É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?
David Mourão-Ferreira
Como ando muito atarefada por aí
e tenho medo de não me poder dirigir a vós até ao Natal
venho já pôr aqui o Pai Natal no meu Momentos, fazendo
votos que esta quadra possa ser… apesar da foto profana que aqui coloco,
um bom momento de reflexão, harmonia, paz, amor e
muita alegria com a vossa família e amigos.
Que sejam os altos valores que nos guiem e não os valores que das grandes superfícies comerciais
apelam ao consumismo com os seus néons…
Que a alegria e a paz estejam no nosso interior e não na quantidade e qualidade
De presentes que recebemos!
Daqui, vos desejo muita FELICIDADE!!!
BEIJINHOS PARA TODOS
DAD







