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quinta-feira, fevereiro 21, 2008



Para o meu coração, basta o teu peito.
Para a tua liberdade, bastam as minhas asas.

Da minha boca, chegaram até ao céu,
o que estava adormecido sobre a tua alma…
és, em ti, a ilusão de cada dia...

Chegas como o orvalho beija as pétalas.

Magoas o horizonte com a tua ausência,

Eternamente em fuga, como uma onda...


Disse-te que cantavas ao vento,
como o fazem os pinheiros e os eucaliptos….....
Como eles és alta e taciturna.
E entristeces de imediato...como numa viagem...
….
És acolhedora, como um velho caminho.
Povoam-te ecos e vozes nostálgicas.
...
Eu despertei e, às vezes, emigram e fogem pássaros
que dormiam na tua alma.
Pablo Neruda

(tradução livre de Dad)