UM ESPAÇO DEDICADO À PINTURA E À ESCRITA ESPAÇO DE PARTILHA COM TODOS OS MEUS AMIGOS DE TODOS OS CANTOS DESTA NOSSA TERRA, DIGO, PLANETA TERRA, POIS, POR ENQUANTO, AINDA SÓ SONHO COM AS OUTRAS GALÁXIAS...E FICO COM OS PÉS FIRMES POR AQUI...
Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem do bate papo com os amigos no fim do dia de trabalho.
O seu nome era "trabalho" e o seu sobrenome "sempre".
Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu para valer sem se preocupar com o inverno que estava para vir. Então, passados alguns dias, começou a esfriar.
Era o inverno que estava a começar. A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca repleta de comida.
Mas alguém chamava pelo seu nome do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpreendida com o que viu:A sua amiga cigarra estava dentro de um Ferrari com um aconchegante casaco de vison. E a cigarra disse para a formiguinha:
- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderá cuidar da minha toca?. E a formiguinha respondeu:
- Claro, sem problemas ! Mas o que lhe aconteceu ? Como é que você conseguiu dinheiro para ir a Paris e comprar este Ferrari ?
E a cigarra respondeu:
- Imagine você que eu estava cantando num bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris... A propósito, a amiga deseja algo de lá ?
- Desejo sim. Se você encontrar o La Fontaine (autor da fábula original) por lá, manda ele ir para o inferno!!!
Moral da História:
"Aproveite a sua vida, saiba dosear trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício nas fábulas do La Fontaine e ao seu patrão.Trabalhe, mas curta a sua vida. Ela é unica!! Se você não encontrar a sua metade da laranja, não desanime, procure a sua metade do limão, adicione açúcar ... e gelo, e vá ser feliz!"
Ás vezes o Miguel Esteves Cardoso revolta-me, outras desconcerta-me, algumas vezes faz-me rir e hoje, com o artigo que vou publicar, fez-me reflectir e muito sobre esse sentimento que faz com que homens e mulheres, sob determinadas condições, se sintam atraídos como se de iman e metal se tratasse. Aí vai a sua prosa... ELOGIO AO AMOR (Miguel Esteves Cardoso - Expresso )
"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro.
Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe.
Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o oração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Portugal é o país com a menor taxa de felicidade entre os 15 países que formavam a União Europeia (UE) antes do último alargamento, indica um estudo agora divulgado. O estudo, intitulado «O que Compra a Felicidade?», foi publicado agora pelo Instituto Alemão de Estudo do Trabalho (IZA), sedeado em Bona, e é da autoria de Christian Bornskov, Nabanita Datta Gupta e Peder Pedersen. A análise assentou nos inquéritos promovidos pelo Eurobarómetro, o serviço da Comissão Europeia de análise da opinião pública, entre 1973 e 2002, junto de Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Reino Unido e Suécia. Os autores fizeram a média das respostas à pergunta «Como classifica em geral a sua satisfação com a vida que leva?», que consta do inquérito, que dá quatro possibilidades de resposta: muito satisfeito, que é quantificado em 4, satisfeito (3), pouco satisfeito (2), nada satisfeito (1). Portugal surge em último lugar com uma média de 2,52 enquanto os dinamarqueses apresentam o valor mais elevado com 3,61. Mais de metade da amostra situa-se acima dos 3 pontos. A seguir à Dinamarca surgem, por ordem decrescente, Suécia, Luxemburgo, Países Baixos, Irlanda, Reino Unido, Finlândia e Áustria. Na metade inferior aparecem, também por ordem decrescente, Espanha, Alemanha, Bélgica, Itália, França e Grécia. A análise da tendência do «bem-estar subjectivo», como é classificado, em 15 países europeus, entre 1973 e 2002, conclui que uma das principais explicações dos resultados está na comparação do crescimento do produto interno bruto (PIB) no momento da resposta com o crescimento verificado no passado recente. Também com um forte peso explicativo está o crescimento da esperança de vida. Ao contrário, o crescimento da taxa de desemprego só aparece com significado quando é aferida pela ideologia do votante médio. Os autores salientam que a tese dominante de que maiores rendimentos conduzem a maior felicidade só se tem comprovado em alguns períodos de tempo dentro de alguns países, e não para o conjunto dos países com rendimentos mais elevados. Este «paradoxo», como dizem, é explicado com as comparações relativas que os indivíduos fazem com os seus pares ou vizinhos ou com o aumento das suas expectativas quanto a futuros aumentos de rendimento à medida que este aumenta.
Para os que não querem ler mas gostam de se "armar": Leon Tolstoi-"GUERRA E PAZ" (1800 paginas) Resumo: Um rapaz não quer ir à guerra e por isso Napoleão invade Moscovo. A rapariga casa-se com outro. FIM
Luis de Camões- "LUSIADAS" ( várias edições ) Resumo: Um poeta com insónias decide chatear o Rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa porreiraça), tem o justo prémio numa ilha cheia de gajas boas. FIM
Gustave Flaubert -"MADAME BOVARY" ( 378 paginas ) Resumo: Uma dona de casa engana o marido com o padeiro, o leiteiro, o carteiro o homem do talho, o merceeiro e um vizinho cheio de massa. Envenena-se e morre. FIM
William Shakespeare -"HAMLET" Resumo: Um príncipe com insónias passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada que entretanto se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha morto o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre, assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que se tinha suicidado. FIM
Definitivo, como tudo o que é simples. A nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão especial que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projecções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque o nosso trabalho é desgastante e mal pago, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque a nossa mãe é impaciente connosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar trocando confidencias com ela as nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque a nossa equipa perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhámos e nunca chegámos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Iludindo-se menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, ao nos esquivarmos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
Não, solidão, hoje não quero retocar-me Nesse salão de tristeza onde as outras penteiam mágoas, Deixo que as águas invadam o meu rosto... Gosto de me ver chorar... Finjo que estão me vendo Eu preciso mostrar-me Bonita Pra que os olhos do meu bem Não olhem a mais ninguém Quando eu me revelar Da forma mais bonita Pra saber como levar todos Os desejos que ele tem Ao me ver passar Bonita... Hoje eu arrasei! Na casa de espelhos Espalho os meus rostos E finjo que finjo que finjo Que não sei...
Se todos aprendessemos que todos os "diferentes" poderiam ser integrados neste mundo em que vivemos, que lindo seria encontrarmos situações como as que apreciamos no filme do link abaixo... dá para pensar...
Ver o fogo através da televisão já é horrivel, mas a minha experiência de ontem, na autoestrada perto de Pombal trouxe-me o sentimento do horrível, do sofrimento, da impotência perante a destruição, da tristeza descontrolada de quem se vê cercado de fogo por todos os lados, ouve as árvores a chorar, as pessoas a gritar o seu desespero... o céu das 5H da tarde, feito noite escura, o ar irrespirável, a morte a acontecer ali, tão perto... sem ser possível estancar o sofrimento.
As pequenas Hiroshimas andavam por ali em pesadelo já que hoje é dia de recordar a verdadeira, esse minuto horrivel em que o Enola Gay deixou cair a bomba e queimou os habitantes e a cidade e isto, em vários planos, continuará subtilmente a acontecer em escalas diferentes do GRANDE HORROR, enquanto permanecer o egoismo!... até quando? Até quando perceber que salvar a terra, a água, as florestas, os animais, as populações, é o mínimo que se pode fazer para continuar a ter um país, um mundo?Quanto tempo para honrarmos a vida???Lembro Hiroshima com horror e espero que a memória do drama não se apague, não nos torne insensíveis. mas volto sempre ao meu País que amo e volto para perguntar:
Onde está o PODER que ponha cobro a isto? Onde está a PREVENÇÃO de que tanto se fala e nada acontece?
Vamos ter um país completamente ardido, PORQUÊ???
A quem serve esta situação? Não há misericórdia que lembre os que sofrem?
Muito se fala, nada se faz! Espero sinceramente que rapidamente as medidas correctas sejam tomada para pôr um fim a um sofrimento que se repete, ano a ano, desgastando os bens, mas sobretudo os sentimentos do nosso povo sofredor e de cada um de nós.
Espero que a PAZ e a tomada de consciência do Colectivo, acabe com estas chagas e estas imoralidades, locais e internacionais....PARA SEMPRE....
Continuam os números, cada vez mais negros, de mulheres mortas por violência doméstica... Hoje recebi Flores! Não é o meu aniversário ou nenhum outro dia especial; tivemos a nossa primeira discussão ontem à noite e ele disse-me muitas coisas cruéis que me ofenderam de verdade. Mas eu sei que está arrependido e não as disse a sério, porque ele me enviou flores hoje. Não é o nosso aniversário ou nenhum outro dia especial.
Ontem ele atirou-me contra a parede e começou a asfixiar-me. Parecia um pesadelo, mas dos pesadelos acordamos e sabemos que não é real. Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados. mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje. E não é dia de São Valentim ou nenhum outro dia especial.
Ontem à noite bateu-me e ameaçou matar-me. Nem a maquilhagem ou as mangas compridas poderiam ocultar os cortes e golpes que me provocou desta vez Não pude ir ao emprego hoje porque não queria que se apercebessem. Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje. E não era dia da mãe ou nenhum outro dia.
Ontem à noite ele voltou a bater - me, mas desta vez foi muito pior. Se conseguir deixá-lo, o que vou fazer? Como poderia eu sozinha manter os meus filhos? O que acontecerá se faltar o dinheiro? Tenho tanto medo dele! Mas dependo tanto dele que tenho medo de o deixar. Mas eu sei que está arrependido, porque ele me enviou flores hoje. Hoje é um dia muito especial: É o dia do meu funeral.
Ontem finalmente conseguiu matar-me. Bateu-me até eu morrer. Se ao menos eu tivesse tido a coragem e a força para o deixar... Se tivesse aceitado a ajuda profissional... Hoje não teria recebido Montes de flores!" Anónimo.
Por uma vida sem violência!!!! Partilhem esta mensagem... para criar consciência. Não podemos deixar que continue. É uma realidade muito triste.
Vejam só o que este artista faz com abóboras! Engraçado que entre as muitas que gravou, encontram-se algumas das maiores "abóboras" do mundo, eheh.... http://www.pumpkingutter.com/index/./html
Se tu me amas, ama-me baixinho, Não o grites de cima dos telhados Deixa em paz os passarinhos, Deixa-me em paz a mim! Se me queres,enfim, tem que ser bem devagarinho,Amada... que a vida é breve, e o amor mais breve ainda... Mário Quintana
Olhei o écran da tv com pavor! Com o medo próprio de quem sente que não há lugar seguro no mundo. Que os Senhores do mundo que nos comandam, declaram o ritmo da nossa dor com a frieza de que são capazes, nas Cimeiras do nada, onde cabeças pensantes em dólares ou em euros, decidem quanto valem as nossas vidas em termos de barris de petróleo! Lembrei-me da Londres dos tempos que lá vivi e conheço bem o Metro para sentir o imenso calafrio, o medo sem limites de quem lá ia, naquele momento, (cerca de 3.000 pessoas). Dizem que talvez tenham morrido 50 pessoas, muitos feridos, muita dôr, muito sofrimento.... Até quando? Por aqui... por além?Até quando a inconsciência, até quando estaremos à mercê das decisões que os Senhores do Mundo fazem desencadear nas nossas pequenas vidas que para eles valem muito menos do que quaisquer milhares de barris de petróleo? Quem são os bons. quem são os maus? Os meus olhos incrédulos, procuram perceber não percebendo como se desenhará o nosso futuro... Quais são os verdadeiros motivos do terrorismo? Quem são os verdadeiros terroristas? E porquê? É fácil apontar o dedo aos efeitos. Quais são as verdadeiras causas? Neste dia de dôr, fico-me por aqui, a pensar, como seria bom que este mundo fosse mais justo e não fosse preciso recorrer a meios como estes que um dia, concerteza também nos vão atingir directamente porque cada vez que acontece, atinge o coração da Humanidade.
Um Hindu chegou aos arredores de certa aldeia e aí sentou-se para dormir debaixo de uma árvore. Chega correndo, então, um habitante daquela aldeia e diz, quase sem fôlego:
- Aquela pedra ! Eu quero aquela pedra.
- Mas que pedra ? pergunta-lhe o Hindu.
- Ontem à noite eu vi meu Senhor Shiva e, num sonho, ele disse que eu viesse aos arredores da cidade, ao pôr-do-sol; aí devia estar o Hindu que me daria uma pedra muito grande e preciosa que me faria rico para sempre.
Então, o Hindu mexeu na sua trouxa, tirou a pedra e foi dizendo: - Provavelmente é desta que ele lhe falou; encontrei-a num trilho da floresta, alguns dias atrás; podes levá-la! E assim falando, ofereceu-lhe a pedra.
O homem olhou maravilhado para a pedra. Era um diamante e, talvez, o maior jamais visto no mundo.
Pegou, pois, o diamante e foi-se embora. Mas, quando veio a noite, ele virava-se de um lado para o outro na cama, sem conseguir dormir. Então, rompendo o dia, foi ver novamente o Hindu e o despertou dizendo:
- Eu quero que me dê essa riqueza que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão grande assim, tão facilmente !
"A Gente sempre destrói aquilo que mais ama em campo aberto ou numa emboscada. Alguns com a beleza do carinho, outros com a dureza das palavras. Os covardes destroem com um beijo e os valentes destroem com a espada." Oscar Wilde
Bebido o luar, ébrios de horizontes, Julgamos que viver era abraçar O rumor dos pinhais, o azul dos montes E todos os jardins verdes do mar. Mas solitários somos e passamos, Não são nossos os frutos nem as flores, O céu e o mar apagam-se, exteriores E tornam-se os fantasmas que sonhamos. Porquê jardins que nós não colheremos, Límpidos nas auroras a nascer, Porquê o céu e o mar se não seremos Nunca os deuses capazes de os viver. Sophia de Mello Breyner Andersen
FRÁGEIS COMO FLORES SELVAGENS ROMPEMOS O ÚTERO MATERNAL NA PRESSA DE CHEGAR AO JARDIM PROMETIDO DAS ILUSÕES À TERRA DILACERADA POR ESPINHOS DE DORIDAS RUBRAS ROSAS QUE FAZEM DE NÓS OUTROS PROMETEUS A EMPUNHAR A CHAMA OLÍMPICA DE ZEUS.
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes. Gastámos tudo menos o silêncio. Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, gastámos as mãos à força de as apertarmos, gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis. Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada. Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro; era como se todas as coisas fossem minhas: quanto mais te dava mais tinha para te dar. Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes. E eu acreditava. Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis. Mas isso era no tempo dos segredos, era no tempo em que o teu corpo era um aquário, era no tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes. Hoje são apenas os meus olhos. É pouco mas é verdade, uns olhos como todos os outros. Já gastámos as palavras. Quando agora digo: meu amor, já não se passa absolutamente nada. E no entanto, antes das palavras gastas, tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração. Não temos já nada para dar. Dentro de ti não há nada que me peça água. O passado é inútil como um trapo. E já te disse: as palavras estão gastas. Adeus. Eugénio de Andrade
Como é estranho que por estranha coincidência três dos homens que mais marcaram o Portugal resistente e depois o Portugal liberto tenham partido quase em simultâneo! O General Vasco Gonçalves, o poeta e escritor Eugénio de Andrade e o Homem que foi Álvaro Cunhal, o comunista em estado puro, como se costumava dizer, para além de pintor,e de escritor, partiram no seu tempo individual contado por relógios que tinham sido, concerteza, acertados simultâneamente. Como não lhes posso cantar um Requiem, espero que a memória destes bravos homens, todos diferentes, mas todos resistentes, perdure na nossa memória colectiva, pois, decididamente, eles marcaram as nossas vidas,embora de maneiras diferentes mas com um objectivo comum. Polémicos, amados por uns ,odiados por outros, mas certamente marcos de uma época que se fez com eles, esperançados sempre num futuro melhor para Portugal e para os portugueses!
sexta-feira, junho 10, 2005
Sentimentos de Ilha - pintura de Dad (do Projecto "O Espirito das Águas")
Do meu amigo Elfo, recebi como comentário ao post "A nossa Amazónia", um testemunho que eu acho importante publicar na primeira página. Espero que ele não se importe! É importante não esquecer.... "Aos pés da minha cidade corria um ribeiro de águas límpidas onde costumávamos banhar-nos nos finais das tardes calmas de julho e agosto e na volta para casa levávamos sacos com trutas apanhadas à mão nos buracos das pedras.Hoje é um esgoto a céu aberto onde nem as rãs nem as cobras querem viver e os pássaros não descem para beber.Tenho vergonha de mostrar aquele ribeiro à minha filha pois acho que não fiz o suficiente para evitar que os "patos bravos" construíssem desalmadamente próximo do ribeiro.Herdámos o ribeiro e destruí-mo-lo sem deixar rasto para a geração que se seguia. A serra dos meus encantos para onde os meus olhos se dirigiam quando saía de casa era de um verde forte com correntes de água que caíam do alto das montanhas e isso era uma coisa que estava presente todos os dias da minha infância, e, era tão certo e sagrado como as estrelas do céu nocturno. Quando, com o meu pai, nos deitávamos lado a lado na soleira da porta a olhar as estrelas, o meu pai sempre me dizia que não tentasse contar as estrelas pois isso causava "cravos" nas mãos.Hoje a serra é preta e cinzenta pelos incêndios causados pelo desmazêlo dos homens e eu... já não tenho o meu pai...Parece que uma força da natureza cuidava para que eu tivesse o melhor de tudo. Vivia na cidade e no campo e vi crescer a cidade e assisti ao desaparecimento do campo que deu lugar a um parque industrial e a uma auto-estrada. Os rebanhos de ovelhas desapareceram e nunca mais ouvi o balir dos anhos à minha porta nem o toque dos címbalos que anunciavam a chegada do pastor.Hoje moro num 3º andar num prédio onde nos meus tempos de menino era uma quinta que produzia alimentos e, quando me dirijo às compras tudo o que vejo à venda vem de países estrangeiros. O que é que é que eu digo à minha filha? que lhe usurpei a herança que era dela por direito? Sim, porque foi a minha geração que destruíu tudo o que ficou para trás.
Onde "postei" mais um artigo sobre a Amazónia e hoje, depois das precauções que já estão a ser tomadas e pela "abertura da época dos fogos" em Portugal, achei que era necessário que o grito de alerta português seja forte também! Quem é que anda a queimar as nossas florestas? Quem é que paga a quem para fazer isso? Quem é que não respeita a nossa vida, destruindo tão vilmente o nosso país em nome de interesses pessoais mesquinhos? Quem é que continua a poluir os rios, as ribeiras, os riachos??? Gente que só pensa no lucro imediato, gente que não pensa no porvir, gente que não pensa que é uma herança que recebemos que devemos passar em boas condições aos que nos seguirem. ´Homens novos precisam-se! Mentalidades novas precisam-se! Homens da velha ordem pensam pequeno, não vêem que o bem só existe se for comum. Mentalidades tacanhas que só valorizam o imediato pertencem a um mundo em completa rotura! Que saudades dos tempos das águas límpidas, dos verdes totais das florestas, agora doentes ou em vias de desapararecer. Que vai ser de nós? Eu sei que quem passa por este blog pensa como eu, mas nem por isso posso deixar em branco esta mágoa profunda de sentir que tudo quanto é belo e puro e inicial está a ser suprimido, a pouco e pouco, tirando-nos a liberdade de respirar ar puro, de beber a água cristalina das fontes de ouvir os pássaros, felizes, a chilrear nos galhos! Gostava que as gerações futuras pudessem usufrir de tudo isso no real e não nas descrições dos escritores do meu país!
Ainda a Amazónia! Este tema preocupa-me muito por isso vou "postar" um artigo que me foi enviado por um amigo brasileiro que, tal como nós, está preocupado com a saúde do mundo e com a herança física que vamos deixar aos nossos filhos e aos nossos netos!
A assinatura do Protocolo de Quioto (que estabeleceu uma meta de redução de emissões para os países desenvolvidos correspondente a 5,2% em relação aos níveis de 1990), em 1997, até 2004, o Brasil já acrescentou umas 300 milhões de toneladas de carbono à atmosfera a mais em relação aos volumes que emitiria caso mantivesse a já elevada média de desmatamento dos anos 90. A prosseguir nesta escalada, o desmatamento na Amazônia poderá, por si só, comprometer boa parte dos esforços internacionais para a redução de emissões mesmo sendo cumpridas as metas de Quioto. . Não se pode comparar a responsabilidade do Brasil com a dos países desenvolvidos, que vêm poluindo a atmosfera há mais de 150 anos, na produção do efeito estufa,mas não se pode mais negar a sua absoluta responsabilidade em relação aos esforços atuais e futuros para se tentar mitigar as conseqüências do efeito estufa. Significa dizer que, para além dos efeitos nocivos que provoca para o país e para os brasileiros, desperdiçando recursos florestais, reduzindo a sua biodiversidade e os recursos hídricos, afectando as condições climáticas locais, aumentando as doenças respiratórias e gerando passivos crescentes para as futuras gerações, o desmatamento na Amazônia tem impacto crescente sobre a situação do clima mundial. A diplomacia brasileira teve um papel importante nos avanços até agora conseguidos internacionalmente no combate ao efeito estufa. A Convenção sobre a Mudança Climática da ONU foi assinada no Rio de Janeiro, em 1992. O Brasil esteve activo na formulação do Protocolo de Quioto e uma sua proposta levou à instituição do MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Estivemos entre os primeiros países a ratificar Quioto e a realizar o seu inventário nacional de emissões. Porém, a opção política de excluir o tratamento das emissões oriundas de desmatamento do escopo dos acordos internacionais (e do MDL, em particular), deixou o país sem instrumentos para trabalhar, neste âmbito, o seu principal fator de emissões. O crescimento no ritmo do desmatamento significa, portanto, que estamos contribuindo como nunca para a deterioração do clima mundial, e que estaremos expostos, inevitavelmente, a crescentes e justificadas pressões internacionais. Além de incrementar as providências internas de combate ao desmatamento,e levar o tema, continuamente, ao plano internacional, buscando apoio concreto desta comunidade para compensá-las. Afinal, factores mundiais de mercado e o próprio efeito estufa contribuem para o desmatamento na Amazônia, e a sua eventual redução seria muito relevante para mitigar a crise climática mundial. Muito pior será sofrer pressões sem dispor de instrumentos para compartilhar e compensar os esforços em busca das soluções.
Do meu amigo e grande poeta português André Moa, esta Ode à água: SORRISO E CRISTAL RIO E LÁGRIMA CANTO E MÁGOA ÁGUA ÁGUA ÁGUA
DO TEU BROTAR É QUE A VIDA SE SUSTENTA O TEU CANTAR AS ALMAS DESSEDENTA O TEU JORRAR É O PULSAR DO CORAÇÃO O TEU ORVALHO É BRILHO SOLAR FLOR EM BOTÃO A TUA LIMPIDEZ É A FACE DA ALEGRIA A TUA AUSÊNCIA FAZ DA TERRA NATUREZA MORTA E FRIA À TUA FRESCURA OS CORPOS VÃO BEBER SAÚDE E PRAZER À TUA LIQUIDEZ VAMOS BUSCAR A ARTE E O SABOR DO VERBO AMAR
SORRISO E CRISTAL RIO E LÁGRIMA CANTO E MÁGOA
VIDA A NASCER DE ENTRE AS FRAGAS CANÇÃO QUE O PÁSSARO REGURGITA E O DESERTO DESESPERADAMENTE CHORA BENÇÃO QUE A TERRA INTEIRA IMPLORA ÁGUA ÁGUA ÁGUA André Moa