro 19, 2006
A MINHA PRIMA ZÉZÉ
Desde sempre a conheci assim!
Uma artista em muitas vertentes.
Fez-me bonecas de trapos com cabeleiras de lã e olhos de caroços de néspera
e coloriu os meus sonhos com histórias inventadas no momento - histórias de encantar,
de princesas aprisionadas e infelizes que um cavaleiro andante,
aparecido do nevoeiro,
belo e audaz,
haveria de tirar do seu mar infindável de sofrimentos,
restituindo-lhes a alegria e dando-lhes grande felicidade.
Cantou para nós, as primas mais novas, todas as canções da moda.
Para nós, ela era a Menina da Rádio, pois até é verdade!
cantou mesmo numa rádio e enchia de alegria os serões na quinta da nossa avó,
com as suas canções da "moda", no momento!
Ainda hoje pasmo com a sua alegria, a sua espontaneidade, a sua vivacidade,
a sua modernidade, o seu amor pelos outros.
Agora, tornou-se voluntária num hospital e ali dá alegria,
ajuda e ouve os doentes no seu dia a dia
e,...criou um Blog!!!
para postar os seus poemas e as suas memórias.
A minha prima ZéZé é uma pessoa muito especial - uma artista
que poderia ter singrado pela vida como poeta ou escritora,
quando ainda era tempo de ser tempo.
Foi amiga da Rosa Colaço e do Romeu Correia,
que muito a apreciavam e gostavam dos seus textos e dos seus poemas.
Acabou por nunca sair para a ribalta...mas a vida é sempre assim...
poucos são os talentosos que têm chance de subir ao conhecimento dos seus irmãos,
nesta caminhada terrena... A sua timidez, claro, não ajudou…
De qualquer forma e como uma muito singela homenagem
a este ser cheio de coragem, amor, talento e dedicação ao próximo,
escrevo estas palavras com muito carinho e apreço.
Se quiserem visitá-la, no seu blog, ela está linkada neste blog, o nome do blog é
poesia aplicada!
Beijinhos ZéZé!!!
E aqui vai o último dos poemas que postou no blog. Nunca mais postou nada. Penso que estará um pouco desencorajada! Vale a pena visitá-la.
Vou ficar contente!
Beijinhos para todos, meus Amigos!
Levanto-me vestida de cor da noite
enfeitada com um cinto de nuvens,
anéis e estrelas e canto, canto!.........
encho de salmos a solidão,
meus lábios não sabem por onde iniciar-se pela viagem,
ou apenas pelo beijo.
mas canto, canto!.......
e a claridade quando vem,
enfeitiça os meus olhos,
e... muito baixinho
informo os meus ouvidos,
do segredo da ultima aventura...
Zézé
terça-feira, setembro 12, 2006
Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.
Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.
Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe...
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.
Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.
Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe...
(Sophia de Mello Breyner Andersen)
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