UM ESPAÇO DEDICADO À PINTURA E À ESCRITA ESPAÇO DE PARTILHA COM TODOS OS MEUS AMIGOS DE TODOS OS CANTOS DESTA NOSSA TERRA, DIGO, PLANETA TERRA, POIS, POR ENQUANTO, AINDA SÓ SONHO COM AS OUTRAS GALÁXIAS...E FICO COM OS PÉS FIRMES POR AQUI...
Toca a ser solidário!A associação "Abraço" recebeu 30 meninos com HIV. Estamos a necessitar de roupa para rapariga (qualquer idade) e para rapaz precisamos dos 6 aos 14 anos para este projecto (trinta crianças a cargo). Se quiserem colaborar contactem se faz favor para: Maria José Magalhães Telef.: 213 974 298 (Associação "Abraço"). Se não puderem ajudar pelo menos passem a mensagem para os vossos contactos, por favor, não custa nada e pode estar a fazer a diferença. Obrigado!!!
Venho falar-vos de um livro de receitas para crianças muito engraçado, que acabou de ser editado através da editora Sopa de Letras, pela Acreditar - Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro. Vai estar à venda directamente na Acrediar (R. Prof.Lima Basto nº 73 em frente do IPO) ou nas livrarias já de 21 de Novembro. Não deixem de o comprar para oferecer aos vossos filhos, sobrinhos, afilhados, primos, e amigos....e ao mesmo tempo ajudarem uma boa causa.
Se puderem, divulguem a familiares e amigos.
Obrigada a todos ISTO NÃO É PROPAGANDA DA EDITORA É UM PEDIDO PARA AJUDA MESMO QUE ESPERO, DIVULGUEM A TODOS OS AMIGOS, NESTA ÉPOCA DE NATAL! SEJAMOS SOLIDÁRIOS - S E M P R E!!!
Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior. Ele então disse ao Mestre:- "Porque me estou a sentir inferior? Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente senti-me inferior e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Porque estou a sentir-me assustado agora? "O Mestre falou:- "Espere. Quando todos tiverem partido, responderei. "Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai perguntou novamente:- "Agora você pode responder-me porque me sinto inferior? "O Mestre levou-o para fora. Era um noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse:- "Olhe para estas duas árvores, a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado da minha janela durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior "Porque me sinto inferior diante de você? Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é o facto, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso. "O samurai então argumentou:- "Isto acontece porque elas não se podem comparar. "E o Mestre replicou: Então não precisa perguntar-me. Você sabe a resposta. Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é e simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo. Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer. Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica, ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na Natureza, tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida.
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ... e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.
Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte... Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE!
APARENTEMENTE, ESTE TEXTO NÃO É DE EDUARDO PRADO COELHO Acabei de receber um email que me informa que este texto não é do Eduardo Prado Coelho e nem foi do Ubaldo Ribeiro. Aparentemente começou por ter sido escrito no Brasil e exportado para Portugal, com adaptações. A César o que é de César! Se não é do EPC peço desculpa de o ter publicado, mas acreditei que fosse, até porque não me parece que qualquer português não sinta que quase tudo o que aqui é dito é verdade. Possivelmente os nossos irmãos brasileiros sentirão o mesmo. E já agora leiam o link que abaixo publico para melhor informação. Não apago o texto pois tenho comentários publicados e respeito os comentadores, mas como respeito quem se dizia ser o autor e afinal não é, também aqui vão as minhas desculpas a ele e a todos os leitores. Coisas destas acontecem e são aborrecidas mesmo. Aí vai o link: http://ablasfemia.blogspot.com/2005/11/anatomia-de-um-11-boato.html
Em determinada ocasião alguém perguntou a Galileu Galilei: - Quantos anos tens? - Oito ou dez, respondeu Galileo, em evidente contradição com sua barba branca. E logo explicou:- Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais, como não temos mais as moedas que já gastamos. Crescemos em sabedoria se valorizarmos o tempo como Galileo Galilei. Dizemos espantados:- Como passa o tempo!! Mas na verdade, somos nós que passamos. O astrônomo italiano sabia que aqui estamos de passagem. Somos peregrinos e é bom pensar na meta que nos espera... A certeza de que o nosso caminhar terreno tem um final, é o melhor recurso para valorizarmos mais cada minuto. Assim podemos aproveitar o que realmente temos: o presente. Convém desfrutar cada dia como se fosse o último. O ontem já se foi e o amanhã ainda não chegou.
Um fósforo, um chocolatinho, uma chávena de café e um jornal:
Estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que conheço.
Um homem estava a conduzir há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia.
Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre saudou-o amavelmente:
"- Bem-vindo ao Venetia!"
Três minutos após essa saudação, o hóspede já estava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.
No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira, para ser riscado. Era demais! Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte.
Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registo). A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, naquele local, até então. Assinou a conta e voltou para o quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira.
Qual não foi a sua surpresa! Alguém tinha-se antecipado, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e um chocolatinho sobre cada um. Que noite agradável aquela!
Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo da casa de banho. Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático, estava preparando o seu café e, junto um cartão que dizia: "A sua marca predilecta de café. Bom apetite!" E era mesmo!
Como é que eles podiam saber desse detalhe?
De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual era a sua marca preferida de café.
Em seguida, ele ouviu um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal. "Mas, como pode ?! É o meu jornal! Como é que eles adivinharam?"
Mais uma vez, lembrou-se de quando se registou: a recepcionista perguntou-lhe qual jornal ele preferia.
O cliente deixou o hotel encantado. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas, o que é que esse hotel fizera mesmo de especial?
Apenas ofereceram um fósforo, um chocolatinho, uma chávena de café e um jornal.
Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje. Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito, mais desconfiado. Mudamos o layout das lojas, pintamos as prateleiras, trocamos as embalagens, mas esquecemo-nos das pessoas.
O valor das pequenas coisas conta, e muito. A valorização do relacionamento com o cliente. Fazer com que ele perceba que ele é um parceiro importante!
Isto vale também para nossas relações pessoais (namoro, amizade, família, casamento) enfim pensar no outro como ser humano é sempre uma satisfação para quem doa e para quem recebe. Seremos muito mais felizes, pois a verdadeira felicidade está nos gestos mais simples do nosso dia-a-dia e na maioria das vezes passamos despercebidos.
Eu tinha lido que, lá na Índia, elefantes olhando o crepúsculo, às vezes, choram. Mas agora está aí esse filme "Camelos também choram" . A gente sabe que porcos e cabritos quando estão sendo mortos soltam gemidos e berros dilacerantes. Mas quem mata galinha no interior nunca relatou ter visto lágrimas nos olhos delas. Contudo, esse filme feito sobre uma comunidade de pastores de ovelhas e camelos, lá na Mongólia, mostra que os camelos choram, mas choram não diante da morte, mas em certa circunstância que faria chorar qualquer ser humano. E na platéia, eu vi, os não camelos também choravam.
Para nós, tão afastados da natureza, olhando a dureza do asfalto e a indiferença dos muros e vitrinas; para nós que perdemos o diálogo com plantas e animais, e, por conseqüência, conosco mesmos, testemunhar com aquela bela família de mongóis o nascimento de um filhote de camelo e sua relação com a mãe é uma forma de reencontrar a nossa própria e destroçada humanidade.
É isto: eles vivem num deserto. Terra árida, pedregosa. Eles, dentro daquelas casas redondas de lona e madeira, que podem ser montadas e desmontadas. Lá fora um vento permanente ou o assombro do silêncio e da escuridão. E as ovelhas e carneiros ali em torno, pontuando a paisagem e sendo a fonte de vida dos humanos.
Sucede, então, que a rotina é quebrada com o parto difícil de um camelinho. Por isto, a mãe camela o rejeita. O filho ali, branquinho, mal se sustentando sobre as pernas, querendo mamar e ela fugindo, dando patadas e indo acariciar outro filhote, enquanto o rejeitado geme e segue inutilmente a mãe na seca paisagem.
A família mongol e vizinhos tentam forçar a mãe camela a alimentar o filho. Em vão. Só há uma solução, diz alguém da família, mandar chamar o músico. Ao ouvir isto estremeci como se me preparasse para testemunhar um milagre. E o milagre começou musicalmente a acontecer.
Dois meninos montam agilmente seus camelos e vão a uma vila próxima chamar o músico. É uma vila pobre, mas já com coisas da modernidade, motos, televisão, e, na escola de música, dentro daquele deserto, jovens tocam instrumentos e dançam, como se a arte brotasse lindamente das pedras.
O professor de música, como se fosse um médico de aldeia chamado para uma emergência, viaja com seu instrumento de arco e cordas para tentar resolver a questão da rejeição materna. Chega.E ali no descampado, primeiro coloca o instrumento com uma bela fita azul sobre o dorso da mãe camela. A família mongol assiste à cena. Um vento suave começa a tanger as cordas do instrumento. A natureza por si mesma harpeja sua harmônica sabedoria. A camela percebe. Todos os camelos percebem uma música reordenando suavemente os sentidos. Erguem a cabeça, aguçam os ouvidos, e esperam.
A seguir, o músico retoma seu instrumento e começa a tocá-lo, enquanto a dona da camela afaga o animal e canta. E enquanto cordas e voz soam, a mãe camela começa a acolher o filhote, empurrando-o docemente para suas tetas. E o filhote antes rejeitado e infeliz, vem e mama, mama, mama desesperadamente feliz. E enquanto ele mama e a música continua, a câmara mostra em primeiro plano que lágrimas desbordam umas após outras dos olhos da mãe camela, dando sinais de que a natureza se reencontrou a si mesma, a rejeição foi superada, o afeto reuniu num todo amoroso os apartados elementos.
Nós, humanos, na platéia, olhamos aquilo estarrecidos. Maravilhados. Os mongóis na cena constatam apenas mais um exercício de sua milenar sabedoria. E nós que perdemos o contato com o micro e o macrocosmos ficamos bestificados com nossa ignorância de coisas tão simples e essenciais.
Bem que os antigos falavam da terapêutica musical. Casos de instrumentos que abrandavam a fúria, curavam a surdez, a hipocondria e saravam até a mania de perseguição.
Bem que o pensamento místico hindu dizia que a vida se consubstancia no universo com o primeiro som audível um Ré bemol e que a palavra só surgiria mais tarde.
Bem que os pitagóricos, na Grécia, sustentavam que o universo era uma partitura musical, que o intervalo musical entre a Terra e a Lua era de um tom e que o cosmos era regido pela harmonia das esferas.
Os primitivos na Mongólia sabem disto. Os camelos também. Mas nós, os pós-modernos cultivamos a rejeição, a ruptura e o ruído.
Havia quatro funcionários chamados, Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém trabalhavam na mesma Repartição.
Havia um trabalho importante para fazer eToda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém zangou-se porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria. No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito. Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um quinto funcionário para evitar todos estes problemas...
quarta-feira, outubro 19, 2005
Pois é... os nossos governantes sabem, por isso é que estão a querer que toda a gente fale inglês. Muito bem!
O ratinho estava na toca, encurralado pelo gato, que, do lado de fora, miava: - MIAU, MIAU, MIAU ... O tempo passava e ele ouvia: - MIAU, MIAU, MIAU ... Depois de várias horas e já com muita fome o rato ouviu: - AU! AU! AU! Então deduziu: "Se há cão lá fora, o gato foi embora". Saiu disparado em busca de comida. Nem bem saiu da toca o gato NHAC! Inconformado, já na boca do gato perguntou: - Então gato! Porquê isto ????? E o gato respondeu: - Meu filho, neste mundo globalizado de hoje, quem não fala pelo menos dois idiomas morre de fome ...
Sempre foste humilde nos teus vôos; sempre foste insegura nos teus anseios! Hoje, Mulher de vida inteira feita, Mulher forte e serena que soube não perder a doçura, apesar das amarguras que passaram por ti e deixaram marcas, pela nossa eterna amizade e cumplicidade, pelo teu medo de mostrar aos outros as coisas lindas que sempre escreveste, as canções lindas que sempre cantaste, as bonecas lindas que sempre me fizeste... por tudo isso e por tudo o que não vale a pena referir...mesmo que fiques aborrecida comigo, tomei a liberdade de te publicar! E para que todos os meus leitores saibam, eu gostei do que a minha prima, viajante sonhadora deste mundo e de outros, escreveu e que aí vai....
"Apenas com o olhar para um atlas à frente, viajamos como se fossemos um deus em férias, imaginando os oceanos a nossos pés e o cantar das vozes das sereias antigas.
Cada ponto do mapa é uma esperança com homens e animais a fazer-nos companhia, com orações e preces a lembrar-nos a vida. Essas vidas que continuam prisioneiras nos nossos corações.
continuando...........
O vento beija o cimo das montanhas e as plantas são um incêndio de cores na volupia dos sentimentos que nos encandeiam com o sol, o mundo e as flores.
E sentindo a vida dentro do nosso sangue e o amor a viajar em corpos sãos, como se fossem todas as coisas prometidas e esse mundo coubesse na palma das nossas mãos..."
O Instituto Português de Oncologia (IPO) está a angariar filmes VHS para os doentes da unidade de transplantes que estão em isolamento. «São crianças e adultos que precisam de um transplante de medula e de estar ocupados durante o tempo de internamento», explica ao Portugal Diário a enfermeira responsável pela unidade, Elsa Oliveira. A «falta de "stocks"» torna necessária a ajuda da população: «Precisamos de filmes para as pessoas mais desfavorecidas que não têm possibilidade de os trazer. Algumas crianças trazem os seus próprios filmes e brinquedos mas depois quando têm alta levam-nos», acrescenta a enfermeira. O IPO aceita todos os géneros de filmes, mas a preferência vai para a «comédia». Numa altura menos feliz das suas vidas, «um sorriso vai fazer bem a quem passa dias inteiros numa cama de hospital». Rir é sempre um bom remédio. As cassetes de vídeo ou DVD's antigos podem ser enviadas para: Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil Rua Professor Lima Basto 1093 Lisboa Codex
Telefone: 217 266 785
Por favor vão passando palavra...
Detalhe de uma parte da peça. Quixote e Sancho Pança conversam sobre as suas intenções de procurar mudar o mundo e encontrar o Graal que seria Dulcineia, a mulher sonhada... Na outra foto, Quixote abatido e ferido de morte, repensa os seus sonhos e as suas desilusões agora que o fim se aproxima e a grande verdade da sua solidão, vai chegar...
No Audório Municipal Lourdes Norberto,, em Linda-a-Velha(Edifício Piâmide) o meu amigo Armando Caldas é o mágico que consegue pôr em cena os sentimentos que nos fazem vibrar até às lágrimas, quando se propõe encenar o que já foi encenado milhentas vezes,mas que, com a sua imaginação de mestre e o seu amor pelo mundo onde vive e pelo país que é o nosso, fica transformado num sonho. A propósito das comemorações dos 400 anos da publicacação do livro de Cervantes, D. Quixote de La Mancha, pôs em cena um espectaculo teatral que para além da magnífica prosa e loucura de Cervantes, foi enriquecido pela imaginação igualmente bela de Orson Wells e pelo desempenho magistral dos actores daquele Grupo Cénico, cuja riqueza espiritual e criativa é do que de melhor existe na nossa terra.! Tive o grato prazer de assistir ao espectáculo e devo dizer que o vivi de alma e coração e até às lágrimas, a história do cavaleiro de triste figura e do seu escudeiro, Sancho Pança, duas figuras tão cada vez mais reais no nosso mundo do século XXI ! Em cada um de nós há um pouco de Quixote e um pouco de Sancho Pança, mas em cada um de nós não há a magistralidade das palavras que nos cercam como música, dos gestos que nos fazem esvoaçar como anjos, dos sentimentos que nos rodeiam de amores e desamores, como se subitamente este nosso mundo do sec. XXI tivesse parado no suspiro final daquele Sonhador imparável que através da sua loucura procurava encontrar força e coragem para lutar até ao encontro daa sua amada Dulcineia, a alma ideal e afim que todos procuramos e que raramente encontramos. Frequento aquele Espaço já há algum tempo e sempre ali vi o que de melhor se faz em teatro em Portugal, mas este D. Quixote - o próprio actor e todo o elenco, em geral, transportaram-me a uma dimensão plena de doçura e encanto, misturada com a tristeza e a desilução da realidade que só sentem aqueles que verdadeiramente olham à volta e olham os moinhos monstruosos como gigantes em fúria, com os quais vamos tecendo as teias da nossa vida e lutando para que a liberdade que ganhámos não sucumba com os tentáculos dos monstros que Quixote pressentia e que nós, os modernos, sentimos todos os dias da nossa vida, cada vez mais perto de nós. Que as Dulcineias fazem parte do nosso imaginário, já todos sabemos, mas Quixotes precisam-se, urgentemente, para que possamos continuar a alimentar os sonhos de um mundo mais justo, mais igual, em que cada homem, cada mulher, cada criança, tenha direitos, deveres e oportunidades iguais e não se desvaneçam os sonhos sonhados numa clara manhã de Abril que derrubou os moinhos de ventos, gigantes adamastores dos nossos desencantos e dos nossos pesadelos.... Espero que todos possam ver a peça que ainda vai estar em cena mais duas semanas. Vale a pena ver e vale a pena aplaudir aquela gente cheia de garra e amor ao teatro, que afinal, é a reprodução da nossa própria vida e o espelho da nossa alma errante. E termino com uma citação do Romeiro, que creio será do Orson Wells (é bem o estilo dele!), e que transcrevo: "Bem haja quem inventou o sonho! Capa que proteje todos os humanos pensamentos! Manjar que tira a fome; água que apaga a sede; Fogo que afasta o frio; frio que tempera o calor! Enfim...moeda geral com que todas as coisas se compram..."
Conta a lenda que certa mulher pobre, com uma criança ao colo, passando diante de uma caverna, escutou uma voz misteriosa que dizia lá de dentro: -"Entra e apanha tudo o que desejares, mas não te esqueças do principal. Lembra-te, porém, de uma coisa: Depois de saíres, a porta fechar-se-á para sempre. Portanto, aproveita a oportunidade, mas não te esqueças do principal..." A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no avental.
A voz misteriosa falou novamente: -"Já só tens oito minutos." Esgotados os oito minutos, a mulher, carregada de ouro e de pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta fechou-se... Lembrou-se, então, de que a criança ficara lá dentro. Mas a porta já estava fechada... para sempre! A riqueza durou pouco, e o desespero sempre. Temos uns (oitenta?) anos para viver, neste mundo, e há uma voz que nos adverte, de vez em quando: -"Não te esqueças do principal!"
O principal são os valores espirituais, a família, os amigos, a vida! Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais fascinam-nos tanto que o principal vai ficando sempre de lado... Assim, esgotamos o nosso tempo aqui, e deixamos de lado o essencial: "Os tesouros da alma!" Quando a porta desta vida se fechar para nós, de nada valerão as lamentações... Não te esqueças do principal!
Afinal tudo isto parece uma ópera buffa! Que raio! A democracia é o grande sistema mas traz-nos situações perfeitamente inesperadas!
Então afinal quem é que o povo considera corrupto? Os votos foram-lhes dados e eles vão continuar no poleiro...
Felgueiras e Gondomar e Oeiras gritam entusiasmados a vitória! Mas que é isto? É um país surrealista ou é um país real??? Afinal os ditos, são mártires ou corruptos ou uma coisa e outra são confundíveis???? ou confusas??? ou difusas??? Não há dúvida que o Rei vai nú!
Levantar-se um dia sem saber o que fazer, Ter medo das tuas recordações.
Fica proibido não sorrir ante os problemas, Não lutar pelo que queres, Abandonar tudo por medo, Não transformar em realidade os teus sonhos.
Fica proibido não demonstrar o teu amor, Fazer com que alguém pague pelas tuas dúvidas e pelo teu mau humor.
Fica proibido deixar os teus amigos, Não tentar compreender aquilo que viveram juntos, Chamá-los somente quando precisas deles.
Fica proibido não seres tu perante todos, Fingir para as pessoas que não te importas, Esquecer todos os que te querem. Fica proibido não fazer as coisas para ti mesmo, Não fazeres o teu destino, Ter medo da vida e dos teus compromissos, Não viver cada dia como se fosse o último.
Fica proibido ter saudades de alguém sem se alegrar, Esquecer os seus olhos, o seu sorriso, Tudo porque os vossos caminhos deixaram de se abraçar, Esquecer o teu passado e apagá-lo com o teu presente.
Fica proibido não tentar compreender as pessoas, Pensar que as suas vidas valem mais que a tua, Não saber que cada um tem o seu caminho.
Fica proibido não criar a tua história, Não ter um momento para aqueles que precisam de ti, Não compreender que o que a vida te dá, e também o que te toma.
Fica proibido não buscar a tua felicidade, Não viver a tua vida com uma atitude positiva, Não pensar naquilo em que podemos ser melhores, Não sentir que sem ti este mundo não seria igual.
Beijitos para cada um de vós, meus queridos amigos!
Hoje andei na minha praia. caminhei no paredão e parei numa esplanada para almoçar. Subitamente duas campanhas, quase juntas no mesmo local! Um ambiente cordial. Ambiente muito diferente daquilo que se vê na TV a toda a hora e que constitui sensacionalismo barato. Fiquei contente que, na minha zona, fosse assim... nem rostos crispados, nem más palavras...alguns sorrisos.
Acho que as autárquicas são talvez as eleições mais populares e honestas já que o povo vota muito mais nas pessoas que conseguiram melhorar as suas terras do que neste ou naquele Partido.
Se isto é bom ou não para a democracia, já não sei, mas num país desencantado com a vida difícil, assistir a crispações e faltas de educação só porque são adversários políticos, já não convence ninguém. Somos todos portugueses...e queremos que este país funcione.
Caminhava eu hoje pela praia. O céu e o mar lindos... a praia cheia de gaivotas em terra. Os caminhantes como eu esperavam ver e viram o anunciado eclipse. Foi um começo de dia diferente e bonito... Foi o maior eclipse de Sol dos últimos cem anos!
"A Humanidade não ficará na Terra para sempre, mas na sua busca de luz e espaço irá primeiro timidamente penetrar para lá dos confins da atmosfera, e mais tarde conquistar para si própria todo o espaço perto do Sol. -"
Em todas as esquinas da cidade nas paredes dos bares à porta dos edifícios públicos nas janelas dos autocarros mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de aparelhos de rádio e detergentes na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar da nossa esperança de fuga um cartaz denuncia o nosso amor Em letras enormes do tamanho do medo da solidão da angústia um cartaz denuncia que um homem e uma mulher se encontraram num bar de hotel numa tarde de chuva entre zunidos de conversa e inventaram o amor com caracter de urgência deixando cair dos ombros o fardo incómodo da monotonia quotidiana
Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração e fome de ternura e souberam entender-se sem palavras inúteis Apenas o silêncio A descoberta A estranheza de um sorriso natural e inesperado
Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente embora subterraneamente unidos pela invenção conjunta de um amor subitamente imperativo
Um homem e uma mulher um cartaz de denuncia colado em todas as esquinas da cidade A rádio já falou A TV anuncia iminente a captura A policia de costumes avisada procura os dois amantes nos becos e nas avenidas Onde houver uma flor rubra e essencial é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta fechada para o mundo É preciso encontrá-los antes que seja tarde Antes que o exemplo frutifique Antes que a invenção do amor se processe em cadeia! Há pesadas sanções para os que auxiliarem os fugitivos Chamem as tropas aquarteladas na província Convoquem os reservistas os bombeiros os elementos da defesa passiva Todos! Decrete-se a lei marcial com todas as consequências O perigo justifica-o Um homem e uma mulher conheceram-se, amaram-se, perderam-se no labirinto da cidade É indispensável encontrá-los dominá-los convencê-los antes que seja tarde e a memória da infância nos jardins escondidos acorde a tolerância no coração das pessoas
Daniel Filipe
(in A INVENÇÃO DO AMOR-excerto)
segunda-feira, setembro 19, 2005
As flores... tão belas e frágeis... frágeis, como quase tudo o que encontramos de belo, na vida...
De um amigo meu, grande poeta português, o poema que transcrevo:
FRÁGEIS COMO FLORES SELVAGENS ROMPEMOS O ÚTERO MATERNAL NA PRESSA DE CHEGAR AO JARDIM PROMETIDO DAS ILUSÕES À TERRA DILACERADA POR ESPINHOS DE DORIDAS RUBRAS ROSAS QUE FAZEM DE NÓS OUTROS PROMETEUS A EMPUNHAR A CHAMA OLÍMPICA DE ZEUS.
Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio. Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas. (Enlacemos as mãos.) Depois pensemos, crianças adultas, que a vida Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa, Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado, Mais longe que os deuses. Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos. Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio. Mais vale saber passar silenciosamente E sem desassossegos grandes. Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz, Nem invejas que dão movimento demais aos olhos, Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria, E sempre iria ter ao mar. Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos, Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias, Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro Ouvindo correr o rio e vendo-o. Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as No colo, e que o seu perfume suavize o momento -Este momento em que sossegadamente não cremos em nada, Pagãos inocentes da decadência. Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova, Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos Nem fomos mais do que crianças. E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio, Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti. Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio, Pagã triste e com flores no regaço.
Choro por aquilo que vejo nos ecrans da televisão;no país do grande senhor, pseudo dono do mundo, negador da assinatura do Protocolo de Kyoto! Nova Orleans é um cenário de devastação, de pedidos de socorro, de gritos dos vivos, de choros pelos desaparecidos, pelos mortos.Calaram-se os saxofones; os jazz singers que fizeram dela uma cidade especial emudeceram. O sofrimento ultrapassou tudo. A cidade agoniza... O Presidente da Câmara de N.Orleans acusa o Governo de falta de compreensão do que está a acontecer. Aponta o dedo ao Governo e o Governo vai ouvindo e assistindo ao resultado da catástrofe com uma resposta lenta...lenta... Cinco dias passaram desde que o Katrina desfez tudo... e as medidas necessárias não foram tomadas. Cinco dias de terror e de dôr sem resposta rápida!Cinco dias de sofrimento atroz...para a cidade e para o mundo. A Terra revolta-se e grita! Até quando se passará por cima dos danos que se fazem à natureza e à resposta desta? Até quanto a leitura política do comportamento de um Governo que passa por cima das regras aceites pela maioria dos países, e continua a ser o maior poluidor do Mundo?
Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem do bate papo com os amigos no fim do dia de trabalho.
O seu nome era "trabalho" e o seu sobrenome "sempre".
Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu para valer sem se preocupar com o inverno que estava para vir. Então, passados alguns dias, começou a esfriar.
Era o inverno que estava a começar. A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca repleta de comida.
Mas alguém chamava pelo seu nome do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpreendida com o que viu:A sua amiga cigarra estava dentro de um Ferrari com um aconchegante casaco de vison. E a cigarra disse para a formiguinha:
- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderá cuidar da minha toca?. E a formiguinha respondeu:
- Claro, sem problemas ! Mas o que lhe aconteceu ? Como é que você conseguiu dinheiro para ir a Paris e comprar este Ferrari ?
E a cigarra respondeu:
- Imagine você que eu estava cantando num bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris... A propósito, a amiga deseja algo de lá ?
- Desejo sim. Se você encontrar o La Fontaine (autor da fábula original) por lá, manda ele ir para o inferno!!!
Moral da História:
"Aproveite a sua vida, saiba dosear trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício nas fábulas do La Fontaine e ao seu patrão.Trabalhe, mas curta a sua vida. Ela é unica!! Se você não encontrar a sua metade da laranja, não desanime, procure a sua metade do limão, adicione açúcar ... e gelo, e vá ser feliz!"
Ás vezes o Miguel Esteves Cardoso revolta-me, outras desconcerta-me, algumas vezes faz-me rir e hoje, com o artigo que vou publicar, fez-me reflectir e muito sobre esse sentimento que faz com que homens e mulheres, sob determinadas condições, se sintam atraídos como se de iman e metal se tratasse. Aí vai a sua prosa... ELOGIO AO AMOR (Miguel Esteves Cardoso - Expresso )
"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro.
Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe.
Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o oração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Portugal é o país com a menor taxa de felicidade entre os 15 países que formavam a União Europeia (UE) antes do último alargamento, indica um estudo agora divulgado. O estudo, intitulado «O que Compra a Felicidade?», foi publicado agora pelo Instituto Alemão de Estudo do Trabalho (IZA), sedeado em Bona, e é da autoria de Christian Bornskov, Nabanita Datta Gupta e Peder Pedersen. A análise assentou nos inquéritos promovidos pelo Eurobarómetro, o serviço da Comissão Europeia de análise da opinião pública, entre 1973 e 2002, junto de Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Reino Unido e Suécia. Os autores fizeram a média das respostas à pergunta «Como classifica em geral a sua satisfação com a vida que leva?», que consta do inquérito, que dá quatro possibilidades de resposta: muito satisfeito, que é quantificado em 4, satisfeito (3), pouco satisfeito (2), nada satisfeito (1). Portugal surge em último lugar com uma média de 2,52 enquanto os dinamarqueses apresentam o valor mais elevado com 3,61. Mais de metade da amostra situa-se acima dos 3 pontos. A seguir à Dinamarca surgem, por ordem decrescente, Suécia, Luxemburgo, Países Baixos, Irlanda, Reino Unido, Finlândia e Áustria. Na metade inferior aparecem, também por ordem decrescente, Espanha, Alemanha, Bélgica, Itália, França e Grécia. A análise da tendência do «bem-estar subjectivo», como é classificado, em 15 países europeus, entre 1973 e 2002, conclui que uma das principais explicações dos resultados está na comparação do crescimento do produto interno bruto (PIB) no momento da resposta com o crescimento verificado no passado recente. Também com um forte peso explicativo está o crescimento da esperança de vida. Ao contrário, o crescimento da taxa de desemprego só aparece com significado quando é aferida pela ideologia do votante médio. Os autores salientam que a tese dominante de que maiores rendimentos conduzem a maior felicidade só se tem comprovado em alguns períodos de tempo dentro de alguns países, e não para o conjunto dos países com rendimentos mais elevados. Este «paradoxo», como dizem, é explicado com as comparações relativas que os indivíduos fazem com os seus pares ou vizinhos ou com o aumento das suas expectativas quanto a futuros aumentos de rendimento à medida que este aumenta.
Para os que não querem ler mas gostam de se "armar": Leon Tolstoi-"GUERRA E PAZ" (1800 paginas) Resumo: Um rapaz não quer ir à guerra e por isso Napoleão invade Moscovo. A rapariga casa-se com outro. FIM
Luis de Camões- "LUSIADAS" ( várias edições ) Resumo: Um poeta com insónias decide chatear o Rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa porreiraça), tem o justo prémio numa ilha cheia de gajas boas. FIM
Gustave Flaubert -"MADAME BOVARY" ( 378 paginas ) Resumo: Uma dona de casa engana o marido com o padeiro, o leiteiro, o carteiro o homem do talho, o merceeiro e um vizinho cheio de massa. Envenena-se e morre. FIM
William Shakespeare -"HAMLET" Resumo: Um príncipe com insónias passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada que entretanto se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha morto o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre, assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que se tinha suicidado. FIM
Definitivo, como tudo o que é simples. A nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão especial que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projecções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque o nosso trabalho é desgastante e mal pago, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque a nossa mãe é impaciente connosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar trocando confidencias com ela as nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque a nossa equipa perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhámos e nunca chegámos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Iludindo-se menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, ao nos esquivarmos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
Não, solidão, hoje não quero retocar-me Nesse salão de tristeza onde as outras penteiam mágoas, Deixo que as águas invadam o meu rosto... Gosto de me ver chorar... Finjo que estão me vendo Eu preciso mostrar-me Bonita Pra que os olhos do meu bem Não olhem a mais ninguém Quando eu me revelar Da forma mais bonita Pra saber como levar todos Os desejos que ele tem Ao me ver passar Bonita... Hoje eu arrasei! Na casa de espelhos Espalho os meus rostos E finjo que finjo que finjo Que não sei...
Se todos aprendessemos que todos os "diferentes" poderiam ser integrados neste mundo em que vivemos, que lindo seria encontrarmos situações como as que apreciamos no filme do link abaixo... dá para pensar...
Ver o fogo através da televisão já é horrivel, mas a minha experiência de ontem, na autoestrada perto de Pombal trouxe-me o sentimento do horrível, do sofrimento, da impotência perante a destruição, da tristeza descontrolada de quem se vê cercado de fogo por todos os lados, ouve as árvores a chorar, as pessoas a gritar o seu desespero... o céu das 5H da tarde, feito noite escura, o ar irrespirável, a morte a acontecer ali, tão perto... sem ser possível estancar o sofrimento.
As pequenas Hiroshimas andavam por ali em pesadelo já que hoje é dia de recordar a verdadeira, esse minuto horrivel em que o Enola Gay deixou cair a bomba e queimou os habitantes e a cidade e isto, em vários planos, continuará subtilmente a acontecer em escalas diferentes do GRANDE HORROR, enquanto permanecer o egoismo!... até quando? Até quando perceber que salvar a terra, a água, as florestas, os animais, as populações, é o mínimo que se pode fazer para continuar a ter um país, um mundo?Quanto tempo para honrarmos a vida???Lembro Hiroshima com horror e espero que a memória do drama não se apague, não nos torne insensíveis. mas volto sempre ao meu País que amo e volto para perguntar:
Onde está o PODER que ponha cobro a isto? Onde está a PREVENÇÃO de que tanto se fala e nada acontece?
Vamos ter um país completamente ardido, PORQUÊ???
A quem serve esta situação? Não há misericórdia que lembre os que sofrem?
Muito se fala, nada se faz! Espero sinceramente que rapidamente as medidas correctas sejam tomada para pôr um fim a um sofrimento que se repete, ano a ano, desgastando os bens, mas sobretudo os sentimentos do nosso povo sofredor e de cada um de nós.
Espero que a PAZ e a tomada de consciência do Colectivo, acabe com estas chagas e estas imoralidades, locais e internacionais....PARA SEMPRE....